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RESENHA CRÍTICA
AMBIGUIDADE E DEFICIÊNCIAS DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
EUDIRÊ DE SANTANA SANTOS

Resumo:
O artigo Ambiguidade e deficiências do conceito de desenvolvimento sustentável traz uma discussão sobre o pensamento de alguns autores e instituições sobre o tema descrito e as deficiências ao conceituar o termo desenvolvimento sustentável. Distribuído em seções de forma ascendente à discussão proposta o artigo traz definições, apresenta as ambiguidades e conclui relacionando o desenvolvimento sustentável às questões econômico-sociais da população. A linguagem adotada é de média complexidade requerendo atenção na leitura.

O texto traz uma discussão recorrente da conceituação de desenvolvimento sustentável que assume variados significados para diferentes fontes de pesquisa como da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento que o define como sendo uma forma cíclica de utilizar os recursos naturais de modo a existir sempre a possibilidade do seu uso, fato que os torna sustentável para várias gerações, como propõe ao trazer como objetivo o crescimento atrelado à renovação dos recursos, dentre outros. Outro conceito trazido pela autora é o do Professor Robert Goodland que trata o tema como sendo uma maneira de melhorar a situação econômica e social da humanidade por meio do uso consciente dos recursos naturais de modo constante sem exauri-los. O termo básico atrelado ao desenvolvimento trazido no texto é o da constância no crescimento e no desenvolvimento através do uso sustentável da natureza.
Ao trazer à tona os conceitos citados acima abre-se uma discussão clara sobre o verdadeiro conceito e o mais original que possa trazer comunhão entre o crescimento econômico mundial e o uso constante da natureza para tal sem provocar escassez dos seus recursos sendo renováveis ou não de forma a garantir que as próximas gerações consigam manter as mesmas condições de desenvolvimento e exploração conforme suas necessidades.
Algo recorrente na discussão sobre os diferentes conceitos de desenvolvimento sustentável apesar de cada um possuir enfoques variados é a busca pelo desenvolvimento econômico, mas dessa premissa parte outro dilema apresentado pela autora que é: Como promover o crescimento econômico sem degradar a natureza, sem exaurir os seus recursos. Há nesse ponto uma conformidade de pensamento sobre o fim da pobreza como ponto de partida para uma plena sustentabilidade sem degradação.
A autora conclui tratando da dificuldade de se conceituar o desenvolvimento sustentável pois ocorre uma mistura conceitual entre ele e a sustentabilidade ecológica bem como a própria sustentabilidade. Após apresentar os devidos conceitos é trazida uma reflexão que diz respeito à indagação sobre a que se refere a melhoria da qualidade de vida, ou qual o limite e como saber qual a capacidade real dos ecossistemas para manter sustentável o desenvolvimento. Tais indagações são trazidas como mais das ambiguidades relacionadas ao tema. Outra indagação apontada na nesse momento textual é sobre o que garante que a erradicação da pobreza será fruto da abundância de recursos e por que isso já não foi feito quando o mundo jazia nesses moldes? Segundo a autora, a humanidade não está preparada para conhecer cientificamente os limites da natureza no oferecer dos seus recursos, pois essa é uma questão de consciência social.
O artigo salienta a dificuldade existente quando se fala de conceituar o termo desenvolvimento sustentável. Vários autores expõem suas ideologias sobre o tema com premissas e objetivos diferentes, mas pode-se notar um ponto positivo em todas as explanações. Eles convergem na ideia de que o desenvolvimento sustentável é um fenômeno cíclico, onde se cria um hábito de destruir e construir, garantindo uma renovabilidade dos recursos por meios promovidos pela própria humanidade para tornar esse ciclo constante e garantir o uso desses recursos pelas gerações futuras. Outro ponto a se gloriar é o questionamento da autora sobre o fato de que não existe garantia de que a abundância dos recursos é capaz de promover a sustentabilidade no planeta.
Há, porém pontos a se questionar no conteúdo pontuado. Ele deixa notório o pensamento capitalista e a visão econômica das coisas. Os autores citados através dos seus conceitos agregam ao desenvolvimento sustentável a premissa do crescimento econômico, fato que anda na contra mão do tema como se vê nos noticiários do dia-a-dia ao citarem a omissão das autoridades frente à degradação ambiental por aqueles industriários que não estão preocupados se o despejo ou manejo adotado de produtos nocivos ao meio ambiente fará alguma diferença a não ser nos seu faturamento. Outro ponto negativo do conteúdo é o momento em que o Brasil trata a pobreza como fonte ou válvula de entrave no desenvolvimento sustentável como se apenas os que vivem adjacentes à linha da pobreza provocassem degradação como pode-se citar nesse campo a desertificação causada pelo mau manejo da agricultura, ou o desmatamento para fins agropecuários, ou ainda os aterros ordenados para implantação e expansão de áreas urbanas. Todos esses fatos desmentem a afirmação de que as classes sociais menos favorecidas são responsáveis, pelo menos da maneira citada, por entraves na preservação e no uso consciente dos recursos naturais.
Ademais, o artigo traz referências importantes ao tema do desenvolvimento sustentável sendo de grande importância para acadêmicos, gestores e pesquisadores da áreas.
A autora Margaret Baroni é economista, Técnica da FUNDAP, mestranda em Política Científica e Tecnológica pela JUNICAMP, Membro do Conselho Administrativo do POUS (Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais). Atuante na busca pela reforma do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis como mebro do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. Influente no campo do Meio Ambiente, possui várias publicações em revistas nacionais.


Biografia:
EUDIRÊ DE SANTANA SANTOS - GRADUANDO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
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