Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
O cadáver inquieto
Luiz Fernando Martins

Eu não pedi para nascer, fui forçado. Eu respeito até aqueles que me faltam com
respeito (Na maioria das vezes). Mesmo assim, não posso nem reclamar por que estou
sendo sustentado pelos meus pais e apesar de eles não financiarem nenhum dos meus
sonhos, eles me alimentam e me dão moradia. Eu não posso reclamar por quê tem gente
que não tem nem esses direitos básicos. Então eu me calo. E ainda estou calado até hoje.
Não vejo motivos para tentar argumentar com ninguém, já que minha opnião não vale de
nada, por que sou apenas um desempregado. E tenho certeza, que mesmo quando eu
estiver empregado, minha opnião continuará a não valer de nada para ninguém. Eu sofro
calado, por quê aprendi que para lidar com os meus problemas eu só posso contar
comigo mesmo, eu não amo. E eu não me importo de não amar. Eu tenho meus poucos
amigos. Eu os valorizo (mesmo que não os diga, mesmo que eu esteja dizendo agora).
Eu prefiro dizer que está tudo bêm sempre, só para não ter que entrar em uma conversa
que não vai a levar a lugar nenhum. Eu estudo apenas por que me faz me sentir menos
merda. Eu não to sempre mal, aliás são raros os momentos que estou. Quando me sinto
mal eu ocupo a cabeça com livro, skate, jogos, violão. Eu sou só um cara normal regular,
sem rumo, sem motivos. Eu só vago. Eu não consigo, na maioria dos casos fazer com os
outros o que eu não gostaria que fizessem comigo. Eu só queria não ter nascido, ter sido
neutro. Por quê a vida me obriga a tomar uma posição. Eu não posso me matar por que
não quero ver os outros sofrerem, mas também sei que o motivo do meu sofrimento é ter
que carregar esse cadaver feito de celulas, feio e limitado. Eu não tenho medo da morte,
por isso eu faço o que bem entendo (Apesar de que ainda sim, me importo com as causas
que minha morte pode gerar). Eu respeito o que os outros passaram por isso eu não
psoso fazer isso com eles. Eu não tenho vergonha de expor minhas fraquezas, de mostrar
o quanto eu sou louco, por que disso eu tenho certeza. Atualmente o meu remédio são os
meus passatempos, acho que eles podem me ajudar a carregar esse peso. Eu tento não
pensar no futuro, pensar que ainda tenho apenas 20 anos e que minha espectativa de vida
possa ser de até 80 anos para mais, eu prefiro pensar no presente, por que se eu ficar
pensando no futuro eu desisto. Eu não consigo parar de pensar, pelo menos eu não me
odeio a ponto de ficar me torturando 24 horas. Enfim cansei de escrever por hoje e eu
não vou formatar esse texto, vai ficar esta merda mesmo.

Número de vezes que este texto foi lido: 50233


Outros títulos do mesmo autor

Discursos Só mais amarguras Luiz Fernando Martins
Discursos O cadáver inquieto Luiz Fernando Martins


Publicações de número 1 até 2 de um total de 2.


escrita@komedi.com.br © 2022
 
  Textos mais lidos
ENCONTRO DE ALMAS GENTIS - Eliana da Silva 56663 Visitas
Ano Novo com energias renovadas - Isnar Amaral 56291 Visitas
Na caminhada do amor e da caridade - Rosângela Barbosa de Souza 56112 Visitas
NÃO FIQUE - Gabriel Groke 55011 Visitas
Caçando demónios por aí - Caliel Alves dos Santos 54951 Visitas
saudades de chorar - Rônaldy Lemos 54887 Visitas
Entrevista com Larissa Gomes – autora de Cidadolls - Caliel Alves dos Santos 54559 Visitas
Coisas - Rogério Freitas 54356 Visitas
1 centavo - Roni Fernandes 54068 Visitas
Amores! - 53374 Visitas

Páginas: Próxima Última