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Goodbye
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Fita v.h.s

Goodbye
É difícil explicar o que sinto. Já me acostumei com esse sentimento, hoje não busco uma solução, hoje eu concluo que não tem outra opção. Não consigo olhar nos olhos dos meus pais sem perceber que eles não me veem como a filha perfeita. Hoje tenho ajuda médica, com remédios e terapias, mas não está resolvendo mais nada. Eu não sei como continuar, eu preciso de ajuda, eu reconheço isso, mas ajuda de quem? Médicos e remédios? Mais? Eu não aguento mais engolir aquelas pílulas brancas horríveis para ter alguma autoestima, eu não aguento mais olhar para o psicólogo e escutar um: calma, vai passar. Eu quero saber quando isso vai passar, porque eu estou cansada de esperar. Eu estou escrevendo, não para o mundo, não para mim, mas para a vida que eu tinha, isso não é um meio para melhorar, eu não vim aqui para remoer as lembranças do passado, eu estou cansada de esperar, de tentar continuar, por isso não vim contar minha história para o mundo, eu vim dizer adeus.
Eu começo pela oitava série. Eu nunca fiquei a cima do peso, eu nunca tive um cabelo ruim, eu nunca tive que me encher de maquiagem, mas eu olhava no espelho e sentia nojo de mim mesma, eu olhava para minhas amigas e não me sentia bem, foi aí que comecei a perceber que o que eu repudiava não era meu corpo, era o que eu tinha dentro de mim, diferentes dos outros à minha volta eu era vazia, eu não tinha nada por dentro. Eu sempre tive boas notas, adorava estudar, nunca conseguia um A+, mas nunca tirei menos que A. De longe eu era a garota perfeita, que todos queriam ser, ou conquistar, eu era o exemplo de filha, eu era o futuro da sociedade, mas ninguém prestava atenção quando eu dizia que não estava bem. Todos me parabenizavam pelas notas e beleza, mas o que eu precisava era de algo real, porque estudar e fazer academia eu conseguia, mas agora viver? Viver era algo difícil, posso dizer que eu só sobrevivia, eu obedecia ao padrão da sociedade, mas teve uma hora que eu não consegui separar o emocional do irracional. Foi então que eu comecei a procurar uma solução. Foi então que a situação começou a agravar-se, foi então que meu mundo começou a desmoronar a cada dia. Meu mundo estava caindo, pedaço por pedaço, lágrima por lágrima... Eu encontrei uma solução, pelo menos eu achava que seria uma solução. Eu decidi pegar todo o emocional de lixo que eu tinha, pegar todos os meus sentimentos ruins e enterrá-los, mas bem fundo, em um lugar tão sombrio que você nem imagina que exista, assim então, fiz uma barreira, assim então destruí minhas emoções, assim então parei de sentir o ruim, o desgosto, eu parei de sentir. Isso funcionou por um tempo, me concentrei nos estudos, em viagens, nos melhores amigos, tive até um namorado, e assim acabei o ano, fácil, rápido, igual.
2.017, estava no primeiro colegial, e não conseguia mais deixar meus sentimentos enterrados, porém, não conseguia mais ter sentimentos, foi aí que decidir voltar atrás, não aguentava mais aquela vida monótona, igual: ressaca, estudar, estudar, estudar, estudar, beijar, beber, ressaca... Deu início a uma nova busca, queria meus sentimentos de volta, queria poder amar alguém, queria sentir alguma coisa, mas já não podia mais, não conseguia, eu tentei, juro que tentei, tentei conhecer algum rapaz, e conheci, tentei gostar, gostei, mas eu não conseguia amar, então quando a relação ficava séria eu abandonava e começava de novo, procurava outro rapaz, conversava, beijava, bebia e terminava, não aguentava mais esse ciclo vicioso. Desse ponto, eu achei uma nova solução: eu usava uma chave de fenda pequena do meu pai para desparafusar o apontador, então retirava a sua lâmina, então deixa deslizar pela minha perna, a fim de sentir a dor, a fim de sentir algo, a fim de resolver o problema com mais dor.
Continua...
Desculpe se tiver algum erro de gramática.


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