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Zona eleitoral americana
Rafael da Silva Claro

Os Estados Unidos deram um exemplo de como não se fazer eleições. Se isso ocorresse aqui, alguém logo diria: tinha que ser Brasil. Queria ver se fosse nos EUA.

O esquema de delegados estaduais é bem justo, mas o sistema de preenchimento e entrega de cédulas é bem confuso e abre brechas para fraudes.

Aqui, em 2014, Aécio Neves ganhava a disputa para a Presidência de Dilma Roussef. De repente, por causa do fuso horário do Acre, tudo parou e, estranhamente, saiu de uma salinha Dias Toffoli com o resultado. O ex-advogado do PT, ministro do Superior Tribunal Federal (STF) e, naquele momento, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exibiu, contente, o resultado das eleições: Dilma era a nova presidente.

Nos EUA, quando Donald Trump liderava (contrariando muitos interesses), - como tivesse entrado um João Kleber, gritando: para! para! para! - pararam as apurações. Quando as contagens voltaram, como mágica, Joe Biden iniciou uma reação rumo à vitória. Vitória que, segundo a manifestação de muitos, era o único resultado possível.

As apurações demoraram demais, como se autoridades atônitas confabulassem decidindo os rumos da democracia norte-americana. Daí em diante, foram pacotes de cédulas chegando às pressas, pelo correio, com 100% de votos para Biden - estilo eleições na Coreia do Norte -, cédulas com o carimbo apagado, cédulas encontradas no lixo, cadáveres voltando e votando - como só se veria em The Walking Dead - cédulas enviadas em duplicidade, o surgimento de cédulas em favor de Joe Biden foi bem mais célere e prolífico que o Brasil 1 X 7 Alemanha. No processo todo, houve vários outros acontecimentos suspeitíssimos. O pleito, provavelmente, deve ser judicializado. Lá, acreditem, o escrutínio é muito amador. Parece a escolha de um grêmio estudantil da 5ª série.

No Brasil, também há muita desconfiança. Se é teoria da conspiração (eu acho que não) ou tem fundamento (eu acho que sim), uma coisa é verdade: a nossa bagunça é muito mais rápida e organizada. A falcatrua é eletrônica.


Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
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