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LOBO EM PELE DE CORDEIRO
Saulo Piva Romero

MATIAS ERA UM LOBO MAU E MUITO PREGUIÇOSO QUE VIVIA NA FLORESTA DESDE PEQUENO. ELE NÃO GOSTAVA DE TRABALHAR. POR ISSO, QUANDO SE FALAVA EM TRABALHO PERTO DELE, SEMPRE ARRUMAVA UMA DESCULPA PARA FUGIR DAS TAREFAS QUE CABIAM A ELE REALIZAR. ELE SEMPRE INVENTAVA UMA HISTÓRIA DRAMÁTICA PARA NÃO PEGAR NO PESADO. MATHIAS GOSTAVA MESMO ERA DE SE APROVEITAR DAS SITUAÇÕES PARA TIRAR VANTAGENS QUANDO PRECISASSE DE ALGUMA COISA. ELE ESTAVA SEMPRE COM UM SORRISINHO FINGIDO NOS LÁBIOS E NÃO POUPAVA ELOGIOS PARA QUEM ESTIVESSE DO SEU LADO. O VELHO LOBO ASTUTO SÓ QUERIA MESMO UM POUCO DE SOMBRA E ÁGUA FRESCA. ENQUANTO, OS OUTROS ANIMAIS DA FLORESTA TRABALHAVAM PARA VALER NO VERÃO PARA GARANTIR UM INVERNO TRANQUILO E COM A DISPENSA CHEIA DE ALIMENTOS PARA SOBREVIVEREM DURANTE TODO O RIGOROSO INVERNO, O LOBO SÓ FICAVA PASSEANDO PELA FLORESTA A PROCURA DE ALGUMA CRIANÇA OU PRESA PARA ENCHER A SUA PANÇA. E ASSIM OS DIAS FORAM PASSANDO E O INVERNO CHEGOU. ENTÃO, O LOBO QUE SE ACHAVA ESPERTO, LOGO FLORESTA COBRIU-SE DE NEVE. E O LOBO QUE HAVIA SE RECUSADO A TRABALHAR PARA GARANTIR UM INVERSO TRANQUILO, LOGO SE VIU EM APUROS, POIS, NÃO TINHA MAIS NADA EM SUA DISPENSA. MATIAS COMEÇOU A SENTIR MUITO FRIO E UMA FOME TÃO GRANDE QUE SUA BARRIGA COMEÇOU A RONCAR. ENTÃO, O LOBO MAU SAIU DE CASA ENFRENTANDO, O FRIO, A CHUVA E A NEVASCA QUE CASTIGAVA A FLORESTA DE PONTA A PONTA. MATIAS CAMINHOU MUITOS QUILÔMETROS, MAS, DE NADA   ADIANTOU TODO ESSE ESFORÇO QUE ELE HAVIA FEITO PARA CONSEGUIR OS   ALIMENTOS NECESSÁRIOS E TÃO SONHADOS PARA SACIAR SUA FOME, POIS, DOS   MORADORES DA FLORESTA QUISERAM CONVERSA COM O LOBO PREGUIÇOSO E NEM SE   DERAM AO TRABALHO DE ATENDER A PORTA. ENTÃO, O VELHO LOBO FOI OBRIGADO A   FICAR EXPOSTO AO FRIO E A NEVE. POIS, ANOITECEU RAPIDAMENTE. MAS, MESMO ASSIM, O LOBO CONTINUOU CAMINHANDO DE VOLTA PARA CASA. ELE TREMIA DE FRIO E SUA BARRIGA RONCAVA DE TANTA FOME QUE UE ESTAVA SENTINDO. LOGO, AMANHECEU O DIA E O LOBO METIDO A ESPERTO CONTINUOU A SUA CAMINHADA EM BUSCA DE ALGUM ALIMENTO QUE SACIASSE A SUA FOME. E ENQUANTO, MATIAS CAMINHAVA ESCORREGOU E DEU DE CARA COM A NEVE E CONFORME FOI SE AJEITANDO PARA SE LEVANTAR SENTIU ALGO TOCAR NA PALMA DE SUA MÃO E QUANDO ELE OLHOU PARA BAIXO AVISTOU UMA PELE DE CORDEIRO COBERTA PELA NEVE. O LOBO IMEDIATAMENTE PEGOU A PELE DE CORDEIRO E GUARDOU NA SUA MOCHILA. E DURANTE TODO O CAMINHO DE VOLTA PARA O SEU LAR FICOU PENSANDO, PENSANDO, MATUTANDO E REMOENDO SUA MENTE PARA NO QUE PODERIA SERVIR AQUELA PELE DE CORDEIRO QUE ELE HAVIA ACHADO ENCOBERTA PELOS FLOCOS DE NEVE E FINALMENTE QUANDO ELE CHEGOU A SUA CASA, UMA BRILHANTE IDEIA SURGIU DENTRO DA SUA CABEÇA. MATIAS ERA UM LOBO MATREIRO E COM MUITA RAPIDEZ DE RACIOCÍNIO RESOLVEU USAR A PELE DO CORDEIRINHO COMO DISFARCE PARA FAZER COM QUE OS HABITANTES DA FLORESTA TIVESSEM PENA DO SUPOSTO CORDEIRO PASSANDO FRIO E FOME AO MESMO TEMPO NO RIGOROSO INVERNO QUE ESTAVA APENAS COMEÇANDO. E LÁ FOI O VELHO LOBO VESTIR A PELE DO CORDEIRO DEPOIS DE FAZER ALGUNS AJUSTES PARA ADAPTÁ-LA AO SEU CORPO. E COM GRANDE SATISFAÇÃO APESAR DE ESTAR FAMINTO, SAIU BEM LIGEIRO PARA POR EM PRÁTICA SEU PLANO PARA ARRECADAR ALGUNS ALIMENTOS PARA SACIAR SUA FOME DE UMA VEZ POR TODAS E AINDA DE QUEBRA CONSEGUIR ALGUNS AGASALHOS PARA SE PROTEGER DO FRIO. E LÁ FOI ELE CAMINHANDO PELA FLORESTA TOMADA PELA NEVE FANTASIADO DE CORDEIRO E A MEDIDA EM QUE OS OUTROS IAM PASSANDO NA SUA DIREÇÃO, O LOBO ACENAVA E CUMPRIMENTAVA A TODOS COM UM BELO SORRISO E FAZENDO MUITOS ELOGIOS E ASSIM GANHAVA A CONFIANÇA DOS MORADORES DA FLORESTA QUE COM PENINHA DO POBRE CORDEIRINHO COM CARA DE FAMINTO DAVAM -LHE ALGUNS ALIMENTOS E AGASALHOS E ASSIM MATIAS, O LOBO MAU CONSEGUIU ENCHER SUA MOCHILA COM DIVERSOS TIPOS DE ALIMENTOS. MAS, QUANDO ELE RESOLVEU VOLTAR PARA A CASA CAIU UMA FORTE NEVASCA QUE O IMPEDIU DE SEGUIR CAMINHANDO, ENTÃO, O LOBO RESOLVEU SE ABRIGAR EM UMA TABERNA E ESPERAR O DIA AMANHECER PARA PODER RETORNAR A SUA CASA, MAS, FOI AI QUE O VELHO LOBO AINDA EM PELE DE CORDEIRO COMEÇOU A SE DAR MAL PORQUE A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS E A VERDADE SEMPRE APARECE. MATHIAS, ENTROU NO LOCAL, CARREGANDO A PESADA MOCHILA NAS COSTAS E NÃO PERCEBEU QUE VINHA DE ENCONTRO NA SUA DIREÇÃO UM ALCE TOTALMENTE DESEQUILIBRADO E ASSIM, OS DOIS SE CHOCARAM, INDO DE ENCONTRO AO CHÃO PROVOCANDO UM GRANDE ALVOROÇO NAQUELA TABERNA. A BATIDA DE CABEÇAS FOI TÃO FORTE QUE A PONTA DA GRANDE GALHADA DO ALCE QUE MEDIA TRÊS METROS DE ALTURA RASGOU A PELE DE CORDEIRO QUE ENCOBRIA A VERDADEIRO IDENTIDADE DE MATHIAS, O LOBO MAU. QUANDO OS HÓSPEDES VIRAM QUE ERA UM LOBO E NÃO UM INOFENSIVO CORDEIRINHO FICARAM BEM BRAVOS COM O LOBO FINGIDO QUE AGORA DESMASCARADO ESTAVA NUM BECO SEM SAÍDA. OS CAÇADORES DE LOBOS FORAM AVISADOS PELOS MORADORES DA FLORESTA E ASSIM, MATIAS FOI CAPTURADO PELOS CAÇADORES DE PELE TENDO O MESMO DESTINO DO POBRE CORDEIRINHO QUE PERDEU SUA PELE NA MATA COBERTA DE NEVE. O TRISTE FIM DE MATHIAS, O LOBO MAU ENSINOU PARA TODOS OS HABITANTES DA FLORESTA QUE HÁ PESSOAS QUE SÃO LOBOS MAUS E VESTEM PELE DE CORDEIRO PARA DISFARÇAR SUAS MALDADES.


Biografia:
Saulo Piva Romero, professor de Língua Portuguesa e Poeta, 46 anos. Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1972. Começou a escrever poesias aos 18 anos. É formado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga com Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura.Em 2000 publicou seu primeiro livro Vida, amor e esperança.
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