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IZAÍAS 4 LGBT IND 18 ANOS
DE RICO FOG
paulo ricardo a fogaça

Resumo:
bom


               Beth anda de circular pela cidade sem saber por onde começar, se lembra de ter ouvido uma vez ele dizer o bairro para Iza de seu trabalho.
   - Pronto vou para este bairro. Quase duas horas depois ela encontrou a empresa, na portaria pergunta por Sérgio.
   - Sim, aquele inútil, deve estar lá dentro.
   - Vou espera-lo aqui.
   - Por mim, tudo bem.
   Depois de 3 horas, Sérgio vai até a frente da empresa.
   - O que veio fazer aqui?
   - Sérgio, meu amor.
   - Te perguntei, o que faz aqui?
   - A minha tia, ela realmente te colocou para fora?
   - Vai embora.
   - O quê?
   - Não ouviu, vai embora.
   - Sérgio, a gente se ama, sabe, eu não vou voltar para aquela casa, não, nunca mais, eu quero ficar com você.
   - Vá pro inferno, não quero você, saia daqui ouviu bem, eu não quero você.
   - O quê Sérgio, o que houve?
   Ele dá as costas a ela e entra de volta.
   - Canalha, desgraçado, vá se fuder, puto de uma figa, foda-se.
   Ela tenta entrar mais é barrada pelo vigia que a leva para longe dali.
   - Por favor moça, resolva o que tiver com ele mais longe daqui, eu preciso e muito desse emprego.
   - Me desculpe, o sr tem toda razão.
   Ela sai e segue por uma rua até avistar um orelhão onde decide por ligar a uma amiga.
   - Oi querida, sou eu, você esta livre, pode me ajudar em algo?
   Sérgio sai da empresa já no inicio da noite, mochila nas costas, ele acende um cigarro e olha para os lados e decide descer a rua, num carro parado perto, Beth o olha.
   - O desgraçado fuma, pelo jeito é um tremendo mentiroso.
   - Já podemos ir?
   - Ainda não, por favor miga, siga ele.
   - O que foi Beth, a gente agora vai dar uma de detetive, é isso?
   - Por favor miga.
   - Tá bom, mais olha, ás 8 tenho de dar o pé tá?
   - Tudo bem.
   Elas seguem ao longe o homem que não desconfia.
   Ele entra num bar, bebe duas pingas, paga e sai meio tonto, segue por uma rua escura até que um carro para a seu lado.
   - Olá Sérgio.
   - O que foi agora, vou ter outra sessão de pancadaria?
   - Entre.
   - Para onde?
   - Cale a boca e entre.
   Sérgio abre a porta e quando vai entrar ouve a voz de Beth.
   - Sérgio. O rapaz é empurrado e cai ao chão, o carro sai em velocidade, Beth grita e vai até o homem.
   - O que esta acontecendo, você esta ferido?
   Ela o ajuda a levantar-se, logo os dois no carro da amiga dela saem dali.
   - Para onde?
   - Me deixe na rua dos Pêssegos.
   - Nossa, que belo endereço hein.
   O carro segue para o local dito por ele, logo estaciona frente ao hotel que ele esteve na noite anterior.
   - Aqui mesmo, obrigado.
   Beth desce junto do homem, se despede da amiga que sai.
   Os dois entram e já é outro cara na portaria.
   - Boa noite.
   - Sim.
   - Quarto 14.
   - Já esta ocupado.
   - O quê, eu paguei por duas semanas.
   - Se quiser pode ficar no 26.
   - Vinte seis?
   - Vem comigo.
   Os dois seguem o homem e são levados ao fundo do hotel, um quarto escuro, sujo, cama sem colchão, barulho de goteiras.
   - Isso é um absurdo, meu.
   - É o que tem, pegar ou largar sem devolução.
   - Tá, não tenho escolha mesmo, fico aqui.
   O porteiro sai e logo retorna com um colchão de solteiro bem fino, lençol, travesseiro.
   Beth arruma a cama, Sérgio vai ao banho e retorna limpo mais com a mesma roupa.
   - O que houve com sua mala e roupas?
   - Levaram..........eu acho.
   - Meu Deus, foram ladrões, ai céus?
   - Você ja pode ir, vai logo, vá embora.
   - Já te disse, eu não vou, vou ficar aqui com você.
   - Você não pode.
   - Não tenho para onde ir, por tanto querendo ou não esta noite eu durmo aqui contigo, pronto decidido.
   - Faça o que quiser então, eu estou quebrado.
   - Vou comprar algo pra gente comer e.........
   Ela sai e quando retorna com biscoitos e refri, o homem já adormecera e ela deita ao lado dele ali.
   Luciano tem o corpo todo desenhado pelos dedos de Iza, aos beijos eles transam apaixonadamente.
   - O que houve, por mais que me faça feliz, sinto que você tem algo ainda que o faz sair daqui, da gente?
   - Problemas, só problemas.
   - Posso te ajudar, me conte?
   - Já esta, ficando aqui e me fazendo o cara mais feliz do mundo.
   - Olha que eu acredito.
   - Pode acreditar, gato.
   As línguas duelam ali, logo Iza engole o menbro do homem, fazendo Luciano gritar de prazer, apoiado na cabeçeira ele recebe o pau do cara e faz um rebolado maestral, Luciano não aguenta e goza alucinadamente derrubando seu corpo no de Iza.
   - Já te disse que te amo?
   - Sempre.



           Logo cedo, Sérgio lava seu rosto no tanque e sai para o trabalho, na portaria.
   - E a garota?
   - Deixe ela dormir mais um pouco, lá pelas 8 acorde ela por favor e mande-a embora.
   - Sua esposa?
   - Não, só colega.
   - Posso então ficar a sós com ela?
   - Ficou louco?
   - O que foi?
   - Faça o que quiser.
   Sérgio sai dali, 2 quadras depois ele sente algo a roer seu corpo, o remorso por ter em certo avaliado o que pode acontecer a Beth, ele corre de volta ao hotel e o homem ja não esta na portaria, mais rápido ele chega ao quarto, lá esta o cara de calça nos joelhos ensaiando a forma de que irá se aproveitar de Beth ali que dorme.
   - Seu canalha, sai daí.
   Sérgio tira o homem do quarto aos socos.
   Beth acorda ainda um tanto zonza em meio a briga ali, Sérgio derruba o homem que sangra.
   - Desgraçado. Beth é tirada dali as pressas, mau pega sua bolsa, já na rua eles respiram melhor.
   - O que houve Sérgio?
   - Não percebeu, ele abusar de você enquanto estava dormindo.
   - O quê?
   - Ele ia te estuprar, é isso, te forçar a ter algo com ele na marra, te foder sem permissão, isso.
   - Não, patife dos infernos.
   Beth grita ali, sendo abafado pela mão de Sérgio, ele a puxa e os dois saem correndo.
   Já perto da empresa ele olha para ela.
   - Tem de voltar para a pensão.
   - Por que, por que não posso ficar com você?
   - Você viu, mau posso me manter, como vou ficar tranquilo sabendo que você poderá ser violentada a qualquer momento?
   - Eu sei me defender.
   - Eu vi, como sabe.
   - Vai me deixar ficar com você?
   - Tenho que trabalhar, haja o que houver, aceite o que sua tia te disse, ela só quer o seu bem, nada mais do que isso, acredite nela, por favor.
   - Mais...........
   - Por favor, só vá e peça desculpas eu tenho certeza tudo o que ela tenha te dito foi da boca pra fora, acredite, ela te ama de verdade é seu sangue.
   - Posso voltar para te ver?
   - Eu ligo para ti quando me instalar em um lugar melhor, eu te prometo que farei isso.
   - Vai me ligar?
   - Vou.   Sérgio a beija, ela o abraça tão forte, ele segue para o trampo, ela vai até um orelhão, logo entra num táxi.
   O carro pára frente a pensão, ela diz ao motorista que a espere por um instante, Janete vem ao carro.
   - Quanto foi a corrida senhor?
   - 25.
   - Aqui, fique com o troco e muito obrigado.
   - Eu que agradeço, tchau.
   - Tchau. O carro sai dali, Beth olha para a irmã.
   - Bom dia.
   Beth desaba em lágrimas abraçada a irmã que a recebe ali alisando seus cabelos.
   - Viu, você precisa urgentemente de um bom banho e de um sono reparador tá?
   - Obrigado e me desculpe, perdão mana, eu fui muito má com você, com todos aqui.
   - Somos irmãs e sei que me ama assim como eu te amo sua boba, linda.
   - E a mãe?
   - Com certeza te olhando lá do quarto dela, sabia, ela não pregou os olhos esta noite.
   - Te amo.
   - Eu é que te amo, lindona.
    As duas entram na pensão, Lucimar surge ali na sala.
   - Oi mãe.
   - Vamos conversar.
   - Agora?
   - Sim.
   No quarto de Lucimar Beth ali braços cruzados na altura da cintura, cabisbaixa.
   - Achou seu namorado?
   - Sim.
   - E ele, como está?
   - Um caos ambulante, a vida dele declinou totalmente.
   - Com certeza que sim.
   - Vou poder ficar aqui?
   - Sim, desde que faça o que lhe disse antes que fugisse daqui.
   - Sim, eu farei e vai ver não terá do que reclamar.
   - Então vá tomar um banho e descanse, sua jornada inicia amanhã bem cedo.
   - Obrigado, mãe.
   - Vou te preparar um café e um lanche com ovos, te fará muito bem, e quanto ao me chamar de mãe, não precisa, não esta incluso nas cláusulas contratuais, pode me chamar de tia, como sempre o fez.
   Beth corre até ela abraçando-a, o choro é inevitável, Lucimar se faz mais forte ali, mantendo o seu sentimento inerte a tudo aquilo.
   - Me perdoe, por favor, me perdoe.
   - Vá, com certeza a vida lhe deu uma ótima aula por onde esteve, veremos se daqui pra frente vai estar pronta para as futuras lições que virão.
   - Eu só preciso que me perdoe, me perdoe por favor.
   - Vai, fique em paz, eu nunca levei a sério uma só letra que me disse em sua raiva.
   - Levou sim, eu sei que levou.
   - Prove com suas atitudes daqui para a frente, é o melhor que pode fazer para se redimir.
- Eu farei isso, com certeza o farei.
Sérgio sai da empresa, mochila nas costas, para num bar, duas pingas com limão, ouve um pouco das prosas ali e sai, numa praça abandonada pelo poder público, acende um cigarro senta no banco e observa a rua a sua frente até parar o Passat.
    - Entre.
    - Boa noite.
    - Entre.
    Num restaurante de rodovia, Sérgio come igual a um desafortunado esquecido, após o terceiro prato ele olha para o casal a sua frente.
    - E então?
    - Me diz você, o que esta fazendo para retornar a pensão?
    - Sei que é isso o que quer saber.
    - O que é então?
    - Sua filha, sim, estava comigo e ela meio que quis fugir da pensão.
    - Por que?
    - Sei lá, coisas dessas de filha mimada, afinal a Lucimar fez e faz todos os gostos deles.
    - Isso é ruim.
    - Eu acho péssimo, criaram um bando de pó de arroz.
    Sérgio engole o último pedaço do bife e terminado ali bebe ainda uma lata de cerveja, já fora do restaurante ele caminha com Osvaldo, Dirce fora para o carro.
    - O que ela te disse?
    - Sua filha, bobagens, só que não queria voltar para a pensão, queria ficar comigo, imagina só?
    O homem recebe um soco no estômago dado por Osvaldo.
    - Nunca mais desrespeite minha família, meus filhos, ouviu bem?
    - Sim senhor.
    - Agora se recomponha, venha comigo.
    - Sim.
    Os dois entram no carro e Dirce da partida.
    Beth termina de lavar o banheiro e ajudara a estender as roupas com Lucimar.
    - Nossa ficou bom.
    - Obrigado mãe.
    - Já te disse não precisa me chamar de mãe, sei lá não soa bem, continue a me chamar como sempre fez, de tia, por favor.
    - Sim tia.
    - Bom, melhor assim.
    - Fique tranquila daqui pra frente serei outra tia, vou te ajudar muito, farei de tudo aqui tá.
    - Ainda não sei o que de fato lhe ocorreu por onde esteve com aquele rapaz, mais com certeza não foi nada bom, isso posso garantir.
    - É, não foi nada legal o que me ocorreu, mais a vida é assim né tia, a gente supera.
    - Com certeza que sim, logo vem coisas boas, é só fazer coisas boas também.
    Lucimar chama a sobrinha para um lanche na cozinha, ali as duas papeiam um pouco, Janete chega de visual novo, cortara os cabelos.
    - Ficou bom?
    - Esta lindo filha.
    - Ai, eu senti que tinha de mudar.
    - E ficou lindissima.
    - Obrigado gente. Beth termina o lanche e sai pedindo licença, retornando ao trabalho.
    - O que houve mãe?
    - Acho que ela teve uma aula daquelas da vida hein.
    - Ela deve ter então aprendido, com com certeza será outra pessoa daqui pra frente.
    - Não, ainda não, ela esta só ganhando a confiança novamente, mais não espere milagres, sei que ainda retornará ao que era.
    - Cruzes mãe.
    - Por sorte um bom professor vai aperfeiçoa-la ainda mais na classe do mundo e da vida.
    - É o pai né, ele esta vindo?
    - Sim minha querida, seu pai, meu irmão esta chegando.
    - E a senhora?
    - Eu, sabe ainda guardo um tanto mágoas mais já são tão pequenas quanto um grão de arroz, só quero que ele e vocês sejam felizes.
    - Ele vem sozinho?
    - Não, trará uma amiga.
    - Amiga, sei.



               Luciano busca Izaías na farmácia, logo o rapaz sai do trabalho, entra no carro do namorado e ali iniciam os beijos.
     - Oi, o que houve?
     - Estava louco para te ver.
     - Nossa já sou tão importante assim para você?
     - Para mim sim, eu te amo cara.
     - Olha, vamos deixar esse sentimento de lado e irmos a um ponto mais quente?
     - Qual?
     - Sexo, lógico, seu bobinho.
     Risos e Luciano sai com Izaías para um motel.
     Osvaldo entra num bairro de classe média baixa, após andar por metade do lugar para o carro em frente a uma hedícula, muro baixo sem portão.
     - Que lugar é esse?
     - Sua casa por enquanto.
     - O quê, aqui?
     - Desça logo. Sérgio desce do veiculo, Osvaldo e Dirce também, o terreno fora limpo, dois pés de limões, laranja, jaboticaba bem perto da porta principal.
     - Parece uma chácara.
     - Quero este lugar sempre muito bem limpo, entendeu bem, não quero nada fora do lugar e arrume um portão pra frente, entendeu bem?
     - Sim senhor.
     Sérgio ainda um tanto ressabiado com aquilo, Osvaldo lhe dá as chaves da porta e quando o homem vai abri-la esta é aberta por dentro.
     - Sérgio, meu amor estive te esperando por tanto tempo, querido.
     - Rute, o que faz aqui?
     - Oi, achei que iríamos ficar mais tempo longe, não imaginava que seria assim tão rápido, meu amor, graças ao seu padrinho, ele me fez uma visita e me trouxe para cá.
     A mulher o abraça e o beija, ela baixa, 22 anos, morena, cabelos em tranças.
     - Graças a Deus amor.
     Sérgio sai dali para o quintal, Osvaldo atrás dele.
     - O que foi isso, o que quer, por que a trouxe, eu e ela nunca tivemos nada, só foi encontros furtivos somente isso, por que foi busca-la, o que quer de mim?
     - Oras, é a tua mulher, se esqueceu, o homem tem de ficar com sua mulher.
     - Nós não temos mais nada há anos, entenda isso de uma vez, eu nunca a amei e ela sabe muito bem disso.
     - Não foi bem isso que eu e Dirce vimos nesse encontro de vocês.
     - Com certeza ela esta presa a vocês de algum modo, eu vou descobrir, deixe ela em paz, por favor.
     - Você vai se aproximar dos meus filhos e de minha irmã, quero você de volta naquela pensão ontem, entendeu bem?
     - Mais você também vai para lá, por que quer tanto que eu esteja lá?
     - Não te interessa, só faça.
     - Esta certo, eu irei tentar, vou me aproximar deles.
     - Isso faça desse jeito e todo mundo sai bem.
     Osvaldo coloca a mão no ombro que segue de volta para dentro da casa, na casa uma tv, na cozinha fogão, armário bem simples e um tanquinho elétrico para lavar roupas, no quarto uma cama de casal, cômoda.
     - Gostou, eu limpei tudo querido, o seu padrinho vai trazer uma geladeira pra gente amanhã?
     - Sim, esta lindo, obrigado.
     - Que bom que tenha gostado, amor.   Sérgio algo arder por dentro de si e num gesto de repúdio grita.
     - Não eu não gosto de nada aqui, e pare de fingir que a gente se ama, você sabe muito bem que a gente não tem nada, nada, não somos e nunca seremos um casal, chega dessa palhaçada agora.
     A mulher o leva para o quarto e fecha a porta deixando os outros dois na sala, agora sozinhos ali, ela lhe dá um soco no rosto.
     - Cale a sua maldita boca, eu ainda não sei que tipo de merda você fez aqui, mais com certeza foi das grandes, afinal você só presta para isso, eu estava muito bem no bar da Madalena quando este senhor e aquela nojenta chegaram e compraram o meu passe, agora tenho uma dívida com eles e vou paga-la de um jeito ou de outro então faça a sua maldita parte nesse jogo imundo que você me meteu, caralho.
     Dirce bate na porta, esta é aberta e ela entra deixando visível na cintura uma pistola.
     - Nós ja estamos indo querida, amanhã bem cedo eu retorno esta bem, felicidades ao casal.
     - Obrigada.
     - Tchau.
     - Tchau. O casal sai de carro, Sérgio e Rute vão para a sala.
     - O que você aprontou por aqui, seu cafajeste?
     - Nada, acredite, ele só me pediu para que viesse para cá, ficasse numa pensão onde a irmã dele e seus filhos estão.
     - E ai?
     - Acho que acabei me apaixonando por dois deles.
     - Sabia, a porra do homem fazendo merda e eu lá no puteiro tenho que pagar por suas merdas e como ele soube da gente?
     - Devo ter dito a ele em algum momento, afinal ele é meu padrinho.
     - Nossa, que maravilha de padrinho você tem, que família também hein.
     - Não gosto que fale mau deles, sabe que fui e sou órfão.
     - O filho da parteira e curandeira do lugar, mais achou melhor ser o neto.
     - Ela era a minha vó.
     - Foram o seu vicio de jogos, eu sabia, só pode ser isso, você sempre gostou da noitada de mulheres e gastar o que não tem?
     - Sim.
     - Caralho, que merda meu, você só faz merda nessa porra da sua vida, me dá um cigarro.
     - Pegue.
     Rute acende e traga e após alguns puxos ela olha para ele.
     - Vamos ter de seguir tudo o que esses doidos querem, até que eu tenha pago o que eu devo a eles.
     - É muito?
     - Claro que é, mais de dez mil caralho.
     - Dez mil, que porra esteve metida?
     - Coisas minhas, drogas, furtos mal feitos e outras coisitas. Risos.
     - Como sempre aprontando as suas.
     - Assim sou eu, caralho.
     - Fique tranquila tudo vai dar certo, eles não vão nos matar.
     - Sei não se você é cego eu não sou vi muito bem a pistola que aquela quenga trazia na cintura.
     - Eu vi também.
     - Então vamos seguir o plano deles até a gente achar um jeito de fugir ou dar um troco neles.
     - Beleza.


- Vou dormir.
     - Certo, também vou.
     Luciano passa chocolate no corpo de Izaías e se delicia em lambidas e mordidas, fazendo o rapaz soltar uns gritinhos ali, logo ele sai da cama e retorna com um vibrador.
     - Para quê isso?
     - Que tal incrementarmos mais ainda meu amor?
     - Adorooooooooooo.
     Izaías recebe o brinquedo e já faz uso deste deixando Luciano louco com aquilo, um oral ali bem gostoso e taças de champa, Luciano mergulha naquele ambiente de fetiches e Izaías faz loucuras com seu boy.

                                                  180221..............





                         TEXTO DE CUNHO SEXUAL PORTANTO DEDICADO A MAIORES DE 18 ANOS.
                                 LGBT HÉTERO.


                      CONTATO:   @pauloricardoaf2 - Twitter.





   
       4





           Sérgio acorda, olha para o lado, Rute não esta, esfrega os olhos, se espicha e levanta, ao sair do quarto sente o aroma de um café recém coado.
   - Bom dia.
   - Bom.
   - Já fiz o café e trouxe pão.
   - Onde conseguiu dinheiro para os pães?
   - Eu tenho algum, afinal sou puta e você sabe, a gente não tem paradeiro.
   - Quanto mais você tem?
   - O suficiente para sair desse barco antes que afunde por completo.
   - Faz bem, guarde-o, eles não devem saber sobre isso.
   - Lógico que vou guardar e jamais deixarei que eles saibam, a não ser que alguém aqui conte, mais ja sabe corto sua língua e falo sério, muito sério.
   - Sei, acredito.
   - Além de quê, o dinheiro que gastei com estes pães o terei de volta assim que você pegar seu pagode.
   - Com certeza. Dirce bate a porta, Rute abre.
   - Bom dia, pelo jeito já levantaram melhor do que ontem?
   - Pois é.
   - Trouxe pães, salame, mortadela.
   - Se esqueceu, não temos geladeira.
   - Osvaldo já fora para providenciar.
   - Quer café?
   - Aceito.
   A mulher senta no sofá, Rute lhe traz café e pão.
   - Sei que estão com raiva dele, por favor entendam o lado dele.
   - E o seu qual é?
   - Por que Rute, te fiz algum mau?
   - Ainda não.
   - Sei, como você mesma disse, ainda não.
   - Mais fará?
   - Quem sabe, afinal todos estamos no jogo de Osvaldo.
   - Que caralho de jogo, eu vejo um velho e uma cafetina desgraçada fudendo com a vida de dois miseráveis que não tem onde cairem mortos.
   Terminada a fala, Rute vê o cano da pistola de Dirce na direção de seus olhos.
   - Mais alguma queixa queridinha?
   - Vá se fuder.
   Sérgio entra ali e acalma os nervos, Dirce guarda a arma.
   - Eu entendo vocês, acreditem, também fui vítima nessa vida, eu, só eu sei o que já passei, posso dizer-lhes, vocês estão no paraíso com Osvaldo.
   - Uma porra caralho, aquele velho fudeu comigo, por que ele tinha de pagar a minha dívida naquele puteiro?
   - Pobre mulher, você não percebe nada mesmo.
   - O quê?
   - Você foi salva, aquele povo lá ia te matar de um jeito ou de outro.
   - Não.
   - Claro que sim, você devia muito, além de saber demais ali.
   - Como?
   - Você viu coisas ali, acha mesmo que eles iam te deixar sair por aquela porta imunda que você entrou, mesmo que conseguisse pagar sua dívida, sabe-se lá quando, eles não te deixariam viva.
   - Como?
   - Já estive em lugares assim, sei muito bem como funcionam.
   - Então você vai me matar quando eu não for mais útil para vocês?
   - Eu, por que, deveria, largue de ser idiota, me diz como conseguiu continuar puta nessa vida tão concorrida e tão sofrida, você já deveria ter aprendido muitas coisas, afinal isso é uma grande escola, você não me fez nada até o momento, por que eu te mataria?
   - Então.........
   - Quando acabar esse jogo dele, vocês sairão numa boa, eu juro a vocês, e você terá uma nova identidade e irá para longe e refazer a sua vida.
   - Por que eu acreditaria nisso?
   - Acho que não tem muitas opções por hora.
   Dirce bebe o café e elogia o preparo, Sérgio sai dali e retorna de banho tomado outras roupas.
   - Me desculpem, eu esqueci, mais irei comprar um chuveiro novo para vocês, tudo bem?
   - Obrigado.
   - Lógico, que devem cumprir suas partes.
   - Hoje mesmo eu irei me aproximar da pensão, fique tranquila quanto a isso.
   - Sei, sinto que vai.
   - E o Osvaldo?
   - Acho que já ele chega.   Minutos depois Osvaldo chega, Sérgio já esta de saída.
   - Bom dia.
   - Bom.
   - Que bom que ainda te achei aqui.
   - Por quê?
   - Pegue. Osvaldo lhe dá dinheiro.
   - Pague a sua estadia na pensão.
   - Sim.
   - Fique por lá por uns 5 dias.
   - E a Rute?
   - Fique tranquilo, ela se vira muito bem aqui, afinal ela sempre foi uma quenga e todas elas sabem e muito bem darem seu jeito.
   Rute faz sinal a ele que aceite sem questionamentos, Sérgio se despede indo para o seu trabalho.
   - Tchau.
   - Tchau.
   Osvaldo entra na casa e chama Rute e Dirce para irem com ele na compra da geladeira.
   - Eu?
   - Sim ou quer ficar aqui sem fazer nada, pelo menos vai passear um pouco.
   - Tudo bem.
   Cris termina o café e segue para o trabalho, Janete pede para ir junto, as duas saem, Lucimar vai no quarto acordar Beth que já não esta lá.
   Quando Lucimar chega na cozinha encontra Beth lavando a louça fervendo o leite.
   - Nossa, ja levantou, tão cedo para quem é acostumada a sair da cama só depois das dez.
   - Vou pegar as roupas para lavar.
   - Obrigada. Beth sai, Lucimar olha ela indo para os quartos, nisso ouve bater na porta.
   - Oi.
   - Bom dia, somos da telefonia.
   - Ah sim, entrem, finalmente eu terei um telefone aqui para mim e meus hóspedes.
   Os rapazes entram, logo iniciam a instalação de cabos, Lucimar vai ao quarto e retorna com o aparelho que ganhara de Cris e Janete, Beth passa pelos rapazes com o cesto de roupas, sente os olhares em sua direção, ela continua o seu trabalho.
   Izaías acorda e bebe leite com achocolatado, come algumas bolachas sempre de olho em um dos rapazes da telefonia.
   - Já esta na hora de ir para o seu trabalho filho.
   - Não mãe, posso ficar mais um pouco o movimento lá é um tanto vagaroso nos dias de hoje.
   - Vai logo. Iza sai com o alimento a mastigar, passa pelos rapazes sendo que um deles lhe dá uma piscada.
   - Me liga viu, gatinho. Diz Iza ao rapaz bem baixinho para que os outros não ouçam.




                                      200221............




               TEXTO DE CONTEÚDO ADULTO PORTANTO DESTINADO AOS DE 18 ANOS ACIMA.
                      LGBT E HÉTERO.



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Biografia:
amo escrever e ler
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