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EU POSSO PERGUNTAR UMA COISA? COMO TU CONSEGUES?
Sérgio Clos

Essa frase ecoa na minha cabeça há décadas. Foi dita por uma senhora, já fenecida, quando me olhou lá na Casa Espírita há quarenta anos. Ela era a diretora espiritual da Casa. É uma destas pessoas que veem com outros olhos, que eu sinceramente não consigo. Talvez eu sinta algo muitas vezes pouco compreensível para mim, ainda. Independente do lugar onde vamos amenizar nossos perrengues espirituais, nós sempre nos comportamos de igual maneira, pois somos os eternos “pedintes” nestas questões. Não encontrei ainda um termo adequado para estas situações. Somos os mesmos com igual valor de humildade quando acendemos uma vela para Nossa Senhora, quando ressoamos o salve e o aleluia. Somos os mesmos quando oferecemos um “amalá” para Xangô ou fazemos reverências no altar budista. Somos os mesmos que levantamos as mãos para o céu invocando os deuses ou o nosso Deus interior. Certamente um deles nos atenderá. Os pedidos cheios de fé serão sempre atendidos. Tudo é uma questão de tempo. A senhora da Casa Espírita, lá no passado, estava fazendo alusão às cargas espirituais e emocionais que eu carregava. Trocando em miúdos, é provável que a mesma estivesse ”vendo” ao meu redor criaturas de outros mundos a fazerem pressão ou obsedando. Deixemos assim. Na verdade o espiritualismo tem uma cartilha que fala sobre estas “coisas” com muito mais conhecimento do que eu próprio. Uma oração num ambiente religioso ou no próprio lar colocaria as coisas no seu devido lugar. Tudo é fé individual. Somos as mesmas pessoas e, o ambiente espiritual para onde vão os nossos pedidos, é igual para todos.
Olhando o mundo físico com os olhos que eu tenho, faço constantes indagações, assim como todos nós quando desviamos o olhar do nosso umbigo e olhamos para o lado. Depois de ver o que vemos, nos perguntamos: - QUAL ERA MESMO O PROBLEMA QUE EU TINHA? E é assim. Conheci uma moça que cuida da mãe e do irmão, ambos com necessidades especiais. Lembrei-me de tantos outros que passaram pela minha vivência (e ainda passam) e que desempenham os mesmos papéis com paciência, carinho e perseverança. Alguns cuidam durante toda uma vida. Poucos reclamam das dores vivenciadas. São os que têm um olhar mais sereno. Muitos não professam qualquer religião e cumprem o seu destino com altivez, pois servir é uma das nobrezas do ser humano.
Descobrimos todos os dias que problemas, muitas das vezes, são meros desconfortos e, só disto nos damos conta quando olhamos para o lado.
Quando vemos os nossos companheiros de jornada com uma carga individual tão pesada, dá vontade de pará-los e falar:
- POSSO PERGUNTAR UMA COISA? COMO TU CONSEGUES?

Sérgio Clos




Biografia:
Cronista e articulista. 64 anos
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