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Augurios sôfregos de um desejo natimorto
Fellipe Knopp

Deixe me ir embora
Deixe me dizer definitivamente adeus agora
O fogo da quimera se alvora
Minha alma esta flamenjando de agonia
Ao urrar a fome de tua companhia
Chamas que o coração arbora
Avalize me tua concórdia
Restitua a calma a minha alma
De me um tiro de misericórdia
Irrompa de vez esse trauma
Nao deixe meu coração cativo
Ao prender te aos olhos meus
Ponha se longe de seu alcance
Torne o adeus em verbo intransitivo
Diz que não havia a minima chance
Que cedo meu empenho nao se rendeu
Mas combateu ostensivo
Como um animal ferido
Extravaza por impulso em pendor
Seu instinto defensivo
Contra a dor da perda ante seu temor
O animo em salvar a todo custo aquele amor
Deixe me regressar o coração
a devoção do alvorar do qual sou oriundo
Pois apesar do resplendor intenso desse querer profundo
e previa saudade
Voce e eu nao somos do mesmo mundo
em dimensao de vontade
Desventura do destino, malfazejo
Com sutileza ignorado
Auspicio do desencontro a um desejo
Silenciosamente recusado
A elegia do regaço teu
Em cujo abraço convalesceu
O revigor da alegria almejada
ao contemplar o desalento, fortuito
de sua sorte ostentada
Em detrimento de seu intuito
Reflexos mnemonicos
De extase profundo
vulcão estetico agonico
de um sonho moribundo
Epitafio de um desejo natimorto
Naufrago em oceano de submundo
em buraco oscuro a beira de um porto
Aceno de semblante palido
Utopia abrasiva de reomance calido
A vibraçao cismica de seu lirismo
Inexpugnavel sintoma
hiancia amalgamada
Da quimera que se cria sepultada
Mas ressurgiu do coma
Fortuito advento em cataclismo
Apos soterrada no Abismo
Do desalento
No qual fora extraditado
Sob tormento
Recluso em sua propria ilha
A recompor a trilha do amago estilhaçado
Augure sinal difuso enteso e coagulado
Em marcas d'agua viva num Deja vu espelhado
Do grão sequido que não floresceu
Chegando ja de partida
germinou inerme na penuria do breu
Que despertou pra vida
Apenas pra dizer adeus


Biografia:
Número de vezes que este texto foi lido: 52


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