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A pequena composição do fim
Fabiano Vaz de Mello

Quem, nessa vida, está preocupado com você? Questão fácil de se responder! Talvez.... ninguém! Seria muita pretensão acreditar que alguém preocupa-se com você. Quem você pensa que é? Um entre 7 bilhões de seres humanos? Em um planeta entre 60 bilhões de planetas possivelmente habitáveis? A verdade dói, mas dói mais ainda saber que estamos sozinhos. Presos dentro de nossa própria insignificância. Esperando um dia tudo isso acabar. E no final, a sua história não será lembrada por ninguém. Com certeza a única pessoa que tem você como o centro do universo, já terá partido. É a lei do universo.
Qual o sentido de tudo então? Perpetuar a espécie? Passar pela vida sem interferir na ordem natural das coisas? Sim, talvez, não sei, sei lá e não. E se você passasse despercebido por aqui? Vivesse sua vida sem ninguém perceber sua existência? Eu gostaria de poder ter decidido se eu queria fazer parte de tudo isso. Poder escolher o meu papel em minha existência, ou na minha inexistência. Pior do que ser mais um na multidão, é ser mais um qualquer na multidão. Talvez por isso as pessoas procurem tanto o reconhecimento de outras. Você só fará história quando sua vida puder ser contada por outros.
A história está mais relacionada com a morte do que com a vida. Logo, se você quiser que sua vida seja lembrada, é preciso morrer pra isso. Você está preparado para entrar para a história? Eu, sinceramente, não faço mais questão de ser alguém pra ninguém. Será o fim? E assim será minha vida? Assim como uma canção sem final, onde o começo se perde antes do meio, sem sentido algum. E por mais que você tente achar uma ligação ou motivo que o faça querer chegar mais longe, sem um fim nada fará sentido. Não adianta cobrar coragem pra continuar se ninguém tem certeza de nada sobre o que nos espera no fim. Será que vale a pena? E assim é mais fácil não tentar terminar a canção...


Biografia:
www.quasepaiquasefilha.blogspot.com.br
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