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Reconstrução do Rio Grande do Sul
Vander Roberto

O Rio Grande do Sul precisa ser reconstruído de forma inteligente após o dilúvio passando por um Programa que estenda para contenção de problemas climáticos. Este aporte financeiro precisa chegar de forma real e prática para que evite nova uma catástrofe nestas proporções. Compete ao pessoal da Engenharia verificar aquilo que pode ser feito trabalhando paralelamente enquanto tudo é reerguido. Sem Programa que ataque diversas áreas será um dinheiro mal investido e a catástrofe repetirá até de forma pior.

Podemos observar o resultado prático do Capitalismo nesta catástrofe. Alertas foram dados e quase nada foi feito. A mudança climática está aí e não há mais volta pelo que podemos perceber. É o momento para questionarmos discursos duvidosos como o tal "Capitalismo Sustentável". Acredito que isto é uma boa falácia pois não está repercutindo como deveria. A destruição pelo dilúvio no Rio Grande do Sul mostra que o Capitalismo já deu aquilo que deveria dar. Será preciso desenhar um novo sistema produtivo impactando menos o planeta Terra.

Não podemos esquecer que a mudança climática tem um custo e isto precisará ser bancado por alguém. Qual o limite para isto? Não sabemos. Catástrofe como do Rio Grande do Sul liga um sinal de alerta. Há muitas perdas humanas e financeiras. O problema não está restrito ao Rio Grande do Sul tendo que ser observado por outras unidades federativas, sejam chuvas extremas ou secas longas. A União precisará deter um caixa específico nestas horas difíceis e complexas. Este dinheiro precisa estar disponível sem burocracias.

Chamou bastante minha atenção como o Brasil é um país reativo e pouco preventivo quando tratamos de catástrofes. A simples disponibilização de água e alimentos inexiste precisando da dependência de civis. Isto precisa ser repensado com reservas daqui para frente. Outro ponto destacável é a falta de ação preventiva para evitar mortes sendo que os serviços meteorológicos possuem dados uma semana antes dos eventos com precisão matemática. Neste ponto, um deslocamento em massa poderia ter zerado o número de pessoas mortas. A ideia não é culpar X ou Y e sim mostrar erros básicos.

Na outra ponta a Engenharia precisará achar modelos que minimizem os impactos pois solucioná-los é impossível. Quando falamos de Clima, falamos do caos. A atual Engenharia não atenderia tamanho volume de água mesmo que obras tivessem sido feitas por décadas. Neste caso é preciso investimentos maiores em Ciência, produzindo estudos mais detalhados e tentando aplicações práticas mais assertivas. Aqui não é dar o dinheiro na mão e mandar fazer. O trabalho é bem complexo precisando de estudos bem mais profundos pois não houve algo nesta dimensão no Brasil.

Um ponto importante que precisa ser dito é o fluxo migratório pelos problemas diversos que o dilúvio causou como perdas humanas, trabalho, renda, solo contaminado, perdas em ganhos futuros, imóveis que ainda não foram avaliados pelos danos das águas e etc. Há pessoas que ficaram com medo após o acontecido e certamente não ficarão em solo gaúcho. Caberá uma parceria com a União e suas unidades federativas na recepção deste fluxo massivo de pessoas disponibilizando recursos.

Deve-se lembrar que não basta baixarem as águas e limpar casas que tudo voltará ao "normal". Imóveis tiveram suas estruturas comprometidas, pessoas perderam trabalhos, máquinas de produção foram comprometidas e isto não ressurge da noite para o dia. Pessoas perderam tudo e uma força-tarefa será necessária para manter abrigos em funcionamento por meses ou anos tendo desde alimentação e mecanismos para resgatar a dignidade delas. Nisto, o papel do chamado "colchão social" será determinante. Linhas de crédito pouco ajudarão caso um Programa não seja feito atendendo caso a caso.

Por fim, o impacto na Economia nacional será visível pois o Rio Grande do Sul é um carro-chefe de grãos e pecuária. A elevada precificação será bem notada em outras unidades federativas. As perdas em ganhos futuros também causarão problemas não só no Rio Grande do Sul como nacionalmente. Não há como mensurar tamanha perda precisando de números confiáveis. Isto passa por uma descontaminação do solo, sua revitalização, esgotos tomaram não só áreas urbanas como rurais. Demorará ao Rio Grande do Sul a retomada. Não será fácil.


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