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ESPESSOS REFLEXOS 3 IND 14 ANOS NOVEL
DE RICO FOG E IONE AZ
paulo ricardo a fogaça

Resumo:
BOM


                      Selma coloca a água para ferver no preparo do macarrão, Ulisses entra na cozinha todo suado, sujo vindo do jogo de futebol com os amigos.
   - Mãe.
   - Agora Ulisses, vá ao banheiro, banho agora.
   - Mais mãe.
   - Agora Ulisses.
   O garoto segue sob protestos para o banho, Selma segue até a varanda para recolher as roupas no varal nisso vê na calçada do outro lado, parado um jipe verde.
   - Não pode ser. Ela deixa as roupas na cadeira e segue para o portão, logo atravessa.
   - Lúcio.
   - Por que não respondeu minhas ligações?
   - Você sabe o que houve, olha...........
   - Por favor Selma, estamos juntos há 4 anos, não vou aceitar isso, não vou.
   - Você é casado.
   - E daí, nunca foi empecilho algum antes em nossos encontros, você aceitou de bom grado, sempre.
   - Vá embora, não quero que ele te veja, por favor.
   - Quem o defunto, o cara que ressuscitou e que agora alguns veneram, o home que te judiava, te humilhava, te espancava, esse homem que você agora defende e o quer?
   - Por favor respeite, ele é meu marido, pai do meu filho, ele ainda o é.........
   - O quê?
   - Vá embora Lúcio.
   - Só vou se for me ver amanhã naquele nosso local de sempre.
   - Não posso.
   - Vai ter que ir, senão, fico aqui.
   Ulisse grita por toalha, sem resposta ele sai do banho cobrindo o genital, ao ir a sala ele vê pela janela a mãe de conversa do outro lado da rua com alguém que ele ja conhece bem.
   - Mãe, terminei.
   - Olha, o meu filho, por favor vá.
   - Só se garantir que vai.
   - Eu vou, tudo certo.
   - Vai?
   - Já te disse, eu vou.
   O homem tenta beija-la sem sucesso, sai deixando ela ali, Selma retorna para a casa, o jipe vira a esquina e Lúcio não nota, na calçada Moisés joga um cigarro no chão, segue para sua casa.
   Elza termina de arrumar as malas, Matilde entra ali.
   - Tem certeza que vai embora?
   - Preciso ir, sabe, coisas minhas.
   - Entendo.
   - Obrigado por arrumar um casal para morar aqui.
   - Sim, eles precisavam de uma casa, você do aluguel, pronto, resolvido.
   - Obrigado de coração.
   - São pessoas honestas, fique tranquila.
   - Eu sei, confio em ti.
   - Você pretende voltar?
   - Quem sabe um dia, bem, melhor considerar assim, um dia.
   - Vai com Deus amiga.
   - Obrigado colega.
   - Tá.
   Elza entrega as chaves para Matilde e sai dali sem olhar para trás, a caminho para a rodoviária ela vê um homem andar cambaleando pela calçada até entrar por um beco, ela sai de seu destino e o segue.
   Com duas malas pequenas em mãos e uma mochila nas costas, logo ela se aproxima do homem.
   - Moça, você mora por aqui?
   - Eu?
   - Sim, você é daquelas dali do casarão ao fim do beco, sabe eu gosto delas.
   Sem qualquer resposta, Elza avança no homem o derrubando, logo arrasta este para um terreno, o homem vai retornando do golpe quando sente forte dor, olha para as pernas e ali a mulher arranca mais um pedaço da carne de sua coxa, quando este grita recebe outro forte golpe e ela o mata destroçando seu pescoço.
   Dentro do ônibus, Elza faz a limpeza das mãos que ficaram ensanguentadas, para não ter problemas e levantar suspeitas, ela colocara luvas de lã.
   Daniela chega em casa jogando seu tênis e caindo no sofá, Nicolau assiste a uma novela mexicana, Neucy chega logo trazendo sacolas, fizera uma compra no caminho de volta a casa, Nicolau vai a cozinha e pega uma cerveja no freezer e retorna ao sofá.
   - Será que ninguém aqui vai me ajudar a guardar as coisas?
   - O quê?
   - Isso. Neucy sai deixando as sacolas ao chão, logo a tv apaga, ela desligara a chave geral de energia, logo eles iniciam o armazenamento correto das compras.
   - Ainda vou saber por que vocês só funcionam assim, sob fortes influências.
   - Tá bom mãe.
   Compra guardada, Neucy inicia o preparo da janta quando Dani vai ao banho, Nicolau desliga a tv e pega as chaves do carro.
   - Vai aonde Nico?
   - No bar.
   - Me traz azeitonas e um pouco daquele picles tá?
   - Tudo certo. Ele sai e ao abrir a porta da casa dá de cara com kauê.
   - Oi Nico.
   - Sr Nicolau para ti, tudo bem?
   - Sim sr Nicolau.
   - O que quer?
   - A Dani está?
   - No banho, aguarde na sala, por favor.
   - Obrigado. O rapaz entra e Nico segue para o seu corcel preto, saindo, ao passar pela praça vê um homem entrar na igreja que está fechada.
   - Estranho, será ele amigo do padre?
   Nelson entra na igreja, o lugar esta fechado, luz apagada somente a claridade de velas no altar.
   - Tem alguém ai?   Ouve-se a voz oriunda dos fundos, logo surge no pulpito um senhor de seus mais de 70 anos, branco.
   - Padre Léo?
   - Olá meu filho, o que houve, estamos fechado, reabro a igreja amanhã, tenho que resolver alguns assuntos quase que não me encontra aqui?
   - Sou Nelson, um antigo amigo seu, de infãncia.
   - Nelson, não estou me lembrando de ter tido um amigo com esse nome, de onde mesmo nos conhecemos?
   - Oras padre, esta se esquecendo fomos criados no orfanato Santa Efigênia.
   Os olhos do padre dilatam, seu corpo estremece, sua mente viaja nas lembranças que ele insistiu por tantos em esquecer, tempo 1929 no orfanato ele e um garoto chamado Nelson, ele sendo querido pelos padres dali e madres, já Nelson sempre apanhando e sendo castigado por diversas coisas que ele fez ou não, inclusive a tomar banho gelado por diversas vezes, mais a pior lembrança lhe invade todo seu ser, ter visto por algumas vezes, Nelson ser tocado e abusado por superiores naquele lugar, os olhos de Léo se enchem em lágrimas.
   - Por que veio, como soube que eu estaria aqui, por onde andou todos esses anos?
   - Sabe padre ou Léo mesmo, eu esperava que fosse me salvar, gritar ou fazer qualquer coisa para que aquilo não mais acontecesse comigo, mais você nunca fez nada.
   - O que diz, faz tanto tempo, esqueça, todos temos coisas para esquecer.
   - Não, você viu e sabia que não foi só comigo, muitos de nós que não éramos os queridinhos dos mestres ficavamos a mercê daqueles imundos e nojentos.
   - Por favor, como disse, ja faz muito tempo, me deixe ir.
   - Você, você sempre soube e nunca fez nada.
   - Quer se confessar, tudo bem, vamos ao confissionário, vou te escutar.
   - Não, eu sempre estive á procura de justiça.
   - Foram outros tempos.
   - Não, foram violência vil e gratuita, com máscaras de religiosos e de caridosos se escondiam sim, gente macabra do mal.
   - Por quê, por que isso agora?
   - Éramos amigos Léo, amigos.
   - Não, nunca fomos amigos.
   - O que, o que diz?
   - Isso que ouviu, nunca fomos amigos.
   - Por quê?
   - Por que você era o escolhido.
   - Escolhido, escolhido em quê, para que, para ser castigado, sofrer, seri los a bel prazer, sabia Léo que muitas vezes depois de tudo aquilo eu ia dormir com febre, com fortes dores pelo corpo, vômitos e ás vezes até sangramento, sabia disso seu auxiliar do diabo.
   - Pare agora, acho que ja foi longe demais, admito que fui errado contigo, mais isso ja passou, ja te disse você cresceu eu cresci e somos adultos o suficiente para enfrentarmos aquilo e seguir em frente.
   - Não, não, ainda não, não consegui o que realmente quero.
   - E o que quer?
   - O seu sofrer.
   - Como, esta louco vou ligar agora mesmo a policia, saia daqui por favor.
   - Não. Nelson avança neste, o padre cai batendo a cabeça no declive do piso, logo o sangue escorre, Léo esta morto, Nelson se alimenta dele ali, ao fim olha para os santos e cospe o sangue do padre no altar.


                                                                             040882020...........



Biografia:
amo escrever e ler
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