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AMAR DEMAIS 23 NOVEL LIVRE 14 ANOS
DE IONE AZ E PAULO FOG
paulo azambuja

Resumo:
EXCELENTE

39



             Mônica senta no sofá, porém logo Rosa sai da sala se despedindo dela, minutos depois já refeita daquilo, Mônica sai do prédio e caminha até um ponto de táxi.
    - Para onde senhora?
    - Para o inferno.
    - Como?
    - Só dirige, no caminho lhe digo.
    - Sim senhora. Ela faz uma ligação porém ninguém a atende.
    - Cretino infeliz.
    - Como senhora?
    - Não é com você, por favor me deixe no bar.
    - Qual bar?
    - Este. Ela lhe entrega um cartão com o endereço e este segue com o carro.
    Adrian e os sobrinhos ali com Moi, no quarto Sandra chora incenssantemente, amparada por Pri.
    - Filha, eu sou um monstro.
    - Não mãe, não diga isso.
    - E agora, o que eu faço?
    - Somente deixe as páginas virarem com certeza se essa mulher veio até aqui e te disse tudo, com certeza ela vai voltar a entrar em contato contigo, marcando um encontro.
    - Com meu filho?
    - Sim mãe, só que terá de aceitar que ele é menos seu e mais dela.
    - Eu sei filha, eu sei. Priscila seca as lágrimas de sua mãe com lencinhos de papéis, quando toca o celular de Sandra.
    - É ela.
    - Será?
    - Sim ela me passou seu número.
    - Deixe mãe, que eu atendo.
    - Tudo bem. Pri atende a chamada.
    - Olá Priscila, quanto tempo?
    - Você me conhece, quem é você?
    - Sou Rosa, lembra-se, amiga?
    Priscila é tomada por uma espécie de um choque e cai no chão, Sandra se desespera e grita para Moi, logo o quarto esta cheio com todos ali.
    - O que houve?
    - Não sei, aquela mulher ligou e a Pri atendeu e..........
    Moi pega o celular mais não há ninguém do outro lado da linha.
    - Desligou.
    - O que ela falou para a Pri?
    - Não sei filho. Adrian pede o aparelho a Moi que o entrega, ele se afasta deles e confere o número quando recebe uma surpresa.
    - Rosa, a senhoria sombria.
    - O que filho?
    - Nada mãe.
    - Como nada, se não me engano foi este nome que ela me deu, Rosa.
    - Não pode ser.
    - O que você sabe disso filho?
    - Nada mãe, eu preciso sair, ppor favor me deixe levar seu aparelho?
    - O meu celular?
    - Sim mãe, por favor?
    - Tá bom. Moi tenta fazer com que Adrian não saia e fique com eles ali, mais nada muda o rapaz, ele pede um carro por aplicativo enquanto faz uma ligação.
    - Oi Sandra.
    - Não é minha mãe, sou eu.
    - Oi Adrian, o que quer, pelo que sei abandonaste a ordem?
    - Preciso falar com a senhora.
    - Agora já é tarde, você entende...
    - Em nome dos velhos e bons tempos.
    - Me encontre no endereço que vou lhe passar daqui uns 20 minutos estarei lá.
    - Tudo bem.
    Adrian desliga enquanto o carro circula pela avenida.
    Adrian entra em um restaurante requintado italiano.
    - Eu vim por..........
    - Por aqui por favor.
    O rapaz acompanha o recepcionista dali até um outro ambiente, mais pequeno e ali ao canto, Rosa aprecia o sabor de um excelente vinho.
    - Achei que era pontual.
    - Vim o mais rápido.
    - Não é elegante fazer uma mulher esperar.
    - Me desculpe.
    Adrian tenta se aproximar dela mais 2 seguranças o impede.
    - O que quer?
    - Como eu lhe disse, conversar. Rosa faz sinal para os seguranças que abrem caminho para Adrian.
    - Sente-se.
    - Obrigado.
    - E então?
    - Por que minha mãe, este garoto, rapaz é mesmo filho dela?
    - Se não fosse eu jamais sairia de minha suíte para me deslocar até aquele bairro de vocês.
    - Por que senhora?
    - Olhe Adrian, por mais que ache ruim, sua família tem e muito haver com a minha.
    - Não entendo.
    - Com o tempo vai entender.
    - Mais........
    - Já acabamos por favor.
    - Eu ainda quero falar....
    - Não Adrian, quanto a sua permanência ou não na ordem, haverá um juizo para decidir e assim os seguintes procederes.
    - Juizo?
    - Sim.
    - Mais isso é algo que só acontece.........
    - Em casos extremos. Os seguranças lhe aponta a saída e Adrian sai dali, só então se dá conta que todo lugar fora fechado para quele encontro.
    - Obrigado sr.
    - Tchau.
    - Até mais.
    O rapaz olha da calçada, ali no salão principal Rosa recebe alguns cumprimentos dos funcionários daquele comércio.
    - Com certeza eles são aliados dessa ordem.
    Ele anda até chegar a esquina onde pára em sua frente um táxi.
    - Para onde sr?
    - Mais eu não pedi táxi algum........
    - A senhora ja acertou tudo sr. Ele olha para trás e ali na frente da porta do restaurante esta Rosa que acena para ele, rodeada por 3 seguranças e 2 rapazes, um ele já conhece é Érico e o outro mais jovem lhe acena também e neste momento ele tem um fio de emoção.
    - Será ele?
    - Vamos sr?
    - Sim. Adrian entra no carro e da janela olha para eles ali na frente do restaurante.
    - Por favor me deixe........
    - Fique tranquilo, eu o deixarei em sua casa.
    - Como sabe o meu endereço, ah sim, entendo.
    - O cinto sr.
    - Me desculpe, obrigado. Após fechar o cinto de segurança o carro segue o destino.
    Pietra olha os filhos ali dormindo, na cozinha prepara um chá e o toma com algumas bolachas, liga a tv e procura por algo entre alguns cestos e porta objetos até que encontra.
    - Aqui, sabia que tinha colocado por aqui.
    Com o cartão de Lorraine em mãos ela segue para seu quarto.
    Adrian sai do quarto e ali na sala em colchões estão Pri e seus filhos.
    - Minha nossa, depois de tudo que passamos, agora mais essa, por que a ordem esta se aproximando deles?
    - Qual ordem filho, do que e de quem você tem tanto medo, vai me diz?
    Ali em pé entre a cozinha e a sala, Sandra olha para ele.
    - Mãe.
    - Acho que precisamos ter uma conversa.
    - Sim, não quero mais ter de esconder nada de vocês.
    15022019...............................
    
   










                                    40



                  Sandra ali espreme as mãos sob a mesa de vidro em sua copa, Moi sentado atrás dela a segura pelos ombros como que lhe dando energias.
   - Então é isso filho?
   - Sim mãe, eu não quero mais mentiras, eu matei pessoas, estive em conflitos, guerras.
   - Por que filho, por que não me falou disso, dessas coisas quando falávamos pelo telefone?
   - Mãe, o que eu tinha de respiro, os momentos em que me sentia de volta ao mundo era quando estávamos ao telefone, minha mãe não sabe o quanto eu esperava para te ligar.
   - Filho.
   - Te ouvindo mãe, eu viajava em meio aqueles corpos, mortos, cadáveres, eu sentia o cheiro de sua comida, mãe, isso me fazia tão bem.
   Moi derruba lágrimas, Sandra segura as mãos do filho.
   Ivanilde termina de fechar seu sutiã sentada á cama, olha para o espelho enquanto passa a mão pelas marcas de sua aventura ardente com seu homem, alguns xupões no corpo inclusive no pescoço, ele ali deitado nú.
   - O que foi gata?
   - Vou preparar um café novo e algo para comer.
   - Você é mais que especial.
   - Será mesmo?
   - Por que diz isso?
   - Acho que nosso caso se coloca na clássica conformidade.
   - Ainda não entendo.
   - Não precisa, vou lá preparar seu.... Ele a segura pelo braço trazendo para ele.
   - Você me ama?
   - Agora, depois de tantos anos juntos?
   - Sério, se não me ama mais podemos.....
   - Terminar, é isso, o que quer dizer na realidade é isso?
   - Sei lá sabe, já que estamos tendo nossos momentos de sinceridades é melhor que digamos o que sentimos.
   - Eu não vou responder, não quero fazer isso, tudo bem.
   - Entendo....
   - Agora vai me solte, vou preparar algo para comermos.
   - Te gosto.
   - Agora começo a sentir uma certa realidade diante a esse fato.
   Ele a beija, por algum momento ela o abraça sente em seu peito uma alegria que há tantos não sentia.
   - Me perdoe.
   - Pelo quê?
   - Por não lhe fazer feliz.
   - Acho que ambos não conhecemos na verdade o que é essa tal de felicidade.
   - Você tem sua filha.
   - E você acredita que ela seja feliz?
   - Não sei.
   - Vai, se levante e em ajude logo na cozinha.
   - Como?
   - Vem, eu te ensino.
   - Assim?
   - Olhe, eu não vejo mau algum em emu homem, o meu, estar nú comigo na cozinha, por que?
   - Se é assim, por mim esta ótimo. Risos.
   Lorraine termina a maquiagem, ajeita o penteado, toca o seu celular.
   - Oi, sim, pode deixar, vai ser lá então, tudo bem.
   Acaba de desligar e segue ao banheiro, após o uso, lava as mãos, na cozinha prepara um omelete com molho de tomate.
   - Nossa esta ficando muito bom. Toca sua campainha.
   - Já vou. Ela segue para a porta e abre.
   - Oi.
   - Pietra.
   - Me desculpe vir aqui sem te avisar.
   - Como soube daqui?
   - Fui ao bar.
   - Mais esta fechado, agora.
   - Tive sorte de encontrar um senhor lá na porta...
   - Ah sim, o Iracildo.
   - Bem, sinto que não deveria ter vindo portanto acho que devo.......
   - Entre.
   - Não vou atrapalhar você?
   - Depois me resolvo com aquele canalha, mais fique á vontade, entre logo, por favor.
   - Com licença.

    Pietra termina o chá, olhando para os quadros e pôsteres de artistas e bailarinos espalhados pelas paredes daquele kitchenet.
   - E então?
   - Me desculpe....
   - Já podemos pular isso, o que te fez vir aqui?
   - Preciso de dinheiro.
   - Como?
   - Estive pensando, Lorraine, por acaso sabe de toda a organização que fornecia para Samuel?
   - Mais o que te fez mudar o rumo para este negócio?
   - Meus filhos, já estão sentindo a falta de grana.
   - Bem olhe eu nunca soube muito, mais........
   - Por favor, o mínimo que se lembre, me ajude.
   - O que sabe sobre a morte dele?
   - O quê?
   - Te perguntei, o que sabe sobre a morte dele?
   - Não muito, só o que falam...
   - Sei.
   Lorraine sai do sofá vai até o quarto e retorna com um caderno pequeno.
   - Bem aqui tem uns nomes de alguns clientes que eu sempre soube, comprava de mim e de outros, talvez eles saibam mais........
   - Vai me ajudar?
   - Olhe já estou te ajudando, estou te entregando isso, o que mais......
   - Por favor, vamos fazer o seguinte, 50% para cada.
   - O quê, quer realmente iniciar-se nisso?
   - Sim, eu preciso.
   - Vá no bar lá pelas 23 horas.
   - Eu irei. Pietra sai dali tendo cumprimentado em despedidas Lo que fecha a porta.
   - Oi, sim, adivinha quem acabou de sair daqui, acho que seu peixe mordeu a isca bam antes do que você queria.
   - Segue o plano.
   - Sim.
   Lo desliga o telefone e vai para o banho depois escova a peruca diante ao espelho, ali sem make e cabelos raspados, a real face se desvela.
   Pietra segue para o ponto de ônibus entra em um mercado e passado alguns minutos sai com 2 sacolas em mãos, do outro lado da rua, Marta vê ela.
   - Ué, o que deu nela, andando por aqui.
   Marta segue para seu destino, Pietra logo entra no circular, na frente da porta do kit, Marta bate.
   - O que foi?
   - Qual é viado, parece que esta fugindo.
   - Ah, é você?
   - Estava esperando quem, Lorraine?
   - Entra logo.
   - O que foi?
   - Eu que te pergunto, o que faz aqui?
   - Se esqueceu, meu cabelo bicha.
   - Não sei se vai ficar bom.
   - Eu já paguei.
   - Tudo bem. Lorraine vai para o quarto e banheiro e logo retorna com os produtos e eletros.
   - Acredita que estava vindo e encontrei ali saindo do mercado a Pietra.
   - Sim, ela esteve aqui.
   - Fazendo?
   - Quer saber muito hein ráh.
   - É vindo de você, com certeza ela vai querer entrar no oficio.
   - E se for?
   - Acho é pouco, afinal com aquela panca toda agora tá toda ferrada em contas.
   - Contas?
   - Pois é, o Samuel foi e ela ficou com carnês das prestações.
   - Mais ela é viúva?
   - Querida, dívida não vê isso não.
   - Vai, coloque essa blusinha velha para que eu possa lhe aplicar o produto.
   - Vê lá hein bicha, quero ficar deslumbrante no bailão amanhã.
   - Vai ficar, sempre ficou. Risos.
   26022019.................................












                                           41





           Moi termina de abastecer os frezzers, Sandra fica no preparo das porções já que Pietra ainda não chegara.
    Adrian anda pela praça cabisbaixo compra um pastel e refri e senta em um banco.
    - E o meu?
    - Enzo.
    - Olha, esta bem agitado os dias, eu sei que algo de ruim aconteceu, se quiser falar.
    - Te amo.
    - Pare com isso Adrian.
    - É sério, fique comigo.
    - Para quê?
    - Para sermos felizes.
    - Ficou louco.   Uma mulher se aproxima deles.
    - Que cena linda, finalmente se declarou.
    - Mônica.
    - O que foi Adrian?
    Enzo fica entre os dois.
    - Por favor Enzo, vá para o bar, ajude lá, eu preciso falar com ela.
    - Tem certeza disso?
    - Sim, pode ir vai ficar tudo bem aqui. Enzo sai mais olha para Mônica de cima a baixo.
    - O que foi garoto, vai querer encarar, se for, saiba logo, você não dá 2 segundos comigo.
    - Pode ir Enzo. Ele sai sob o olhar protetor de Adrian.
    - Estranhei ter me chamado.
    - Acha que ela vai querer vingança?
    - Posso me sentar?
    - Lógico.
    Mônica senta ao lado dele, num conjunto de terninho e calça de alfaiataria vermelhos, blusa branca, sapatos de salto baixo brancos.
    - Vou ser sincera, acredito que a conversa dela com sua mãe, a fez um pouco humana.
    - Ela, humana?
    - Acredite, você já não está mais lá, teve momentos que eu até pensei que ela chorara.
    - Sério?
    - Tô lhe dizendo.
    - Mônica, o que ela diz sobre nós, sobre mim?
    - Preocupado, de minha parte você esta livre, acho que dela também.
    - Será, a senhora nunca fooi benevolente.
    - Pois é, por isso lhe digo, gostaria de saber o teor dessa conversa.
    - Vou te contar.
    - Você, pare Adrian, nunca me confiou nada.
    - Minha mãe teve outro filho.
    - Outro?
    - Ela o deixou em uma caçamba, na época por problemas financeiros.
    - Entendo.
    - Ela o recolheu.
    - Então quer dizer que.........
    - Se ela tiver um filho jovem, rapaz, é meu irmão.
    - O Vitor.
    - Vitor?
    - Sim, acho que deve ter uns 17 anos.
    - É ele.
    - Nossa.
    - Quero ve-lo.
    - Não posso fazer isso, quer morrer?
    - Por favor.
    


Biografia:
gosto de escrever
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