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Infidelidade
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“E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” João 8.11

No Novo Testamento, que é a nossa Nova Aliança com Deus através da Graça, Jesus Cristo ensinou sobre adultério ou infidelidade no casamento. Sobre o tema no Antigo Testamento existem pontos importantes. Primeiro, não estamos mais debaixo da lei, mas sim debaixo da Graça, conforme Efésios 2.5: “que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça de Deus vocês são salvos.” Na Graça, as exigências feitas por Cristo são mais profundas. Por exemplo, Jesus disse no sermão da montanha em Mateus 5.27: “ — Vocês ouviram o que foi dito ‘Não cometa adultério.’” Porém, na Graça Jesus exigiu mais, conforme continuou no versículo 28: “Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração.” Por que mais profundas? Porque temos a Graça Dele a nosso favor e podemos (devemos) ir além. A lei exigia ações externas, mas a Graça mostra mudança de caráter. E nos versículos 29 e 30 Ele dá as instruções para não pecar: “Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno.” Tirar do alcance dos olhos, das mãos, dos ouvidos, da mente tudo o que causa tentação. Resumindo, cortar o mal pela raiz, ser radical nessa seleção e limpeza. Segundo, a respeito da poligamia existem 3 questões importantes: 1- Deus criou o casamento para ser monogâmico, conforme Gênesis 2.24 “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.”; 2- Os casamentos poligâmicos e o adultério só trouxeram problemas gravíssimos para o povo de Israel ( vide Salomão, em 1 Reis 11.4; Davi, em 2 Samuel 12.9-12). Davi sofreu tanto depois de pecar com Bate-Seba que compôs o Salmo 51. Um dos motivos de ele ser chamado “homem segundo o coração de Deus” foi por não se opôr ao sofrimento imposto por Deus. Qual Deus o repreendia e aplicava disciplina, Davi simplesmente se humilhava diante Dele; e 3- A Graça ainda não havia sido manifestada através de Cristo e o povo do Antigo Testamento não possuía o Espírito Ajudador que temos hoje, nem o sacrifício perfeito de reconciliação com Deus. Tanto é assim que em Romanos 3.19-22 está escrito: “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença.”
O Livro de João mostra o ensino simples, porém profundo de Cristo a respeito do adultério como pecado. Em João 8.1-11 a Bíblia traz a mulher adúltera trazida a Jesus por acusadores. Essa passagem mostra muitas questões mas, essencialmente, importa o seguinte: Jesus não a acusa, mas também não a inocenta. Ele disse: “Vá e não peque mais!” O pecado estava implícito, Ele a perdoou, mas ordenou que ela não mais adulterasse. É uma ordem de Jesus. A mulher deveria ir (continuar sua vida), mas não pecar mais (matar a prática do pecado de adultério). Aqui está claro que adultério é pecado.

Começando, em ordem conforme posição do Livro na Bíblia, os ensinos das cartas do Novo Testamento sobre adultério e casamento:
- Romanos 13.9: “Pois estes mandamentos: "Não adulterarás", "não matarás", "não furtarás", "não cobiçarás", e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: "Ame o seu próximo como a si mesmo".”
- 1 Coríntios 6.18-20: “Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele.” ( Somos orientados a fugir do que é mal. Fugir é fugir, nada menos que isso. É necessário distanciamento. Também Paulo fala algo muito sério: nosso corpo pertence a Deus. Temos que usá-lo com responsabilidade.)
- 1 Coríntios 10.14: “Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (Depois observe Efésios.)
- Gálatas 5.19-20: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.”
- Efésios 5.3-5: “Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês. Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de gratidão a Deus. Fiquem certos disto: jamais receberá uma parte no Reino de Cristo e de Deus qualquer pessoa que seja imoral, indecente ou cobiçosa, pois a cobiça é um tipo de idolatria.” (A cobiça, sendo idolatria, fere o primeiro mandamento. É o desejo ardente, incontrolável.)
- Colossenses 3.5 e 6: “Portanto, matem os desejos deste mundo que agem em vocês, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça, porque a cobiça é um tipo de idolatria. Pois é por causa dessas coisas que o castigo de Deus cairá sobre os que não lhe obedecem.” (Somos orientados a matar o desejo maligno, ou seja, a vontade de praticar aquilo que nos afasta de Deus).
- Hebreus 13.4: “Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério.”
- Tiago 1.14: “Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos.” (O ser humano é tentado por um desejo mau que já está dentro dele. Por isso, devemos agir para não criarmos ocasião para que esse mau desejo se consume em ato.)
Existe a responsabilidade humana de agir a fim de que o pecado não seja consumado. “Fugir” ou “matar” a vontade é primeiramente uma decisão: eu decido obedecer a Cristo. Em Romanos Paulo diz que se confessarmos Jesus como SENHOR e crermos que Deus O ressuscitou, seremos salvos. A confissão não é sobre Jesus ser Salvador, mas sim sobre Jesus ser Senhor. Jesus Salvador é consequência da confissão anterior. Na época de Jesus, um senhor era dono absoluto de seus escravos, os escravos eram totalmente submissos a ele. Não tem meio termo: ou Jesus é Senhor, eu O obedeço e Ele é meu Salvador ou não tem salvação nenhuma. É simples. Romanos 10.9: “Se você disser com a sua boca: ‘Jesus é Senhor’ e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo.”




Biografia:
Sou cristã, escritora e curitibana. Formada em Letras, com diversos cursos teológicos. Vamos trocar ideias e aproveitar as palavras para expressar as maravilhas da vida.
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