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O fim da dor de uma dor sem fim
Flora Fernweh

Tudo o que eu mais quero é conseguir explicar o que restou daquela chama ardente, com palavras tão gélidas quanto o vazio que me preenche
Revolvi esse assunto pendente no coração que a mim é desconhecido, como quem em vão procura as cinzas de uma ilusão eterna que desvanece aos poucos
Busco a serenidade de uma fogueira pela manhã, depois que as noites dos quintais sem desencantos foram por ela iluminados
Hoje quero sentir a intensidade da fuga de tudo o que é intenso e tenso, e a dor pacífica de um dia comum
Já não quero me perder nas brechas do que poderia ter sido e não foi
só quero a paz que corrói os agraciados pela monotonia da solitude
e descarregar o coração sofrido de toda angústia em regurgitações febris mas passageiras
de toda palavra contida e sopro recluso nos vestígios da poeira que insiste em sujar
os dias e as estações em que vejo a silhueta do pranto no semblante alegre
já é tempo de deixar ir e deixar-se ir em aventuras sem o esforço da sobrecarga
que atravessa a dimensão do corpo e se abriga na alma de quem não é completo a si
já é hora de esquecer que o tempo se perde, pois é em seu norte que desembocam as lembranças
e nos mares do sul se afogam as esperanças que o fim afugentou das boas terras
que seguem férteis sem temer o destino que a bússola da vida aponta
que cantam um amanhã sem dores, sem apegos e sem moléstias incontroláveis
que abrigam o saudoso retrato breve do inexplicável em segundos de eternidade
e que despontam um arco-íris no fundo de toda lágrima luzidia em primeiros de amor.


Biografia:
Sobre minha pessoa, pouco sei, mas posso dizer que sou aquela que na vida anda só, que faz da escrita sua amante, que desvenda as veredas mais profundas do deserto que nela existe, que transborda suas paixões do modo mais feroz, que nunca está em lugar algum, mas que jamais deixará de ser um mistério a ser desvendado pelas ventanias. 
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