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A Hora da refeição
Luís Gonçalves

Resumo:
Um rapaz tenta almoçar, mas é interrompido pelo seu gato que tenta a todo custo roubar-lhe a comida.

TEATRO

COMÉDIA


Autor: Luís Gonçalves

PERSONAGENS:

Rapaz(dono do gato):
Beckett(gato):
Carteiro:

CENA 1

12:00

Uma cozinha

Há duas portas, uma lado esquerdo que dá para a rua e outra do lado direito que dá para as outras divisões da casa. E há também uma janela aberta

Um rapaz prepara a mesa para a sua refeição, senta-se e começa a comer. Entretanto houve-se miar fora da cozinha.

Rapaz:(falando para a porta) Já vai Becket! Já vai! (abre a porta, o gato entra, salta para cima da cadeira do dono e tenta subir para a mesa para devorar a refeição do dono. O rapaz pega no gato fazendo festas) Não Beckett! Essa refeição é para mim, não é para ti. A tua comida está ali no canto. (mete o gato no chão, senta-se e volta a comer. Beckett vai até pé ao seu espaço: Onde está a sua cama, comida, água e a caixa a areia. Cheira a comida, salta para a caixa da areia, espalha a areia com as sapatas e volta para pé do dono)

Beckett: MIAUUUUUUU! MIAUUUUUUU!

Rapaz: Não Beckett! Não pode ser!

Beckett: MIAUUUUUUU!
Rapaz: Não Beckett! O veterinário já disse que tu não podes comer a refeição dos humanos.

Beckett: (triste) Miau!

Rapaz: Não! Não insistas!

Beckett: (muito triste) Miau! Miau! (volta para o seu espaço, mas arrepende-se e salta para o colo do dono)

Rapaz: (assustando-se) AI BECKETT! Assustaste-me caramba! Podes estar no meu colo, mas é para estar sossegadinho, ok? (Beckett deita-se pedindo festinhas) Ai tu queres é miminhos! Pronto, o dono dá festinhas ao Beckett! (fazendo festas ao gato com uma mão e com come com a outra. Entretanto o animal levanta-se de repente, salta para cima da mesa e tenta comer a refeição do seu dono) (chateado) Não Beckett! Já disse que não! (mete o gato no chão, mas este trepa-lhe pelas pernas acima e salta para cima da mesa,novamente) PORRRRRRRRRRRA PÁ! (chateado pega no gato e mete-o na rua fecha-lhe a porta) Finalmente vou comer descansado! (recomeça a comer, bebe um golo de vinho, volta a comer, bebe mais um golo de vinho. Entretanto o gato aparece a miar) (solilóquio) Huum? Como é que ele entrou?... (olha para a janela aberta) Pois! Janela aberta! A inteligente não é o meu forte! (fecha a janela. Pega no gato, abre a porta da rua, mete o bicho na rua e fecha a porta. Senta-se a novamente a comer. Entretanto, ouve-se a miar novamente, mas o rapaz ignora e continua a comer. O gato mia, mia, mia e o dono, continua a comer ignorando o animal. Pega no seu telemóvel, abre o facebook e lê uma publicação) “Um homem foi preso por ter espancado e esfolado o gato do vizinho.” Fogo, como é que alguém tem a coragem se fazer uma coisa dessas a um pobre animal destes? (olha para o seu gato que está do lado de fora da janela) Bem uns espancam e esfolam e outros... (olha para a comida do gato, volta a olhar para o Beckett que olha para si com um olhar triste) deixam o animal lá fora sem comida. Coitadinho do Beckett! (com pena) Ok Beckett! Podes vir cá para dentro! (abre a porta, Beckett sai da janela e entra pela porta) Vá! Prometo que nunca mais te deixo lá fora sem comida, mas tu prometes-me que nunca mais voltas a saltar para cima da mesa, quando estou a comer, ok? (vai ao armário, tira um frasco de piripiri, mete um pouco na sua comida e senta-se continuando a comer, com o frasco lá ao pé)

Beckett: Miau! Miau! (senta-se no chão a olhar para o dono. Vai-se aproximando do dono, passo a passo, até ir para o colo dele)

Rapaz: (fazendo festas e comendo a sua refeição) Sossegadinho aí Beckett! Sossegadinho!(Beckett, matreiro, bate por baixo na mesa para o seu dono pensar que alguém está a bater à porta e foge para um canto encolhido e com as orelhas para trás, disfarçando medo medo)(aborrecido)Hum? Quem estará a bater à porta? Será que hoje não posso almoçar em paz?(olhando para o gato) Calma Beckett, ninguém te vai fazer mal!(Levanta-se e vai abrir a porta da rua)

Beckett:(Beckett esfrega as mãos e ri)Hi! Hi! Hi!)

Rapaz: (abre a porta e não vê ninguém) Então batem à porta e não aparece ninguém?(enquanto isso Beckett, salta para cima da cadeira do dono)Se calhar foram os filhos dos vizinhos. Ai quando os apanhar vão ver como elas lhes mordem! Maldita garotada!(fecha a porta, dirige-se para a mesa para acabar de almoçar e vê o seu gato Beckett todo contente a comer a sua comida. Grita) BECKETT! SALTA JÀ DAÍ! JÀ TE DISSE-SE QUE ESTA COMIDA NÂO È PARA TI!(Beckett sai da mesa muito depressa e vai-se esconder a um canto com as orelhas para trás muito assustado)GATO MAU! GATO MAU!(O dono senta-se à mesa e continua a comer. Nisto alguém bate à porta) (irritado) Outra vez? Irra! (levanta-se e olha pela janela) O carteiro? O que ele quererá?(vai abrir a porta da rua. Entra o carteiro e entrega-lhe um envelope)

Carteiro: Boa tarde! Uma encomenda para o senhor!

Rapaz: Muito Obrigado!(recebe um envelope, o carteiro sai de cena e o rapaz fecha a porta) Mas quem é que me enviou isto?(abre um envelope e tira um cd dos 4on route)Um cd dos 4on route? Ah! Já sei! Já estou a ver! Pois, os 4on route, é aquela fabulosa band rock de Passos de Ferreira que eu adoro! Pois, eu aqui há tempos enviei-lhe um e-mail a pedir um cd e aqui está ele. Lindo! Vou mete-lo na minha aparelhagem para ouvir um pouco.(beija o cd. Sai de cena pelo lado direito a cantarolar) Mundo Cruel,
volta a ser,
esperança de quem quer viver.

CENA 2

(Entretanto o Beckett levanta-se muito depressa pega num frasco de laxante que está numa prateleira, sobe para cima da cadeira do dono, de seguida para a mesa, despeja o laxante no vinho e o resto do picante na comida do seu dono)

Beckett: Hihihihi!(riso maquiavélico e volta-se a sentar no canto muito sossegado)

CENA 3


Ouve-se a música: Mundo Cruel dos 4on route

NOTA: Pesquisar no youtube a música

O rapaz entra novamente todo contente a cantarolar

Rapaz:Então Beckett? Ainda estás aí? Pensava que me tinhas comigo a minha refeição!(ri)(senta-se à mesa. Cantarolando acompanhando a música. Dá uma grafada na comida e grita aflito com o picante) AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! COMO É QUE ISTO ESTÀ?... COMO È QUE ISTO ESTÀ... TÃO... TÃO PICAAAAAAAAAAANTE?(bebe o vinho todo que está no copo)(aliviado)Ah! Assim está melhor! (passado 2 segundo) Ai!... Ai!... Acho!... Acho!... Acho que não me estou a sentir muito bem! Pre...preciso de uma saNIIIITA!(sai a correr aflito pelo lado direito com as mãos a tapar o rabo)

Beckett: (rindo) HIHIHIHI! Que mariquinhas!(salta para cima da mesa e come a comida do dono)

FIM

Telemóvel: 916940893
Email: goncalvesluis_1@hotmail.com


Biografia:
A MINHA AUTO-BIOGRAFIA Chamo-me Luís Gonçalves, nasci na data de 30/03/1984, sou de Serpins (Coimbra/Lousã) e um dos meus passatempos é o teatro. Sou ator num grupo de teatro amador e também escrevo teatro. Desde muito cedo que comecei a interessar-me por teatro. Tanto na escrita como na representação. Durante a minha infância e adolescência as minhas brincadeiras estavam sempre ligadas ao teatro. Adorava fazer teatro com a minha irmã, e os alguns vizinhos. Representávamos mesmo sem publico, só por prazer. Também fiz teatro na escola e na catequese. Quando andava no 7º ano da escola preparatória da Lousã, juntei-me a uma colega e fizemos a peça “as lições do Tonecas” para a nossa turma e professores. No 8º ano entrei para o clube de teatro da escola onde participei num festival de teatro escolar no TGV em Coimbra Quando terminei o 9º ano desisti de estudar e fui tirar um curso de formação profissional na área de Cerâmica e Bar numa instituição da Lousã. Um dia, juntei-me a um colega e resolve-mos criar um grupo de teatro com ajuda de uma professora. A direção da instituição aprovou a nossa ideia, contratou um ator de um grupo de teatro existente na Lousã na altura e mais tarde a atriz Cláudia Carvalho do Teatrão. Em 2009, participei num workshop de teatro dinamizado por a atriz/palhaça Alejandra Herzberg da operação nariz vermelho e foi nesse ano que decidi começar a escrever as minhas peças de teatro até aos dias de hoje. Comecei a partilhar os meus textos na internet e o resultado superou as minhas expectativas. As minhas peças tem tido algum êxito. Têm sido representadas norte a sul do país. Também são encenados na Madeira, Brasil, Angola e Moçambique. Em 2015 entrei para o grupo de teatro "Os Canastrões - Associação Cultural e Artística" onde pertenço até hoje como ator e Associado Fundador. O grupo é dirigido pelo encenador Bruno Teixeira e já fizemos duas peças: Em 2015 foi “O costa d'Africa” com 4 secções e em 2017 foi a peça “Comissário de policia” com 2 secções. Em 2018 recebi uma certificação de participação da minha peça “Enquanto ela não aparece” no Amasporto - XXII encontro de teatro associativo pelo grupo de teatro Aldeia Verde de Lazarim. Este grupo tem participado em vários encontros de teatro do país com esta peça e outras da minha autoria. Neste mesmo ano fui convidado pelo senhor Flávio Spiess, diretor da companhia de teatro Rizzo (Brasil) a fazer uma gravação de uma narração da peça “Cabral na esquadra se deu mal” de João Guerreyro, mas acabou por não dar certo, pois a qualidade do som não era a ideal. Neste momento continuo a fazer teatro com o grupo de teatro “Os canastrões” e a escrever uma nova peça. Peças de teatro da minha autoria: 2009- Á espera de ser chamado, 2009- Os turistas, 2009- Uma lição sem o tonecas, 2013- A que horas passará o autocarro?, 2013- Velhos são os trapos!, 2014- Enquanto ela não aparece, 2014- Pai! Mãe! Fomos assaltados!, 2016- O cliente tem sempre razão!, 2016- A grande jantarada
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