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LEPEKA E O POODLE
Saulo Piva Romero

HOUVE UM TEMPO EM QUE LETÍCIA GANHOU UM POODLE DE PRESENTE NO SEU ANIVERSÁRIO DE QUINZE ANOS.

DESDE PEQUENA LEPEKA, COMO LETÍCIA ERA CHAMADA PELOS PAIS, POIS, ELA MUITO SAPECA.

O POODLE CHEGOU NUMA BOA HORA, POIS, LEPEKA ESTAVA SE SENTINDO MUITO SÓ.

ELA BATIZOU O POODLE COM O NOME DE BOLINHA DE NEVE, POIS, ELE ERA BEM BRANQUINHO.

BOLINHA DE NEVE ERA UM CACHORRINHO MUITO DIFERENTE DOS DEMAIS, POIS, TINHA O DOM DE FALAR, MAS, SOMENTE NA CABEÇA CHEIA DE FANTASIAS DE SUA DONA.

LEPEKA E O POODLE CRIARAM UM GIGANTESCO LAÇO DE AMIZADE, POIS, ESTAVAM SEMPRE JUNTOS, EXETO QUANDO ELA ESTAVA NA ESCOLA.

O QUE LEPEKA E O POODLE MAIS GOSTAVA DE FAZER ERA ATORMENTAR A VIDA DOS SEUS VIZINHOS, EM ESPECIAL, DO SEU MANUEL E DA DONA FILOMENA, UM CASAL DE VELHINHOS RABUGENTOS.

ELES VIVIAM RECLAMANDO DAS TRAVESSURAS DE LEPEKA E SEU POODLE, POIS, TODO O SANTO DIA, A MENINA SAPECA APRONTAVA UMA TRAVESURA COM O CASAL DE VELHINHOS FAZENDO COM QUE OS DOIS FICASSEM DE CABELOS EM PÉ.

LEPEKA SEMPRE QUE PASSAVA EM FRENTE À CASA DO SEU MANÉ E DONA FILÓ APONTAVA O SEU ESTILÍNGUE PARA A VIDRAÇA DA SALA E COM UMA PONTARIA CERTEIRA QUEBRAVA O VIDRO E SAÍA CORRENDO COM O SEU POODLE LATINDO ATRÁS COMO QUE APROVANDO A TRAVESSURA DE SUA DONA.

E LÁ QUE IA O SEU MANÉ CORRENDO ATRÁS DA DUPLA DINÂMICA PELO QUARTEIRÃO COM O BRAÇO LEVANTADO SEGURANDO O CABO DE UM GUARDA- CHUVA NA MÃO.

ENTÃO LEPEKA E O POODLE LIGAVA O BOTÃO QUE DIZIA PERNAS PRA QUE TE QUERO E ACELERAVA O PASSO, SUMINDO DA VISÃO DO VELHO ANTES QUE ELE ACERTASSE OS DOIS COM O CABO DO GUARDA-CHUVA.

PASSADO O SUSTO, LEPEKA E O POODLE JÁ ESTAVAM PLANEJANDO A PRÓXIMA TRAVESSURA QUE IRIAM APRONTAR COM O CASAL DE VELHINHOS RABUGENTOS COMO ELA FAZIA QUESTÃO DE CHAMÁ-LOS.

NO DIA SEGUINTE, LÁ ESTAVAM LEPEKA E O SEU POODLE NA FRENTE DO PORTÃO DA CASA DOS VELHINHOS PARA EXECUTAR MAIS UMA TRAVESSURA GIGANTESCA DEIXANDO ELES AINDA MAIS IRRITADOS COM A MENINA SAPECA E O SEU INSUPORTÁVEL POODLE.

ELES PULARAM A CERCA QUE DAVA ACESSO AO POMAR DA CASA DO SEU MANÉ E SE EMPULEIRARAM NA GOIABEIRA PARA PEGAR ALGUMAS GOIABAS QUE AINDA ESTAVAM VERDES.

MAS ALGUNS GALHOS CEDERAM COM O PESO DA DUPLA DINÂMICA E ELES DESABARAM NO GRAMADO E DESSA VEZ QUUEM SAIU CORRENDO ATRÁS DELES FOI A DONA FILÓ SEGURANDO UM PESADO ROLO DE MACARRÃO NA MÃO.

MAIS UMA VEZ LEPEKA E O POODLE CONSEGUE ESCAPAR DE LEVAREM UMA SOVA DE DONA FILÓ QUE ESCORREGOU NUMA CASCA DE BANANA E SE ESTATELOU NUMA DAS CALÇADAS DO QUARTEIRÃO DA RUA ONDE ELES MORAVAM.

ASSIM QUE O POODLE E A LEPEKA SAPECA ENTRARAM EM CASA, JÁ COMEÇARAM A ARQUITETAR UMA NOVA TRAVESSURA CONTRA OS VIZINHOS RANZINZAS.

ENTÃO NA MANHÃ SEGUINTE LEPEKA ENCHEU UM BALDE COM TINTA AZUL E SUBINDO NA CAIXA D’ÁGUA DA CASA DOS VELINHOS, DEPOSITOU A TINTA DENTRO DO RESERVATÓRIO DA CAIXA D’ÁGUA.

DEPOIS DA TRAVESSURA FEITA, ELA E O POODLE IRRITANTE FICARAM AGUARDANDO ANSIOSAMENTE A RAÇÃO DOS VIZINHOS NA HORA EM QUE FOSSE ABRIR A TORNEIRA DO CHUVEIRO.

DEPOIS DE ESPERAR MUITO TEMPO, FINALMENTE DONA FILÓ RESOLVEU TOMAR UM BANHO E PARA O SEU DESESPERO QUANDO GIROU A TORNEIRA PARA ABRÍ-LA TOMOU UM BANHO DE TINTA VERDE FAZENDO COM QUE SE PARECESSE COM UM MARCIANO.

NOVAMENTE LEPEKA E O POODLE SAÍRAM CHISPANDO DO TEHADO, POIS, OS VELHINHOS COMEÇARAM A PERSEGUÍ-LOS PELO JARDIM, MAS, MAIS UMA VEZ A MENINA E O POODLE ESCAPARAM RAPIDAMENTE.

BOLINHA DE NEVE COM A LÍNGUA DE FORA DE TANTO CORRER, DISSE:

- UFA, ESSA FOI POR POUCO, MENINA!

LEPEKA ERA SÓ GARGALHADA, POIS, ELA MAIS UMA VEZ TINHA ATORMENTADO A VIDA DOS VELHINHOS RABUGENTOS.

ASSIM MAIS UMA VEZ ENTRARAM EM CASA E COMEÇARAM A PLANEJAR UMA NOVA TRAVESSURA PARA ATORMENTAR OS POBRES VELHINHOS.

DESTA VEZ LEPEKA E O POODLE SE FANTASIARAM DE FANTASMAS E FORAM BATER NA PORTA DE SEU MANÉ E DONA FILÓ PEDINDO BALAS PARA DISTRIBUIR PARA AS CRIANÇAS CARENTES, PENSANDO QUE O CASAL LEVARIA UM SUSTO GIGANTESCO, MAS, ELES ATENDERAM AMAVELMENTE A MENINA E O CACHORINHO LHE OFERECENDO UM SACO CONTENDO UMA GRANDE QUANTIDADE DE BALAS.

LEPEKA AGRADECEU A BOA AÇÃO DOS VELHINHOS E SAIU CAMINHANDO PARA A SUA CASA NA COMPANHIA DO POODLE.

ASSIM QUE CHEGOU AO SEU QUARTO, LEPEKA COLOCOU A MÃO DENTRO DO SACO PARA PEGAR UMA SALA E IMEDIATAMENTE SENTIU UMA FISGADA NO SEU DEDO E EM SEGUIDA DEU UM GRITO DOLORIDO.

- AI, MEU DEDO!

O POODLE QUE ESTAVA DE FRENTE PARA A MENINA TRAVESSA, DISSE:

- EU APOSTO QUE VOCÊ FOI PICADA POR UM ESCORPIÃO!

LEPEKA RAPIDAMENTE ABRIU O SACO DE BALAS E FICOU APAVORADA COM O QUE VIU, POIS, SEU DEDO ESTAVA PRESO A UMA RATOEIRA.

O POODLE NÃO AGUENTOU E COMEÇOU A ROLAR DE RIR E DISSE:

- O FEITIÇO VIROU CONTRA A FEITICEIRA, POIS, DESSA VEZ, FOI O CASAL DE VELHINHOS RABUGENTOS QUE ARMARAM UMA TRAVESSURA PARA VOCÊ!

LEPEKA AINDA TEVE TEMPO PARA OUVIR AS GARGALHADAS DOS VIZINHOS DA CASA AO LADO.

ENTÃO, LEPEKA SOLTANDO FUMAÇA PELAS ORELHAS DE TÃO IRADA POR TER SIDO FEITA DE BOBA PELOS SEUS VIZINHOS RABUGENTOS, DISSE:

- POIS, É, BOLINHA DE NEVE!  UM DIA É DA CAÇA, OUTRO É DO CAÇADOR!








Biografia:
Saulo Piva Romero, professor de Língua Portuguesa e Poeta, 49 anos. Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1972. Começou a escrever poesias aos 18 anos. É formado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga com Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura.Em 2000 publicou seu primeiro livro Vida, amor e esperança.
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