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Um dia fui ateu
ERNANDES NASCIMENTO

Resumo:
Querido leitor, esse pequeno texto narra minha experiência religiosa de como me tornei ateu e o amor de Deus em me resgatar. Espero que essa pequena leitura sirva de inspiração para você continuar acreditando nesse Deus de amor. Boa leitura!

Meus primeiros contatos com a religião

Até meus doze anos, fui criado por minha vó, uma senhora católica ativa. Isso permitiu que eu tivesse sempre contato com assuntos religiosos nas missas, terços e outros eventos da igreja católica. Sempre ouvia falar de Jesus e outros santos católicos. Ouvia falar de Deus como o Pai de todos nós. Antes dos anos dois mil o tema mais comum nos encontros católicos que fui foi sobre o fim do mundo. Segundo a narrativa o mundo seria incendiado por quatro anjos postos nos quatro cantos da terra e todos os viventes seriam queimados. Isso seria depois que aparecesse o sinal de Jesus no céu. Isso me deixava com muito medo, pois eu não entendia nada daquilo, mas tinha plena consciência de que era algo muito sério uma vez que falava do fim do mundo e a morte de todos pelo fogo divino. Sempre tinham musicas tocando em rádios falando desse assunto e isso me deixava com mais medo ainda e com raiva de ouvir tais canções. Sempre ouvia que o primeiro mundo tinha sido destruído por agua, mas o segundo seria por fogo. O tempo passou e o ano dois mil chegou e nada do fim. Confesso que cheguei a me desesperar com a ideia do fim do mundo com fogo. Passado isso a vida seguiu como sempre só que agora sem a ideia de fim do mundo. Foi um período de tristezas para milhares que não queriam morrer (dentre esses, eu) e alegria para alguns que tinham a esperança de subir para o céu naquele dia. Continuei acompanhando minha vó para as atividades religiosas da igreja e participava de alguns grupos de ensaio. Eu gostava de participar desses eventos, muitas vezes eu era a única criança ali no meio de pessoas idosas e quase idosas, mas mesmo assim estava lá e não me importava muito.

Um raio estranho

Certa vez estava no campo com meu primo e por volta de umas duas horas da tarde decidimos voltar para casa e começamos a olhar para o céu e falar como seria Deus. Nisso começamos a dizer coisas absurdas sobre Deus. A viagem prosseguiu e continuamos falando sobre o assunto de Deus. De repente numa encruzilhada próximo a um poste houve o aparecimento de um raio bem próximo à gente, no entanto não caiu no poste apesar de vim para ele e também não nos lembramos de haver escutado nenhum trovão. Subitamente fomos tomados de um grande medo, pois até então nunca tínhamos visto um raio caindo e muito menos tão próximo de nós e numa tarde sem nuvens de tempestades. Tudo isso aconteceu justamente quando falávamos de Deus e queríamos imaginar como seria o modo de vida dEle. O que falávamos era uma blasfêmia, mas que não tínhamos essa malignidade ao falar. Depois desse dia nunca mais ousamos falar de Deus, pois ficamos com medo daquele raio ser uma reprovação dEle a nossa atitude.

Perdendo a fé

Depois dos meus doze anos, comecei a estudar muito sobre biologia, física, química e outras ciências e comecei a me aprofundar muito. Pouco tempo depois comecei a duvidar da existência de um Deus criador. Se tronar ateu começou aos poucos. As leituras após outras foram se encarregando de apagar a ideia de um Criador na minha mente. Quando já não era mais crente comecei a ter vergonha de falar isso aos outros. A primeira vez falei brincando a minha família e quase fui hostilizado pelos presentes. Embora reprovado continuei crescendo no pensamento ateu. Em minha turma da escola tinha um rapaz evangélico e ele falava de Deus e eu não gostava de ouvir e disse a ele e depois aos outros que eu só acreditava no que a ciência provasse. Só acreditava naquilo que eu visse. E ao falar isso fui mais uma vez reprovado. Chegou um momento que eu já não acreditava mais em nenhuma forma de divindade ou seres sobrenaturais. Só acreditava na ciência ou no que eu visse e só.

Um estranho trovão

Certa tarde estava brincando com meus irmãos em um terreno vizinho a cidade. Era uma tarde de céu limpo com poucas nuvens. De repente uma nuvem baixa e não tão grande apareceu. Era uma nuvem típica daquelas que causam chuvas passageiras de verão. Só que aquela nuvem era estranha por estar baixa. Ao ver aquilo subi no paredão de um barreiro e com um pau decidi atacar a nuvem já que ela estava baixa e nós estávamos brincando de super-heróis. Ao subir no barranco e mirar na nuvem, do nada um trovão ecoou da nuvem e nos deixou paralisado de medo. Eu era ateu, mas naquele momento percebi que não deveria ter feito aquilo. Foi algo muito estranho, foi como se a nuvem tivesse consciência e apenas estivesse respondendo a minha provocação. Após o trovão fomos para casa com medo. Daquele dia em diante não quis mais desafiar a natureza.

Consequências do ateísmo

Quando comecei a estudar somente o que a ciência falava sobre a origem de tudo e o fim de todo ser vivo e que não havia mais nada após a morte houve então dentro de mim um sentimento de desespero. Eu comecei a viver sem esperança. Tudo que eu idealizasse fazer seria sempre frustrado pela morte. Tudo que eu imaginasse fazer ou ser iria se acabar com a morte e no final não serviria de nada para eu ter vivido uma vez que na morte tudo se desfaria. Esse pensamento estava me paralisando. Comecei então a tentar entender a morte ou o que ocorreria após a vida e conclui que uma vez desfeito a matéria ou corpo também nossa memoria e existência iriam juntas para o esquecimento. Passei a viver sem esperança e não tinha vontade de planejar um futuro porque no fim sempre acabaria com a morte. O ateísmo que no inicio parecia bom agora se tornou uma depressão grave na minha vida.

Febres estranhas e o inicio da esperança

Minha mãe tinha comprado alguns CDs de musicas religiosas e toda manhã colocava para tocar dessa forma eu sempre acordava com aquelas musicas em minha cabeça. Umas das musicas falava sobre a vinda e obra de Jesus e sua morte e ressurreição e também sobre a divisão que Ele causou entre quem creu e quem não creu que Ele é o filho de Deus. Aquela musica falava justamente da minha situação de não crer em Deus. O estranho foi que a cada sexta-feira eu tinha fortes febres a noite. Sempre as sextas-feiras, febres altíssimas que me causavam tremores violentos. Passei um mês sofrendo dessas febres a cada sexta-feira e foi com essa situação atípica que comecei a temer por minha vida e a pensar na possibilidade de existir um Deus. Mas se Deus existe porque então não o vejo? Se eu o visse com certeza não o desprezaria, pensava eu. Esse pensamento ficou martelando minha cabeça. Eu queria entender muitas coisas sobre fé. O tempo todo ouvia pessoas falando em fé e em crer em Deus e eu não sabia o que era aquilo. Eu quis saber. Certo dia estava acamado em casa e um irmão da igreja foi visitar minha mãe. Eles estavam falando na sala e ele não sabia que eu estava em casa. Depois de algum tempo de conversa ele então falou de Tomé que não acreditou na ressurreição de Jesus simplesmente porque não o tinha visto. Ele continuou falando e disse que Jesus tinha aparecido a ele e falado que bemaventurados os que não viram e creram e que ele não fosse incrédulo, mas crente. Eu fiquei com aquilo na cabeça. O que queria dizer bem-aventurado? Tomé fez bem ou mal em esperar ver para crer? Eu não conseguia tirar aquilo da cabeça.

Ganhando uma Bíblia

Certo dia depois desse evento, foi distribuídos gratuitamente exemplares do Novo Testamento na escola. Ao pegar aquela bíblia comecei a ter atitude de deboche contra os evangélicos. Mas sempre que eu abria a bíblia acontecia algo estranho. Fui abrir em algum trecho para debochar e o verso que achei foi uma tapa na minha cara, pois o texto de Gálatas 6:7 dizia: “não vos enganeis, de Deus não se zomba”. Ao ler isso fiquei inquieto. Eu comecei então a falar sobre pecado e para mim aquilo não era grande coisa. Ao abrir o texto tomei outro choque, pois o texto foi o de Romanos 6:23 que dizia: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Eu comecei abrir em outros lugares e encontrei o texto de Apocalipse 9:6 que falava sobre um tormento: “Naqueles dias os homens procurarão a morte, mas não a encontrarão; desejarão morrer, mas a morte fugirá deles”. Ao ler isso fiquei preocupado porque até então só tinha lido sobre reprovação e castigo. Esses primeiros versos me causaram impacto e eu fiquei inquieto, pois se fosse verdade o que a Bíblia falava então eu estava errado o tempo todo e agora sabia que seria castigado. Mas isso mudou quando li o seguinte verso de Romanos 10:13: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Ao chegar em casa comecei logo a ler aquela Bíblia e rapidamente tinha lido os livros de Mateus e Marcos. Eu estava me impressionando à medida que lia. Pela primeira vez estava curioso para saber mais sobre Jesus e sobre Deus.

Aceitação de Cristo e arrependimento

Pouco tempo depois de ganhar a Bíblia também fui convidado para assistir estudos bíblicos em duas gravações diferentes, uma era o DVD o Grande Conflito apresentado pelo pastor Luiz Gonçalves e o outro era o DVD da Série Eventos Finais, apresentado por um pastor americano. Eu fui meio que sem acreditar que aquilo tivesse importância para mim, mas ao assistir o primeiro tema fiquei impressionado e fui assistindo mais e gostando. Também escutava os hinos do hinário adventista do sétimo dia. Aqueles hinos eram bonitos. A cada dia a gente escolhia um hino, mas eu não queria que me pedissem para escolher pois ainda era orgulhoso para demonstrar que estava sem tocado pelas mensagens. Mas por fim escolhi o hino 35 mesmo sem conhecer. Quando o hino começou a tocar e eu fui prestando atenção a letra daquele hino fui movido por um sentimento de arrependimento e gratidão a Deus por Ele ser fiel apesar de sermos infiéis. Naquele momento chorei por dentro e reconheci que Deus era o Senhor Criador de tudo e decidi seguir a Ele. Foi um momento muito especial para mim e ao escrever essas linhas me emocionei e as lagrimas vieram aos olhos.

O batismo como confissão pública da minha fé em Jesus

Depois dessa noite decidi procurar a igreja adventista do sétimo dia mesmo sem saber se essa igreja tinha aqui em Igaci. Ao falar sobre minha vontade de ir a igreja meu irmão falou que tinha uma em Igaci e isso era em um sábado a noite. Então no dia seguinte em um domingo fui à igreja juntamente com minha família e o irmão João muito simpático nos recebeu na igreja. Lembrar-se disso me deixa emocionado e os olhos cheios de lagrimas. Juntamente com minha família participei alguns cultos e no dia 27 de junho de 2009 fui batizado e me tornei Adventista do Sétimo Dia, mas acima de tudo me tornei crente no Senhor Deus Criador de todas as coisas. Por anos neguei a existência de Deus e naquele momento eu mostrava a todos que o Deus que eu neguei agora era o meu Senhor.

A Esperança é Jesus
Amigos eu estive distante do Senhor por algum tempo, mas o Senhor não desistiu de mim. Ele me procurou e me esperou porque Ele me ama e ama você também. Diz o profeta o seguinte sobre o amor de Deus, “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”. (Jeremias 31:3). O amor de Deus é Eterno e sua paciência é muito grande. Muitas das vezes nos achamos indignos por sermos pecadores ou se achar grandes pecadores, mas lembre-se que Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas 19:10). Portanto temos a certeza de que quem nos procura com maior desejo para salvar é o próprio Cristo e isso porque nos ama com amor eterno. Jamais deixemos que nossa fé desfaleça, pois uma vida sem Deus não tem esperança. Não vale a pena viver distante do Senhor. Só em Cristo encontramos a real alegria para viver. Hoje sou feliz e tenho esperança porque Deus me resgatou e colocou em meus lábios um novo cântico, o cântico da vitória. A Esperança é Jesus!


Biografia:
Tenho 25 anos. Gosto muito de escrever. Sou graduando em Pedagogia.
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