Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
SOB O MESMO PARAÍSO 5 IND 16 ANOS
COM IONE AZ
ricardo fogzy

Resumo:
BOM

Sofia termina de passar algodão embebido em produto destinado a fim de limpeza das marcas e ferimentos de Nancy.
   - Obrigado.
   - Oras, fique tranquila.
   - Você é irmã dele, ele sempre foi assim?
   - Não sei, sabe, apesar de sermos irmãos, não o conheço tão bem, fomos separados na infância.
   - Sério, não sabia.
   - Olhe eu tinha 6 e ele 8 quando fomos separados, quando eu o reencontrei já tinha meus 16.
   - Nossa, quanto tempo.
   - Na verdade, não sei ao certo o que meu querido irmão passou neste período.
   - Meu Deus, deve ter sido muito difícil para ti.
   - Na real, acho que muito, sabe, eu e ele temos uma ligação que vai além vida, acho.
   - Como assim?
   - Ás vezes me sinto mais que irmã, quase que uma mãe dele.
   - Talvez seja em certo, uma culpa presa em ti por ter ficado longe dele por um bom tempo?
   - É, pode ser.
   - Com certeza que é.
   - Mais me diz, achei que fosse mais simples, mais vejo que me enganei, você é muito inteligente.
   - Obrigada, mais não, sou um tanto tola, intuitiva ás vezes.
   - Não a vejo assim.
   - Eu amo seu irmão, caso contrário estaria longe daqui e o denunciaria pelo que ele me fez.
   - Por que não o faz?
   - Por que o amo.
   - Tem certeza, olha, o que passou contigo mulher nenhuma merece, se quiser vou contigo.
   - Não, ele já me explicou tudo me pediu perdão e.....
   - O quê, ele te pediu perdão?
   - Acho que mais de 3 vezes.
   - Como assim, olha, meu maninho realmente esta mudado.
   - O que foi Sofia, parece que não gostou da ação dele?
   - Eu, não, claro que não, só que fiquei um tanto chocada com esta em certa, novidade.
   - Eu estou cada vez mais ciente e certa que ele me ama e muito.
   Sofia fecha o vidro do medicamento, joga o algodão no lixo e olha fixo em Nancy.
   Nancy levanta dali e segue para a cozinha onde prepara um café, Sofia vem logo atrás secando as mãos.
   - Vai fazer um café?
   - Sim , para nós e Marcos, ele adora meu café.
   - Legal, não sabia disso.
   - Ele sempre me diz que ama muito tudo que faço.
   - Diz, sério, que bom cunhada.
   - Nossa, gostei, é a primeira vez que me chama assim.
   - Verdade, já deveria te-lo feito.
   - Nada disso boba, agora senta ai, logo sai um cafezinho bem quentinho.
   - Obrigado.
                                                                                                         Sofia conversa com Marcos enquanto Nancy estende roupas no varal.
   - E ai, já se decidiu quando acaba este circo?
   - Pare com isso, não problemas com ela.
   - O quê foi, cadê o mano que havia antes?
   - Me deixe em paz, eu preciso disso.
   - Precisa do quê, dela, uma mulher, uma fêmea, e eu sou o que para ti?
   - Me respeite e nos respeite.
   - Termine logo com essa farsa ou eu vou ter que entrar nessa estória de merda.
   - Já te disse, me deixe em paz, eu resolvo minha vida.
   - Sua vida que se foda, olhe, nossos compradores estão pensando em mudar a outros fornecedores.
   - Tudo bem, eu andei furando, só que agora já enviei para todos, daqui em diante tudo será normalizado, como era antes, bem certinho.
   - Até quando Marcos, até quando?
   - Olhe, pare de me intimidar ou vou ter de ser frio contigo.
   - Acha que eu tenho medo de você?
   - Deveria ter, você mais do que ninguém sabe do que eu sou capaz.
   - Sim, eu sei, afinal sou teu carrasco, esqueceu.
   - Cale-se ela vem vindo.
   - Trouxe mais café, um bolo pra gente.
   - Obrigada Nancy, mais acho melhor ir para minha casa, sabe, esta ficando escuro.
   - Que nada, ainda esta cedo, qualquer coisa o Marcos te leva.
   - Mais não quero atrapalhar.
   - Vai, fica mais com a gente.
   - Tá, vou ficar, só mais um pouco.
   Perto das 21 horas, Nancy abre a porta da sala, Sofia sai se despedindo dela tendo a companhia de Marcos.
   - Já eu volto amor.
   - Tá, eu vou terminar as coisas aqui e depois te espero no quarto.
   - Te amo.
   - Eu também te amo.
   Nancy vê eles sumirem na escuridão.
   - Finalmente.
   A mulher vai até o quarto e de um buraco que fizera embaixo da cama no piso, tira um celular e faz várias ligações e tira fotos e vídeos enviando para alguém, de uma caixa que esta no mesmo lugar ela tira uma chave e segue para o depósito com uma lanterna e celular em mãos, dentro do depósito procura por algo em um armário velho até que ao mexer numa prateleira de produtos para as plantações, cai uma caixa quase que em sua cabeça, dentro desta, várias notas e anotações, ela faz fotos e filmes destes.
   Porém ao fundo desta ela pega uma pasta que ao abri-la faz ela entrar em choque.
   Nancy faz mais algumas fotos e guarda tudo no lugar, sai dali deixando o local do jeito que encontrara.
   Sofia serve um whisky para Marcos que de inicio rejeita mais logo aceita, até os dois se olharem e logo surge o beijo e roupas ao chão, Sofia sente todo o desejo de Marcos em beijos ardentes e uma lascívia digna de cães.
   - Você continua um safado daqueles.
   - Do jeito que você em ensinou, se lembra?
   - Pelo menos isso você tem a reconhecer.
   - Que fui iniciado por ti, sempre me lembrarei.
   - Quando a gente vai viver, voltar a viver o nosso jeito de amar?
   - Ainda preciso daquela mulher.
   - Para quê, afinal já liquidou a ultima dívida.
   - Mais ainda preciso ter um caixa, para cobrir riscos.
   - Que riscos, assume logo esta cheio de tesão por aquela vadia.
   - Bem, eu vou indo.
   - Sabe, é difícil para mim mais tenho de aceitar de que esta apaixonado por aquela cafona.
   - Não vou mentir, eu sinto sim algo muito especial por ela, sei lá, mais ela é diferente das outras.
   - Foco, não perca o seu foco, o nosso foco, ela somente é um boneco para nossos interesses, por favor Marcos não faça merda, não faça, você não é disso.
   - Vou me vestir, ela já deve estar aflita, não quero que ela desconfie de nós.
   - Desconfiar do irmão que veio trazer a irmã para casa?
   - Vai logo, cadê as minhas roupas?
   Nancy toma seu banho e passa perfume no corpo, ali no quarto á meia luz ela espera por Marcos.
                                      24082019............


                      Marcos termina de se vestir, no caminho para casa, chegando, ele recebe todo carinho e amor de Nancy.
   - Meu amor, a Sofia ficou bem?
   - Sim minha paixão.
   A transa deles acontece de forma bem aconchegante.
   Terminado ali, ele adormece, Nancy sai para o banho e guarda as roupas dele, nisso ela vê uma marca de batom na parte baixa da camiseta, além do forte cheiro de perfume feminino, perfume este que ela conhece, é o de Sofia.
   - Pois bem, então o jogo começou, agora esta ficando mais interessante.
   Após o banho ela coloca as roupas para lavar na máquina e prepara um chá para beber.
   De xícara em mãos ela segue andando de forma devagar pelo corredor, olha pelas janelas e confere as portas, logo decide por retornar para o quarto quando vê em cima de uma mesinha alguns papéis, ela os arruma e ali junto o seu cartão seguido de uma fatura.
   - Mais o que é isso, esse gasto é altíssimo.
   - O que foi amor, esta falando sozinha?
   - Marcos, te acordei?
   - Eu quero saber, o que você esta falando sozinha.
   - Nada, não é nada. Ela esconde o cartão e a fatura as suas costas.
   - O que você esta escondendo?
   - Como assim Marcos?
   - Deixa eu ver.
   - Ver o quê, olha, vamos para o quarto.
   - Quero ver o que você esta escondendo?
   E gesto rápido ele a segura e toma o cartão e a fatura.
   - Isso aqui, por que esta escondendo?
   - Não estava, só queria continuar na paz contigo.
   - Quer saber no que gastei?
   - Não, não me interessa, sei que você é um homem correto e tem seus negócios seus ganhos, sei disso, eu confio em você amor.
   - Olhe Nancy, eu te amo, amo muito, não vou e nem quero ficar longe de você.
   - Eu também querido.
   - Mais a gente tem que ser claro em tudo.
   - Como assim?
   - Os gastos foram com os suprimentos para o cultivo.
   - Tá, tudo bem.
   - Eu também já estou arrumando minha situação financeira, logo não precisarei usar mais seus cartões.
   - Meus cartões?
   - Ah, eu não te disse, me perdoe coração, eu fiz outros dois no seu nome.
   - Como assim, você fez outros dois?
   - Sim, ai amor, por telefone, você sabe hoje tudo é mais fácil do que antes.
   - Mais.....
   - Fica tranquila, esta tudo sob controle.
   - Sim, claro que esta, agora vamos dormir.   Marcos pega ela na mão e eles seguem para o quarto.
   - Não esta brava?
   - Eu, lógico que não, somos um casal.
   Ele em um puxão a trás mais para si, ele enlaça o pescoço dela com sua mão.
   - Quero você sempre comigo.
   - Eu sou e serei sempre tua.
                                   26082019..........








                                                  3



                          Nancy vai até a porta, dali vê ao longe Marcos a trabalhar na estufa.
    Ela segue até a área de serviço, desliga a máquina de lavar que fizera todo o ciclo de lavagem, pega o espanador e tira o pó de alguns objetos na estante, retorna a porta e a situação é a mesma, ele a trabalhar.
   - Melhor hora, agora tenho tempo. No quarto ela pega sua máquina fotográfica mini que ficara no buraco debaixo da cama.
   Abre o armário e tira fotos e segue para o outro quarto onde faz novas fotos.
   No escritório ela faz a limpeza e segue na procura por algo, sem sucesso, terminado ali ela abre a janela e a limpa, ao sair algo a chama atenção, ali ao canto atrás de um gato de barro de tamanho grande, ela move este e encontra ali um cofre embutido no chão.
   - Um cofre, para quê isso?
   Ela retorna o gato no lugar e sai dali, na cozinha ela faz um suco e coloca um bolo para assar.
   - Nossa que cheiro bom.
   - Nada, só um bolo para a gente.
   - Sabe, cada vez mais me vejo preso a você.
   - Eu sinto o mesmo por ti, amor.
   - Você esta mais alegre hoje.
   - Acho que o dia esta com mais brilho.
   - Te amo.
   - Eu te amo muito. Mais beijos.
   Marluce faz o pagamento para um fornecedor de bebidas, algumas garotas dali os seguem, 2 rapazes de seus 25 anos com galanteios e convites para lá de provocantes.
   - Essas meninas hoje estão endiabradas.
   O caminhão segue e elas retornam ao comércio.
   - Não foi dessa vez.
   - Até parece, acha, olha aqui os números de contatos dos gatinhos e já disseram, mais tarde vai rolar a farra e das boas aqui pra gente.
   - Ainda bem, precisamos mesmo melhorar o fluxo de clientes, a casa esta bem, mais sabemos, mais gente mais ganho.
   - Como sempre, nossa boa patroa sendo a boa patroa.
   - E estou errada, jamais meus amores. Risos.
   Marluce segue rindo enquanto as mulheres vão para seus quartos e afazeres, ali ela tem um momento tomada em pensamentos.
   - É tomara que a colega da ilha resolva logo o que a faz ficar presa ali e saia daquele inferno o quanto antes, para o seu próprio bem.
   Marcos acende um cigarro, Nancy no banho, ele anda pela varanda e nisso toca seu celular, ele atende, é um comprador do outro lado.
   - Tudo certo, amanhã antes do almoço, como o de sempre, fique tranquilo, vai estar tudo ai.
   Ele desliga e segue para o escritório, faz mais algumas ligações e anotações em sua agenda, após isso, ele sai quando percebe que o gato esta um pouco fora do lugar.
   - Será que ela mexeu?
   Nancy sai do banho só de calcinha a secar seus cabelos.
   - Você limpou o escritório?
   - Sim, hoje a tarde.
   - Ah, tudo bem.
   - Por que amor, fiz algo ruim, esta chateado?
   - Não querida, só que o gato ali atrás da porta esta um pouco fora do lugar.
   - Me desculpe, é que eu tirei pó dele, não vou mais faze-lo senão quiser.
   - Tá, não precisa ficar assim, pode fazer suas limpezas, de agora em diante vou ajuda-la e assim terá mais tempo pra ti.
   - Não precisa eu gosto de fazer, mais se quer me ajudar, como dizem, ajuda nunca é demais.
- Meu amor.
- Paixão.   Entre beijos eles seguem para o quarto onde ela tira a ultima peça que a cobre e ele já nú a recebe no leito com carícias e beijos para lá de estimulantes.
   Os dois ali na cama se olham e surge risos e promessas de dias perfeitos.
   - Amanhã terei de sair bem cedo.
   - Vai para a cidade?
   - Sim.
   - Traz algumas coisas que estou precisando?
   - Se quiser, pode vir comigo.
   - Senão for ruim, prefiro ficar aqui, estou pensando em plantar algumas plantas, sabe, formar um jardim perto daquele tanque no fundo.
   - O tanque próximo ao depósito?
   - Se puder, senão é só dizer, vou entender amor.
   - Tudo bem, só tome cuidado com as cobras.
   - Nossa, há cobras aqui na ilha?
   - De vez em quando aparecem, mais fique tranquila, sempre dou um jeito nelas.
   - Fiquei com medo.
   - Então fazemos o seguinte, eu vou e você me aguarda eu chegar e assim faremos juntos?
   - Tá e quero doces hein.
   - Vou traze-los. Mais risos.
   Já no inicio da manhã, Moisés vem para busca-lo, caixas e mais caixas e a despedida de Nancy que fica ali embaixo da mangueira a ver o barco sumir no rio acima.
   De lenço na cabeça e vestido simples, com luvas nas mãos ela segue para o local onde pretende formar seu jardim, de mudas em mãos ela inicia o preparo da terra e plantio destas, logo seu instinto a leva mais a esquerda em direção da estufa.
   - Por que será?
   De ferramentas nas mãos ela começa a cavar na terra e logo sente algo duro, ali enterrado, ela continua até desterrar uma lata antiga de biscoitos.
   - O que tem aqui?
Com ajuda de outra ferramenta ela abre a lata, dentro vários documentos entre estes o de Marcos e Sofia.
   - Mais o que é isso?   Ela recolhe tudo aquilo, cobre o buraco e segue para a cozinha e ali com mais calma verifica tudo e outros papéis que também estavam ali.


Biografia:
ler e escrever é minha vida assim
Número de vezes que este texto foi lido: 17


Outros títulos do mesmo autor

Contos SOB O MESMO PARAÍSO 9 NOVEL 16 ANOS ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 8 NOVEL 16 ANOS ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 7 NOVEL 16 ANOS ricardo fogzy
Crônicas A AMAZÔNIA SENDO NOSSA ENFIM? ricardo fogzy
Crônicas A AMAZÔNIA NOSSA ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 6 IND 16 ANOS ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 5 IND 16 ANOS ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 4 IND 16 ANOS ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 3 IND 16 ANOS ricardo fogzy
Contos SOB O MESMO PARAÍSO 2 IND 16 ANOS ricardo fogzy

Páginas: Próxima Última

Publicações de número 1 até 10 de um total de 11.

  Envie este texto por e-mail
Digite seu nome:
Digite seu endereço de e-mail:
Digite o nome do destinatário do e-mail:
Digite o endereço de e-mail do destinatário:

escrita@komedi.com.br © 2019
 
  Textos mais lidos
The crow - The Wiki World - The Crow 48745 Visitas
haicai - rodrigo ribeiro 39040 Visitas
OS ANIMAIS E A SABEDORIA POPULAR - Orlando Batista dos Santos 33198 Visitas
Amores! - 32073 Visitas
PÃO E CIRCO - Tércio Sthal 32064 Visitas
Desabafo - 31695 Visitas
Reencontro - Jose Andrade de Souza 31418 Visitas
haicai - rodrigo ribeiro 30793 Visitas
Faça alguém feliz - 30790 Visitas
Vivo com.. - 30448 Visitas

Páginas: Próxima Última