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A sétima trombeta
Fellipe Knopp

Deus, que sonda as profundezas reconditas de meu entendimento,
esquadrinha miudezas,
aflige me disposição abrupta a me indignar,
sabe os motivos do desalento
pelos quais por sua alma nao intento resgatar em disputa
como uma corna luta
disfarsando seu ressentimento
para salvar seu casamento.
Se a franqueza egoista extravaza
minha vestigial vaidade
cuja torpeza não altruísta embasa
justa ponderação da longanimidade,
em sua impecável clemência,
tem o depósito que lhe cabe:
a confiança da honestidade desse propósito
que em sua consciência o sabe
se alguma caridade frustro
ao deter me à benevolência
por pretender ser justo.
Não justifica, oh ceus,
Ante nescios e loucos
sua graça, apostasiar se, ao leu,
do favor de uns poucos
pra legar íntegros modos
por amor de todos?
Se teu desígnio negligenciarei
o fundamento íntimo
Profano o amor em tributo a sua lei
Subornando dízimo
Nao lutarei por sua alma
Que se devassa às largas portas
Para esmerar arvores tortas
Prospera sua calma
o regaço torpe lateja
espraiando se em vastos umbrais
Os grunhidos vorazes almeja
obséquio dos homens banais
Revolver se à volupia corteja
Entre cálidos pantanais
Em espasmos teu elixir sobeja
A amantes bestiais
Nao lutarei por tua alma
Como num campo de batalha
Quando o manancial entre tuas palmas,
frondosas,
aflue pra desaguar, caridosa,
em leito de ca(na)lha
Tua alma não disputarei
em beligerância
Por apreço a tua vaidade
Se ao empenhar me a tal perseverança rendo minha dignidade
Por sua alma nao imolarei
a honra com oprobrio
Profanando a sagrada lei
Por faltar se me amor próprio
Tuas vergonhas nao dignarei
Deitando me em tua fama
Como as pérolas nao debulharei
das que semeias à lama
Na qual não infamei
Daria tudo por um ceu intangivel
uma utopia implacavel
Um paraiso impalpavel
Se inexpugnavel
os bens mais ditosos renunciarei
Para vingar os injustiçados
Empenhei minha furia
para aliviar rostos fadigados
dos espiritos violentados
desolados em penúria
meu renovo testamentei
Aos corações em amargura
atando lhas pisaduras
Minha candura dediquei
Para salvar inocentes flagelados
Indefesos à servidão subjugados
Por sua humanidade lutei
Pela honra dos inocentes condenados
pela cura dos enfermos desalentados
E ate pela dignidade dos leprosos extraditados,
aos olhos soberbos, inditosos
o inatingivel alcancei
Por tua alma nem tentei


Biografia:
Número de vezes que este texto foi lido: 49


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