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MURALHAS DA PAIXÃO
ZÉ DE NATUCA

Iludido tentei seguir seus passos
Bebi água no poço dos desejos
Conheci o caminho dos teus beijos
E andei na estrada dos abraços
Desviei-me da trilha dos fracassos
Controlando esta minha ansiedade
Na montanha dos risos deu vontade
De chegar no oásis de emoção
Eu subi nas muralhas da paixão
Mais caí no abismo da saudade


Por ser muito fiel meu sentimento
Eu jurei que não ia te perder
Procurei uma forma de prazer
Fiz amor com você no pensamento
Na volúpia senti contentamento
E te vi cheia de felicidade
Ao voltar a triste realidade
Percebi como é grande a solidão
Eu subi nas muralhas da paixão
Mais caí no abismo da saudade


Pra ganhar seu amor de tudo fiz
Procurei ser feliz mais não sabia
Que a saudade mais tarde chegaria
Pra lembrar que a mulher que não me quis
Com alguém já vivia mais feliz
Recebendo carinho e lealdade
A paixão que eu sinto de verdade
É a causa da minha perdição
Eu subi nas muralhas da paixão
Mais caí no abismo da saudade


Pra chegar na montanha do amor
Enfrentei o exército do desprezo
Na cadeia do ódio fiquei preso
Mais passei pela grade do rancor
Na prisão da angústia e do terror
Eu venci o gênio da falsidade
Consegui finalmente a liberdade
Nem assim conquistei seu coração
Eu subi nas muralhas da paixão
Mais caí no abismo da saudade


Vendo tanta beleza em seu olhar
Por você eu fiquei apaixonado
Aprendi a amar sem ser amado
E chorei por você me desprezar
Consegui novamente te encontrar
Dando provas da minha humildade
Ao pedir seu amor por caridade
Me perdi vendo tanta perfeição
Eu subi nas muralhas da paixão
Mais caí no abismo da saudade


Eu quis tanto você na minha cama
Quase louco implorei por seu amor
Me senti um covarde sem valor
Da paixão proibida sinto o drama
Por amar a mulher que não me ama
Eu perdi toda minha integridade
Prisioneiro da infelicidade
Naufraguei neste mar de ilusão
Eu subi nas muralhas da paixão
Mais caí no abismo da saudade


AUTOR: ZÉ DE NATUCA


Biografia:
JOSÉ MANOEL DOS SANTOS (ZÉ DE NATUCA, NASCEU NO DIOGO I, MUNICÍPIO DE FRANCISCO SANTOS, COMEÇOU A COMPOR LOGO CEDO, PEQUENOS POEMAS E HOJE É CONSIDERADO UM DOS GRANDES POETAS DA REGIÃO.
Número de vezes que este texto foi lido: 22618


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Publicações de número 1 até 3 de um total de 3.

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