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Pandemia Eleitoral
Rafael da Silva Claro



Este ano, definitivamente, não deu certo, sobretudo, eleitoralmente. Os Estados Unidos da América (EUA), com um sistema confuso (mas justo), fez uma lambança digna de republiqueta de bananas; o Brasil, apesar do enrosco na apuração, usa o que há de melhor no mercado tecnológico, quando o objetivo é prejudicar o cidadão comum. Exemplos não faltam: Imposto de Renda, impostos em geral, multas, taxas bancárias etc.

As eleições nos EUA foram um portfólio de fraudes e, acredito, ainda estão apurando; no Brasil, já que o assalto é garantido, que seja rápido como sugere o nome da modalidade “sequestro relâmpago”. Aqui, como diziam os Novos Baianos: “tudo é tão rápido como se furta”.

Essa nossa parada na apuração, providencial, como aquela dos norte-americanos, me fez crer no que viria depois: apareceriam pilhas de cédulas favorecendo Joe Biden, até Ulisses Guimarães votaria nele. Quando, milagrosamente, o “sistema” (a culpa é sempre dele) voltasse, o candidato democrata já estaria vencendo em Santa Catarina, em Minas Gerais, no Espírito Santo, na Bahia e, para disfarçar, no Rio Grande do Norte. Detalhe: nenhum Estado declarou o vencedor americano.

Antigamente, a fraude era analógica. Alguns exemplos:

▪️voto de cabresto: é quando o eleitor é coagido a votar em um candidato que não é o de sua preferência (Coronelismo);
▪️Voto censitário: é o direito ao voto a cidadãos que preencham pré-requisitos econômicos;
▪️Homens bons: candidatos á Câmara Municipal que deveriam corresponder a certos pré-requisitos praticamente proibitivos.

No Brasil, ocorreram as três práticas: homens bons, voto censitário e voto de cabresto; Período Colonial, Primeiro Reinado e República Velha, respectivamente. Hoje, de certa forma, principalmente nos rincões, existe o voto de cabresto, sobretudo, econômico.

Em São Paulo, o Guilherme Boulos está no segundo turno. Segundo o ele, o PSOL irá “tomar” São Paulo. Linguagem mais que apropriada para um invasor de propriedades. Eu, no meu iminente niilismo político, quero que o candidato incendiário vença, para ver o circo pegar fogo. Que comecem os jogos!


Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
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