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SUSSURROS 19 TERROR
PAULO FOG E IONE AZ
ricardo fog

Resumo:
ÓTIMO

23



        Os dias passam e faltam 2 semanas para Pietra deixar a empresa, Celso tentara por várias vezes faze-la desistir porém sem sucesso.
   - Não vejo por que de você sair.
   - Celso se eu ficar, estarei te vendo todos os dias.
   - E daí, a gente é amigo, nossa é tão bom trabalhar contigo.
   - Celso.
   - Pietra eu não desisti da gente.
   - Esse é boa parte de nosso problema.
   - Como assim, por que?
   - Celso as coisas, o tempo, as pessoas mudam.
   - O que quer dizer?
   - Nada.
   Pietra sai da sala dele, logo toca o telefone e ele tem de ir a expedição de produtos resolver alguns trâmites.
   Ela em sua mesa, abre a gaveta e tira desta uma agenda, nesta a foto que tirara com Celso em um parque de diversão, lembra dos momentos que tivera com ele e guarda a foto na agenda.
   Na delegacia Aparecida e Pedro entram na sala do delegado com Edileuza ela ja esta de aspecto melhor porém chora com facilidade e não consegue se lembrar com clareza do acontecido na clinica em detalhes, logo entra o advogado da família que apresenta um laudo laboratorial comprovando que os medicamentos que foram injetados em Edileuza são fortissimos e poderiam te-la matado.
   - Diante a este exame, o que posso e me resta é libera-la porém ainda é alvo de investigação, a senhora e toda a família.
   - O que dr?
   Aparecida se altera diante ao dito do delegado, o advogado e Pedro a orienta em ficar em silêncio e todos saem da sala.
   O delegado olha para o escrivão de forma pensativa.
   - Ainda não sei, mais meu faro me diz, estas pessoas escondem grandes sujeiras.
   - Será dr?
   - Terminou de redigir?
   - Sim.
   - Então me traga os documentos da perícia.
   - Sim dr.
   No escritório do advogado, Pedro e Aparecida ouvem o que ele diz e juntos traçam os próximos passos.
   - Mais ja sabemos que não foi ela.
   - Não é bem assim D. Aparecida.
   - Aparecida ou Cida por favor.
   - Sim.
   - O fato é que este delegado tem fama de levar tudo ao pé da letra.
   - Pode deixar que eu cuidarei disso.
   - Pedro cuidado, a propósito gostaria de falar contigo.
   Pedro olha para Cida que sai da sala indo ficar com Edileuza que esta perdida a olhar para um aquário na recepção.
   - Pedro vou direto ao ponto, como esta seus assuntos empresáriais?
   - Como assim?
   - Você entende, seus livros caixas, notas, balanços enfim tudo de ordem fiscal, tributária?
   - Mais isso...
   - Pedro ele tem sogro, irmão, esposa na federal, ele vai fazer uma varredura em sua vida econômica.
   - Mais ele pode fazer isso?
   - O que sei é que ele ja fez isso com vários por onde passou.
   - Então ele quer grana?
   - Pois é.
   - Bem quanto a isso não será tanto problema assim.
   - Resta saber o quanto ele vai pedir.
   - Pois é, eu espero?
   - Vamos tomar todo cuidado, espere que ele te procure e se garanta.
   - Como assim?
   - Vou lhe explicar.
   Pedro ouve atentamente o que o seu amigo advogado lhe diz.
   Celso desce antes da empresa do carro e decide andar até uma lanchonete ali perto, ao passar frente a um restaurante vê o que o deixa paralisado por um instante, ali dentro a comer macarronada, Pietra e um rapaz da faculdade dela que ele conheceu certa vez em um trabalho de estudo dela.
   A conversa dos dois ali é bem amigável e em determinado momento o rapaz leva a mão a face dela limpando seu rosto e ela corresponde com um sorriso, logo se dão as mãos.
   - Então é esse o impecilho Pietra?
   - Celso.
   - Só me diz é este o fato de não me querer mais.
   - Por favor.
   - Me diz. Celso se altera, o rapaz levanta e o chama para conversarem fora dali, Celso de impulso lhe dá um soco fazendo o rapaz cair sobre a mesa, Pietra grita e ele fica desconcertado com sua atitude pede desculpas e sai dali, deixando certa quantia na bandeija da garçonete.
   No caminho ele passa mal, aperto no peito, cai no chão, pessoas vem ao seu auxílio e logo Laura vem até ele, junto 2 homens da fábrica que o levanta Celso acorda em um leito de hospital, todos ja sabem do ocorrido, Pietra saiu de vez da confecção, Áurea lhe dissera sérias palavras deixando a moça em lágrimas.
   - Um dia serás mãe e daí entenderás o que é ver teu filho tão mal quanto eu vi o meu filho.
   - Me desculpe.
   Laura entra neste e pede a Pietra que vá enquanto acalma a irmã.
   Agora ali no quarto do hospital, o dr diz a Áurea que Celso teve um princípio de infarto.
   - Nossa, mais Celso é novo, saudável.
   - Podemos falar a sós dona Áurea?
   - Sim.
   No consultório do dr ele diz que Celso tem um grande risco em adquirir problemas cardíacos futuramente.
   - Como assim dr?
   - D Áurea, o problema de Celso é hereditário, tens familiar com problemas cardíaco?
   - Não que eu saiba dr.
   - Então faremos o seguinte, uma bateria de exames em Celso e em todos da família.
   - Tudo bem dr, mais é grave assim?
   - Precaução dona Áurea, precaução, se for tratado de forma adequada poderão levar uma vida tranquila.
   - Fique tranquilo dr, todos faremos os exames.
   - Muito bom.
   - Por favor dr, cure meu filho, meu querido filho.
   Pietra chora desesperada em uma praça, o rapaz que esteve com ela no restaurante não atende ao telefonemas dela, ali em lágrimas ela sai do banco, bolsa a tiracolo, celular na mão liga para a mãe que diz para que fique ali pois vai busca-la, aos choros ela atravessa a rua, quando percebe algo não dá mais dá tempo sente com que alguém lhe empurrasse, Pietra morre atropelada por um ônibus circular.


   28112017 --------------------------------------.


   






                                                         24



        Celso sai do hospital 1 dia depois a família faz os exames e esperam pelos resultados.
   Dias depois, Áurea inicia seu tratamento de hipertensão com comprimidos, Laura faz inicio a exercícios em academia de modo moderado e uso de comprimidos no combate ao colesterol, Mauro e José que vieram visitar o irmão fizeram os exames e nada anormal saúde perfeita, Francisco além de comprimidos de hipertensão também terá de passar por um leve tratamento de glicemia.
   - Nossa quem imaginaria que nossa família estivesse indo a par do stress.
   - Por que diz isso filho?
   - Oras mãe, com certeza estes males foram oriundos deste trabalho desenfreado de vocês, mau alimentação.
   - Nunca soube que trabalho matasse alguém.
   - Pois é mãe, mais o modo excessivo como vocês tem diante a fábrica, sei lá.
   - Nada disso José, fique tranquilo eu e Laura sabemos bem como lidar com isso, agora estando em tratamento e além do mais tem tanta gente ai que não faz nada e fica doente.
   - Verdade, pronto já não esta mais aqui quem disse.
   - A filho querido, a mãe ama vocês todos.
   - Nós também te amamos.
   Francisco chega com sacolas e traz junto paulo o capataz, após os cumprimentos diz que o funcionário terá de ficar por uns dias na cidade para resolver problemas de documentação.
   - Aconteceu algo?
   - Não, é que Paulo não fez revalidação do CPF e ainda tem mais essa de digital no título de eleitor.
   - Pois é, Celso me fez ir ao cartório e eu Laura já temos nossos atualizados.
   - Terei de atualizar o meu também.
   - Espere vou contigo, já venho para irmos.
   - Tudo bem.
   José olha para Francisco que se serve de 1 copo de jurubeba.
   - A fazenda esta bem?
   - Graças a Deus José.
   - Que bom.
   - E suas conquistas?
   - O que diz?
   - Eu sei, que tens levado mulher para a fazenda.
   - De onde tirou tal idéia?
   Celso surge ali.
   - Eu disse a ele.
   - Como sempre Celso, tentando me jogar contra...
   - Não, desta vez não, Celso só me disse por descuido, olhe não sou contra, mais não maltrate nossa mãe.
   - Jamais, a mulher que eu amo é Áurea.
   - Que bom.
   - Terminamos.
   - Claro sr.
   Áurea desce num vestido azul com detalhes brancos no busto e costas.
   - Esta linda.
   - Obrigada.
   - Vamos.
   - Sim.
   Paulo ja no carro a espera do casal e seguem para o cartório eleitoral.
   Edileuza ali na cama olhando para o teto, Aparecida entra preocupada com a filha que não quer sair, comer, divertir-se, pouco fala depois dos ultimos acontecimentos.
   - Filha vamos sair deste quarto e ir fazer umas comprinhas?
   - Não.
   - Filha.
   - Não quero.
   - Por favor.
   - Me deixe, já eu desço.
   - Promete para a sua mãe?
   - Sim.
   - Tudo bem, não demore seu pai já chegou, veio mais cedo hoje.
   - Tá, já eu vou.
   - Esta bem.
   Aparecida sai, Edileuza levanta da cama em camisola curta laranja de seda, vai ao armário, tira um vestido longo de festa vermelho, cavado e bem generoso no decote.
   - Lindo.
   Ali abre a gaveta do criado e pega um bloco de anotação, caneta, na sapateira escolhe um salto preto dos ultimos que comprara ainda sem uso, senta frente ao espelho da penteadeira, escova os cabelos, batom, rímel, sombras.
   - Estou linda, não, amor?
   - E ela?
   - Ficou na cama, mais me garantiu que vai descer.
   - Vou ve-la.
   - Não, deixe-a, vamos dar um voto a ela.
   - Lembre-se do que o dr disse, não podemos deixa-la sozinha.
   - Bobagens, ela já esta bem melhor.
   - Cida.
   - Tudo bem. A mulher chama uma das empregadas e pede que dê uma espiada em sua filha.
   - Sim senhora.
   A criada sobe as escadas e para frente a porta do quarto de Edileuza, bate umas 4 vezes e abre, logo um grito ecoa por toda mansão.
   - Meu Deus.
   Na sala.
   - O que foi?
   - Vamos ver Pedro.
   O casal sobe e quando chega ao quarto, mais gritos, agora de Cida.
   - Minha filha, não.
   Edlieuza ali pendurada no lustre, pedaço de tecido no pescoço, o pai a tira dali e logo vem o socorro do SAMU, já sem expectativas ela morre no caminho.
   - Não filha, não. Gritos de Cida.
   Celso termina de colocar o terno preto, lenço escuro no bolso, se olha nos espelho e se aterroriza com o que vê, de seu bolso escorre sangue.
   - O que foi, o que aconteceu?
   Logo José entra no quarto, encontrando o irmão caído no chão encolhido como que se quisesse se esconder do mundo.
   - O que foi Celso, o que foi?
   - Por favor, não me deixe.
   - Estou aqui contigo, meu irmão, não vou lhe deixar, fique tranquilo.
   Mauro entra ali e ajuda José a levantar Celso já na cama sentado, toma goles de água com açucar já mais calmo.
   - O que houve, não quer ir, isso não é problema.
   - Não, eu vou sim.
   - Esta melhor?
   - Sim, foi só a pressão dos ultimos dias.
   - Fique tranquilo seus manos vão estar junto de ti.
   - Obrigado.
   - Oras Celso, nós te amamos cara. Abraços dos 3.
   Ali no cemitério, poucas pessoas no jazigo de Pietra, Celso mais os 2 irmãos chegam, ele coloca flores na sepultura.
   - O que faz aqui? Pergunta a mãe da falecida.
   - Por favor. O pai de Pietra vem até a mulher.
   - Não, não vou me calar, foi ele, este monstro que matou nossa filha, minha filha.
   - O que diz? Celso pergunta.
   - O que ouviu, Pietra tinha medo de ti, sempre me contava que as vezes você ficava estranho.
   - Me desculpe, mais a senhora esta alterada.
   - Seu covarde.
   Os irmãos de Celso tomam a frente, falando ao pai da falecida.
   - Por favor contenha sua esposa, podemos muito bem processa-la por calúnia e difamação.
   - Nos desculpe, ela esta transtornada.
   O homem leva a mulher dali que ainda grita alguns insultos a Celso e a família dele.
   - Vamos embora também Celso.
   - Quero ficar só mais um pouco.
   - Por favor mano.
   José leva Mauro para outro ponto, Celso ali frente a sepultura derrama lágrimas.
   - Eu te amava, viu, e muito, por que teve de ser assim?
   Logo Mauro retorna e Celso segue com ele para o carro, no caminho cruza frente ao rapaz que estava com ela no restaurante, junto de 3 garotas.
   - Canalha, viu o que fez.
   Celso responde com um soco direto no nariz do cara que cai, ao se levantar leva outro de Mauro.
   - Olhe, não mexa com meu irmão.
   Eles saem dali, o cara sendo amparado pelas garotas que nada disseram.
   - Que tal irmos a uma pizzaria?
   - Depois de uma cena dessa?
   - O que tem, a fome pede passagem. Riso dos 3.
   - Tudo bem.
   
   02122017 --------------------------------------.


Biografia:
escrevo para trazer a tona meus sentimentos anseios desventuras talvez.
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