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AMOR E DOR: ESTA RIMA NÃO FUI EU QUEM CRIEI
Flora Fernweh

Meu coração não sobreviveu às intempéries do amor, caiu em ruínas, sempre fora vaiado pelo destino, os traços da solidão caminham perpetuamente a passos pesados. Enquanto lágrimas vorazes jorram da serena jugular ótica, a centelha da alma acende-se, fulguras sísmicas anunciam a catástrofe provocada por dois amantes, cada um em seu abismo, cada um prevendo um choque cósmico entre dois universos pré-calejados. O ser infortunado ciente está, de que amar não é sua essência, sofrer o amor é que é. Ausências são inspiração, muito mais que o apego com o objeto a qual está platonicamente alienado. Hipnoses efetivas exortam espíritos, enquanto ilusões nos colocam em transe e nos fazem crer que vivemos algo inconcebível a tatos racionalistas: o amor, encarado da forma menos grotesca e mais idealizada possível por aqueles que julgam-se “sãos”, mas sabem em seu íntimo, que não o são.



Biografia:
Quem é Flora? Um ser jamais poderá ser compreendido em sua totalidade, cada organismo ocupa uma posição averiguada de incontáveis ângulos, vagamos por este planeta ignorando o anterior e o posterior no que se refere à linha tênue sobre a qual estamos em consciente equilíbrio. Cada célula, instinto e vibração são provas de que existe uma verdade superior, baseada em uma racionalidade insondável cujos mistérios não são aptos a povoar a mente daqueles que um dia, única e sobriamente alimentarão os vermes do subsolo. Fato é que os átomos que formam o órgão da visão do ser que lê estas palavras, podem ter remotamente constituído um órgão de Sócrates ou reduziu-se a pó a partir das ruínas da acrópole ateniense, entender um ser e sua singular complexidade, assemelha-se à infindável busca pela compreensão dos fenômenos cosmológicos: cada um é único, insere-se em um universo particular, sendo este, um amálgama de infinitos unidos pelo mesmo céu. Comparando de modo análogo o universo a uma célula, Flora Fernweh é para ele um minúsculo pedaço de DNA, invisível e quase definido como inexistente, vagando pela imensidão genética por um curto espaço de tempo. Para a natureza, Flora Fernweh não passa de um animal, assim como todos os outros. Para a sabedoria, Flora é uma irmã perdida que busca veementemente encontrá-la. Para o passado, é uma alma nostálgica e para o futuro da raça humana, é um enigma.
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