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NOSSOS SONHOS 5 IND 18 ANOS
DE PAULO FOG
ricardo fogaça

Resumo:
BOM







                               4



      Tânia termina mais um dia , se despede das colegas trabalho, segue para o ponto na espera do seu circular, em menos de 10 minutos o ônibus já é visto por ela há 3 quadras, um carro prata para ali.
   - Entre agora.
   - Ei.
   - Entre agora.
   Ela entra, dentro um homem que ela não conhece e Igor, o carro sai e logo o ônibus para.
   - O que foi Igor, de quem é esse carro e quem é este cara?
   - Você esta me evitando, não gosto disso, você é minha, minha garota entendeu?
   - O quê, você esta louco.
   Igor tenta beija-la, Tânia escapa dele num movimento, o carro segue pela avenida e entra numa rua sentido bairros periféricos.
   - O que pretende Igor?
   - Temos que conversar, só isso.
   - Tudo bem, também acho melhor.
   - Tudo bem.
   O carro para frente a uma casa, muro alto, portão de madeira fechado, eles descem, Igor dá uma grana para o amigo dele que sai com o veiculo.
   - Que lugar é esse, você ainda não me disse, quem é esse seu amigo?
   - Você pergunta muito, meu.
   Igor aperta a campainha o portão é acioando, aberto ali o suficiente para eles passarem, um gramado bem cuidado, piscina, área de lazer, um bar e várias pessoas se divertindo.
   - Que lugar é esse?
   - Será o nosso lugar, só nosso, entendeu.
   - Igor eu quero ir embora, agora.
   - Cale a boca e me segue amor.
   - Não sou teu amor.
   - você é e pronto.
   - Eu estou com medo.
   - Do quê?
   - De você e de tudo isso.
   Algumas pessoas cumprimentam Igor, que faz Tânia deduzir que ele é bem frequente ali.
   - Aqui, este lugar é o paraíso dos filhinhos de papai da região inteira.
   - Por que não traz sua noiva para cá?
   - Ela não sabe daqui e nem tem que saber, entendeu?
   - Certo.
   Logo são servidos drinks, sucos, Tânia os rejeita sob pretexto de não ter comido nada.
   - Isso não é problema.
   Pouco tempo depois, eles estão em uma mesa, bife á parmegiana, arroz branco.
   - Esta do seu gosto?
   - Muito bom.
   - Estou lhe dizendo, temos aqui o melhor serviço.
   - O que quer?
   - Conversar.
   - OLhe Igor, vou ser direta, não pretendo continuar nisso, entende?
   - Não quer mais me ver?
   - Melhor darmos um tempo.
   O rapaz sai do seu lugar indo para junto dela, suas mãos roçam o pescoço dela.
   - Acho que deve repensar e bem, sua decisão ainda não esta tão clara assim.
   - O que esta fazendo?
   - Só te deixando mais calma.
   Ela sente aquelas mãos envolvendo o seu pescoço, logo o aperto se torna algo insuportável, sua garganta vai se trancando, ela debate com as mãos e ele a solta.
   - Você é louco.
   - Por você, por seu jeito gostoso de trepar.
   - Não sou tua puta.
   - A você é sim, sempre foi e vai continuar sendo.
   - Me respeite, agora me deixe ir.
   - Pare Tânia, você nunca foi fiel a certos detalhes.
   - Eu não dessas que você pega por ai pelas ruas, tá bom.
   - Estranho, entrou no meu carro sem oferecer qualquer resistência.
   - Canalha.
   - Vamos, eu quero te mostrar um outro ambiente.
   - Não vou com você a lugar nenhum.
   - Eu disse, vamos.
   Ele pega ela pelos braços levando Tânia para uma escada, alguns homens passam por eles, todos cumprimentam Igor, logo o casal esta dentro de um quarto, suíte luxo com direito a uma sala.
   - Vai, me deixe ir.
   - Por que, a noite esta só começando.
   - Me deixe ir Igor ou vou fazer.......
   - Não vai fazer nada.
   Igor dá um tapa em Tânia que cai na cama, ela cai e ele por cima, tirando a roupa dela, ela tenta mais não consegue até que ele lhe pôe um pano umedecido as narinas, ela perde o sentido, minutos depois retorna aos poucos nua e sendo possuída com certa selvageria por Igor.
   - Me solta, vai, pare com isso por favor.
   Outros tapas e uma agressividade em tudo ali, até que satisfeito ele sai da cama deixando Tânia nua desorientada, ela adormece.
   Quando acorda, já esta vestida, numa poltrona ele coloca o tênis nos pés dela.
   - O que você fez comigo?
   - Nada que já não tivessemos feito antes.
   - Você me violentou, abusou de mim, covarde.
   - Prove, você veio por que quis.
   - Vim para conversarmos, só isso, conversar.
   - Pare com esse espetáculo, você é muito cadelinha.
   - Porco.
   - Xingue, pode xingar, se te faz bem, mais olhe, você não foi legal, dormiu quase em tudo, ainda balbuciava vez ou outra um socorro praticamente inaudível pelos presentes deste recinto de alta classe, ah, você sabe muito bem, essa gente daqui nunca vê nada e nem tampouco sabe o que acontece aqui, entendeu?
   - Eu vou dar parte de você.
   - Nem tente querida, você só tem a perder, sabe muito bem disso, afinal quem acreditaria numa pirainha de loja.
   - Quero ir, só isso.
   - E vai, agora você esta livre.
   - Nojento.
   - Vai logo, piranha.
   Ela sai por um corredor e ai se dá conta que não conhece o lugar direito, logo um homem a orienta, deixando-a no portão onde um táxi a espera.
   - Obrigado.
   - Moça, sabe, acho melhor que se afaste daquele mestre.
   - Mestre?
   - Aqui, eles mandam em tudo, tudo mesmo.
   - Que lugar é esse?
   - O paraíso para uns e o inferno para outros.
   - Para mim, o inferno com certeza.
   - Por isso mesmo, moça vá e não volte mais, fuja daqui e dessa gente.
   - Farei isso.
   - Outro conselho, não tente a policia, eles tem costas quentes, nada acontece a eles, nunca.
   - Obrigado sr, tchau.
   - Tchau.
   O carro segue, Tânia não suporta, cai em choro ali dentro.
   Igor assina o cheque em pouposo valor e entrega a uma loira, esta guarda o mesmo num mini cofre que vem em uma bandeija de prata, um homem de seus 50 anos entra ali.
   - Foi divertido M. Igor?
   - Acho que foi um dos melhores, como sempre a hospitalidade daqui, magnifica.
   - Só espero que a moça não tenha qualquer atitude que possa afetar o clube?
   - Fique tranquilo, meu pai e meu avô, sabem muito bem o que faço, eles praticamente fundaram isso aqui.
   - Sim mestre, me perdoe.
   - Dessa vez esta perdoado, não quero repetições dessas.
   - Sim mestre.
   - Obrigado, ja tem o carro?
   - A sua espera na garagem 8.
   - Obrigado e tchau.
   

      Breno chega no apartamento, Miguel o espera em traje de banho, o cara passa por ele sem dizer um oi.
   - Ok, o que foi dessa vez?
   Miguel segue Breno até o quarto, onde ele joga as sacolas que trouxera e abre o armário, começa a jogar suas roupas para fora, no chão, aos gritos implora por morte.
   - Meu Deus, uma crise de diva lá vou eu.
   - Brinca, isso mesmo brinca, eu preciso de coisas novas.
   - O que foi Breno dessa vez, vai logo desembuxe.
   - Preciso de roupas.
   - Meu pai celestial, você acabou de trazer sacolas de shopping com novas, o que quer dessa vez, fale logo?
   - Eu vi umas botas novas, lindas.
   - Quanto?
   - Três mil.
   - O quê, são costuradas a ouro?
   - São botas de pele de cobra americana.
   - Meu pai, pode isso.
   - Eu as amei na loja, só que como sempre não posso, sou pobre e não posso te-las.
   Breno vai ali despejando as lástimas enquanto tira suas roupas, Miguel fica a olha-lo e tira da carteira seu talão de cheques.
   - Tudo bem eu pago.
   - O quê?
   - Eu pago, agora vem aqui com essa bundinha durinha e me detém em seus braços, vai logo.
   - Acho que vou pensar.
   - Tá bom, vou guardar o cheque.
   - Já pensei, te queroooooooooooo.
   Breno se joga em Miguel que acolhe o homem o levando para a banheira em beijos e carícias, logo o amor é feito em diversas formas enquanto as espumas bailam entre eles.
   Tânia entra em casa, Yolanda ja encaixara quase tudo, a mudança fora marcada para o outro dia logo pela manhã, ela vê a comida etiquetada e esquenta no micro que ficara fora das caixas na agora enorme cozinha pequena vazia.
   Ali sentada numa fofa almofada grande, ela come tendo lágrimas a temperar a comida.
   Um banho e no seu quarto, num colchão ela joga o corpo não consegue pegar no sosno devido as lembranças do que lhe ocorrera naquele clube.
   Amanhece, Yolanda ja acordara e deixara o café pronto para Tânia, assim que esta levanta, faz sua higiene e toma café preto, pão presunto e manteiga.
   Já alimentada, abre seu note, ganhara dois dias de folga só indo na próxima semana.
   Ao abrir sua rede social, logo de cara mensagens de Érica e uma foto do casal feliz.


                        12052020..........




               Ali terminado mais uma, a ultima sessão do dia, estivera trabalhando em 3 campanhas diferentes, Miguel acena para o rapaz que o tentara por quase 4 horas inteiras, mesmo sabendo que o profissional esta em uma relação séria com Breno.
   - Tchau.
   - Tchau.
   Agora ele respira e apaga as luzes, olha para o relógio já quase 10 da noite, tranca o estúdio e segue para os braços de Breno.
   O único problema ali, cadê o boy, novamente o seu noivo saira, deixando o lugar em estado deplorável, toalha molhada, gel no chão, creme dental pela bancada e cuba da pia.
   - Meu Deus, esse garoto não aprende.
   Miguel termina de limpar, exausto entra na banheira, ouve a porta abrir.
   - Breno.
   - Oi.
   - Onde você estava?
   - Não enche o saco.
   Miguel sai do banho e num roupão vai até a sala, Breno vomita no tapete.
   - Meu Deus o que houve?
   - Vai, me deixe em paz.
   - Vem comigo. Miguel levanta Breno que ainda passa mal, aos passos lentos, leva o rapaz ao banheiro, Breno vomita mais no vaso e depois cai em choro, Miguel leva o cara ao chuveiro e dá banho em Breno.
   Momento depois ali no quarto, Breno dorme, Miguel cuidara dele, agora limpa a sala e recolhe as roupas e pertences do noivo, até que cai do bolso da calça um ticket de estacionamento e um recibo de estúdio de fotos.
   - Mais por que ele iria tirar fotos, ele nunca me deixa filma-lo?
   Miguel liga para o estúdio ali descrito no recibo, por sorte ele conhece o dono e depois de alguns minutos ele recebe o prewiw das fotos por e-mail.
   Ali na frente dele, no notebook, Miguel olha as fotos de Breno em trajes sensuais, nú, com mulheres e uma foto o desconserta, Breno beijando e acariciando os seios de uma mulher de meia idade.
   - Eu conheço essa mulher.
   Ele procura entre seus fichários, acha a ficha, vai a caça e bingo, encontra a mesma nas redes sociais.
   - Natália, é a Natália?
   Miguel desliga o note e faz uma ligação.
   - Oi.
   - Oi.
   - Você é a Natália, mãe da Fernanda?
   - Sou eu mesma, o que é, quem esta falando?
   - Miguel, fotografo, fiz umas fotos no ultimo cerimonial da empresa.
   - Sei, meu renovo de votos.
   - Sim, acho que sim.
   - Nossa, aquele trágico em minha vida, depois daquilo fui só indo para o buraco, acredite, mais graças, sou rica e posso tudo, amor.
   - Entendo, pode até mesmo dar em cima do Breno.
   - Quem é você?
   - O noivo dele.
   - Já esperava, nossa colega você é bem lerdinho hein, eu quando menos desconfiei ja estava na jugular da piriguete do meu ex.
   - Pois é mais como dizem, uma hora é descoberto.
   - Olha cara, isso não é bem, problema meu, entende, mais como te acho sabe, um rapaz legal, fique sabendo, ele não é só meu, ele é todas da alta sociedade, todas que pode pagar os momentos prazeirosos com ele.
   - Não entendo.
   - Olhe cara, não gostaria de ser a quem vai jogar o sal nesse gelo que você entrou, mais é isso, teu macho ou seja lá o que for, ele é michê, pronto, acordou agora ou vou ter de desenhar pra ti.
   - Não, ele me garantiu que parou, não.
   - Tá vendo, corno é sempre assim, ele vê, sabe, identifica mais ainda quer crer no impossível, na fidelidade de um máximo infiel.
   - Não, meu Deus......
   - Bem, olhe se eu disser que me compadeço com a sua dor, devido essa alta mera descoberta, minto, jamais no brasil, querido, levanta a cabeça e sacode a peruca, pra frente homem.
   - Não creio.......
   - Tá, olhe, querido, ja que você resolveu me tirar do meu sono, vou te fazer mais uma regalia, te mando por aplicativo as fotos e tudo que tenho dos meses que ele me proporcionou o que eu paguei.
   Natália desliga o aparelho, Miguel do outro lado no sofá, lágrimas descendo de seus olhos, logo seu aparelho dá sinal de recebidos.
   - Canalha, cretino, lazarento, filho da puta......
   Miguel joga seu aparelho no sofá, vai na cozinha e esmurra por várias vezes a mesa de madeira, serve doses de wisky bebendo sem parar, pega seu celular e segue para o quarto, na cama, Breno dorme feito um anjo.
   - Desgraçado.

                         14052020..........





                 Breno acorda ainda zonzo, aquela tonteira digna de uma noite em porre.
    - Bom dia.
    - Bom.
    - O que foi Miguel, que horas são?
    - Sei lá, acho que perto das 13.
    - Meu pai, uma da tarde.
    - Não sei, por que tanto espanto, você nunca corda cedo?
    - Cara, velho, é que eu tenho um compromisso ou tinha, sei lá.
    - Liga para o seu compromisso, remarque.
    - Não, acho melhor não.
    - Vá tomar um banho.
    - Vou sim, quer vir comigo?
    Ele sai da cama e nú segue para o banho, retorna um tanto curioso.
    - Miguel, você dormiu?
    - Mais ou menos.
    - Como assim?
    - Bem, eu perdi um pouco do sono.
    - Então vem, toma um outro banho comigo, ja vou me atrasar mesmo, vem amor.
    - Não, melhor assim, eu te preparo algo para comer, tudo bem?
    - Tá te amo paixão.
    - sim.
    Já limpo e de bermuda e camiseta que Miguel deixara numa poltrona no quarto, Breno segue para a cozinha onde faz o desjejum.
    - Nossa amor, tava tudo muito bom.
    - Legal.
    - O que foi, você esta estranho?
    - Comeu bem, quer mais?
    - Não.
    - Então por favor me acompanhe.
    - Seu safado, cuidado comigo, acabei de comer hein, safadinho.
    - Não é nada disso, vem.
    - Te amo.
    - Vem.
    Miguel o leva até o quarto, 3 malas no chão, uma bolsa na cama.
    - Amor, o que é isso?
    - Suas coisas.
    - O que foi, tá brincando?
    - Breno, brincando e muito foi você comigo, achou que nunca eu ia descobrir, seu canalha dos infernos.
    - Como assim Miguel?
    - Você me enganou essse tempo todo, fiz tudo, o possível e impossível, você ai aprontando e rindo da minha cara.
    - Como assim Miguel?
    - Pare de se fazer idiota, eu sei de tudo.
    - Tudo, tudo o quê?
    - Quer mesmo continuar com esse show sem público, tá, Breno, eu já sei de tudo, sei que você nunca deixou de ser michê e que sai com mulheres ricas ou não.
    - Como você soube?
    - Isso não vem ao caso, só te quero longe daqui, fique com o carro e tudo que lhe dei, só saia daqui, por favor e agora, vai.
    - Não, me escute, eu tenho que te falar.
    - Só vai embora, vai, por favor, vou tomar meu banho, não quero te ver quando sair dele, tenha o minimo de dignidade se é que sabe o que isso significa.
    - Para onde vou?
    - Deixei dinheiro, alugue um quarto no hotel ou seja lá o que for, procure uma sauna para trabalhar, afinal foi de uma dessas que te tirei, agora tchau, vai.
    - Me ouça, por favor amor.
    - Vai, adeus Breno.
    Miguel segue para o banho trancando a porta do banheiro, Breno vai até a porta encosta o ouvido, aos choros pede perdão sem resposta ele sai do apartamento com suas malas, com ajuda do porteiro entra no seu carro e segue para um bairro afastado onde aluga um quartinho numa pensão suja.
    - Não consigo acreditar que isso aconteceu, tenho que descobrir quem foi o filho da puta que me entregou, agora vou ter que cair na pista de novo.



          Natália espalha de forma anônima e não, por aplicativo de mensagens a real situação de Breno e vídeos, fotos dele e outros podres do homem, inclusive suspeita de HIV.
     Logo boa parte de suas clientes toma conhecimento e seu faturo cai de forma drástica, ele ali no quarto alugado tentando achar uma saída para sua vida.
     Miguel segue com sua vida, nos meses que segue ele termina de pagar boa parte das contas que adquirira com Breno e logo vai repondo suas economias em aplicações.
     Breno não consegue manter seu padrão que tinha com Miguel, as mulheres que antes o disputavam, sumiram, ele sem saída resolve o seu retorno as calçadas, quase sendo expulso do quartinho por falta de pagamento.
     Miguel se entrega por completo ao trabalho e dedica um pouco do tempo que sobra em estudos, porém é contagiado, tendo o COVID19, toma medicamentos e é internado, Breno fica sabendo e consegue visita-lo sob forte aparato de proteção.
     Quase três semanas, Miguel sai do CTI e segue para um quarto, dias depois recebe alta e Breno vai com ele para o apartamento, faz de tudo para Miguel que agradece porém não demonstra qualquer amolecimento ou desejo de aceita-lo, ficando somente no campo de amigos, quando Miguel se restabelece Breno retorna para seu quartinho descobrindo que não o tem mais, o senhorio alugou este para uma garota de programa e colocou os seus pertences num cômodo sujo e fechado na área da limpeza.


                             16052020........





                  Breno ali na calçada já perto das 3 da manhã, frio, alguns rapazes já foram e ficaram somente os viciados em alguma droga, um carro pára e faz sinal para ele.
    - Oi.
    - E ai entra.
    - Tudo bem.   O michê entra e o carro segue pela avenida entrando numa rua escura.
    - O que quer fazer?
    - Mostra seu serviço.
    Ele abre o zíper da calça de um homem de seus 40 anos.
    Tânia termina de arrumar seu quarto no novo apartamento, Yolanda prepara a refeição, toca a campainha, ela atende.
    - Oi.
    - Oi Tânia, vim te visitar, conhecer seu novo apart.
    - Que bom, entrem.
    Érica e Igor ali na sala são recepcionados por Tânia que ficara surpresa com a visita deles, já estão morando ali por alguns meses e ela nunca imaginava que sua ex patroa viria até sua casa, Érica trouxera presentinhos para ela demonstrando o afeto para com a ex funcionária.
    Yolanda serve a comida para eles, todos ali comem e ficam satisfeitos, após um café e alguns minutos de conversa o casal se despede.
    - Mais jà?
    - Nossa amamos seu apartamento, é lindo, parabéns.
    - Obrigado.
    Após a despedida, Tânia que levara até o portão do prédio retorna, Yolanda fica a conversar com o porteiro por mais um tempo, no apartamento, Tânia lava as louças, arruma a bolsa para o trabalho quando toca seu celular.
    - Oi.
    - E ai gostou da surpresa que te fiz?
    - O que você quer, você é um monstro, canalha.
    - Quero te ver, estou com saudades.
    - Você já me viu, apesar de eu não ter gostado de você aqui em minha casa.
    - Amanhã, naquele ponto perto do seu serviço.
    - Vá para o inferno.
    - Amanhã. Igor desliga, Tânia a tremer todo o seu corpo, Yolanda chega neste momento.
    - O que houve?
    - Sei lá, acho que deve ter sido um trote.
    - Esse povo não tem o que fazer e ainda com esse vírus, ficam loucos.
    - Deve ser isso.
    Yolanda entra no quarto, Tânia senta na cadeira e chora silenciosamente.
    Breno termina o programa e é deixado por perto de onde o cara o pegara, ali ele conta o ganho e decide por ir embora.
    - Ei.
    - O que foi?
    - Vem aqui viadinho.
    - Vá se fuder.
    Ele é pego por 2 rapazes que o agride deixando caído no chão e roubam sua grana.
    - Não, não, meu dinheiro não.

                   18052020.......



Biografia:
amo ler e muito mais escrever, sou assim
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