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Resposta a afronta
Katharine Santana Biscaro

Permita-me me apresentar novamente, e agora com uma versão de mim que poucos tiveram o azar de conhecer ou até mesmo sorte, dependendo do ponto de vista de cada um, a sensibilidade sempre foi algo a se envergonhar pra mim, nunca tive coragem de chorar na frente das pessoas porque pra mim significa humilhação, é o mesmo que deixar a pessoa subir num pedestal e poder pular em cima de mim quando quiser, porque ela vai saber o que me toca, então sempre preferi sentir as coisas sozinha, sofrer sozinha ou ser feliz sozinha, como eu disse lá no começo, são poucas as pessoas que estão a par de tudo de bom e ruim que acontece comigo, tem gente que escolho me abrir demais e depois acabo me fodendo, e alguns eu coloco inúmeras barreiras pra só quando eu estiver no fundo do poço perceber que sempre foi quem esteve do meu lado pra me ajudar a reerguer, cresci em um lugar que nunca se sensibilizou com algo alheio, a solidão se tornou uma amiga de longa data, e desde cedo me acostumei a viver no meu canto, no meu casulo, pra quando chorar, chorar acolhida do ombro que carrega meu fardo, não que eu tenha um fardo muito grande, e realmente nunca foi, e sim, eu choro, e eu choro muito, e 95% das vezes que derramo uma lágrima, não é por mim não, por algum motivo eu vejo os problemas das outras pessoas e eles parecem tão infinitamente maiores do que os meus, e de certa forma, eu sou revoltada, me revolto por tudo o que eu não posso mudar, e nunca vou poder. Há alguns anos (não muitos) eu olhava pra mim no espelho e sentia que eu tinha tanta coisa pra dar pro mundo, eu sabia que as pessoas reclamavam de mim, mas eu acreditava que algo em mim era diferente e bom, e eu me agarrava nisso pra tentar ser melhor, e no meio de tanta bagunça que tinha na minha cabeça eu percebi que eu estava errada, e as pessoas que reclamavam se foram, e agora eu tenho outra dúzia de pessoas que falam tantas coisas boas a meu respeito e eu ouço tudo e pra mim não é nada, porque não me vejo encaixada naquelas qualidades.
E sobre as pessoas a minha volta, e sobre as pessoas que chegam na minha vida e as pessoas que se foram, tenho que dizer que não choro por ninguém que se foi, não mais, parei com isso quando percebi que as pessoas que se vão, deixam espaço pra novas entrarem, já me importei e já fiz de tudo pra manter pessoas do meu lado, e dou risada disso, porque porra, que merda eu tinha na cabeça, está do meu lado quem quer, e se não quiser, não vou dizer que foda-se, mas é bem por aí, tenho meus amores, e com certeza, prefiro não me prender a uma pessoa só, e sim, eu falo prender, porque eu não conheci Ainda, um tipo de relacionamento na qual eu me sinta livre, Ainda... eu amo, eu sei amar, e se eu gosto de amar? Não, não gosto, isso pode parecer coisinha besta de filme romântico ou drama, mas eu não gosto, porque quando eu amo alguém, eu me transformo, eu tenho que ter o dobro de cuidado pra não ser otaria, quando eu gosto de alguém de verdade, eu mal pareço eu mesma, por isso eu não gosto, não gosto de me transformar desse jeito, às cegas, sem saber o que vai acontecer, porque como eu disse, tudo é relativo, e quando você gosta de alguém, é 90% de chance de tomar no cu e 9% de tomar em dobro, e tem aquele 1% de duvida, eu me importo e cuido de quem eu amo, acredito em coisas inacreditáveis, choro por pessoas que nem conheço, choro até em filmes de comédia, tenho ataques de fúria e de alegria com intervalos de minutos, perco meu tempo escrevendo coisas como essa, e estou começando a acreditar no que grande parte das pessoas me dizem, eu tenho um pequeno problema em estabelecer relações com as pessoas, mas que se foda, tenho um milhão de outros problemas pra me preocupar.


Biografia:
Eu penso alto às vezes e escrevo merdas, só queria que mais pessoas soubessem da existência dessas merdas
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