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A ESPERADA 8
DE PAULO FOG E IONE AZ
paulo ricardo azmbuja fogaça

Resumo:
KI





    A comida estava deliciosa, polenta fria, carne de porco, mandioca, salada de alface, arroz, feijão com pedaços de banha.
   - Nossa que delicia.
   - Sim, a mulher que trabalha para o seu Moisés sabe bem fazer um rango daqueles.
   Nisso Felipa se intertre com os meninos, Glória aproveita e sai dali, atravessa a rua e fica a certa distância do bar.
   - Então era isso que meu pai tanto escondia.
   - Todos temos o que esconder.
   - Lobato, o que faz aqui, se Felipa perceber?
   - Fica tranquila, ela ficou com os garotos.
   - Por que não me disse que ela era...............?
   - Cadeirante?
   - Sim.
   - Sabe, cada um tem seu fardo, o seu peso em culpas.
   - Como assim?
   - Felipa veio já com problemas de saúde devido a traumas de um outro tempo.
   - O que ela fez?
   - Matou alguém.
   - Você poderia ter me dito isso.
   - Você perguntou.
   - E aquela ali?
   - Sua mãe, ela nunca achou a sorte, na verdade tudo de bom e real fugira dela, ficou com as sobras e faz disso o seu meio de ganho.
   - Ela é..........
   - Meretriz, sim, uma das melhores deste lugar.
   - Por que me trouxe aqui?
   - Eu, eu não, você que escolheu a janela, você quis de todo seu íntimo.
   - Esta perto?
   - Do que, do fim dela, não, ainda não, mais você já esta chegando ao final desta viagem.
   - E depois?
   - Pare de fazer perguntas, olhe bem para aquela que te deu a luz.
   - Ela é bonita.
   - Sim, tem um bom coração, sofrida, valente, ás vezes sem pudor, ela gosta de viver, pena que não pode usufruir das iguarias deste tempo.
   - Por que tanta dor, tanto sofrer?
   - Não, não, você acha que ela sofre, já ela fica alegre por bons momentos ali, em meio aquela festa de ganhos banais.
   - Quero falar com ela, a sós.
   - E vai, tudo a seu tempo, antes de irmos, vai poder ter com ela.
   - Obrigada.
   - De novo, pelo quê?
   - Por me deixar sair e ver tudo.
   - Eu não acho que o sofrer seja benção.
   - Nem eu.
   - Então vamos para a pensão?
   - Sim.

                   121123...................














    - Gosta daqui?
    - Eu amo este lugar, este rio, as pessoas.
    - Por que morar tão longe assim?
    - Eu sei, sabe, eu até que gostaria de ter uma casa lá para cima, na vila, na cidade.
     - E?
     - Minha mãe, ela não gosta da cidade, diz que é tudo caro e dificil.
     - Mais não é bom para você assim tão jovem ficar aqui sozinha.
     - E quem disse que estou ou vivo sozinha, tenho eles, os peixes, os animais e sempre vem pescadores aqui, eles me deixam peixes e outras coisas.
    - Deixam?
    - São grandes amigos de minha mãe, acredita, ás vezes até me dão dinheiro.
    Glória nota um ar de alegria naquela moça que parece ainda ter uma idade mental de criança, seus olhos brilham ao falar dos tais pescadores, só então Glória nota certas marcas nos braços e algumas pelo corpo onde fica exposta.
   - O que é isso?
   - Isso, eu não sei, quando acordo eu as tenho.
   Glória segura as lágrimas ali junto do garoto, porém a jovem lhe dá total atenção.
   - Poderia me fazer um favor?
   - Sim.
   - Entre ali na sala e pegue a minha cadeira.
   - Cadeira?
   - Sim, ali na sala.
   Ela entra naquela casa e sente aquele odor de peixe, frituras invadir seu nariz, olha ao redor, quase nada de móveis e uma cortina de sêda vermelha divide o ambiente em dois, ali ao canto perto da porta a cadeira de rodas, Glória ao ver aquilo sente seu estômago embrulhar, tenta vomitar ali mesmo mais nada só então se lembra de não estar em um corpo fisico, com todo cuidado ela empurra aquela cadeira já gasta pelo tempo, com ajuda do garoto a jovem a subir na cadeira.
   - Vamos passear.
   - Vamos.
   A jovem lhe ensina um outro caminho mais demorado porém neste não há nada que impossibilita o transportar da jovem ali até chegar a vicinal que liga o porto a primeira vila.
   Várias piadas, brincadeiras e tantas histórias até que ao entrar na vila dos pescadores logo ouve uma voz feminina.
   - O que esta fazendo Felipa, quer gripar-se, quem são essas pessoas?
   - São meus amigos madrinha eu os trouxe para te conhecer.
   Dona Gláucia tem um mercadinho e aluga quartos para rapazes solteiros, a maioria trabalha das serrarias que são tantas ali devido a fartura de madeira em árvores nativas.
   - Prazer, Gláucia e vocês?
   - Sou Glória e este é...........
   - Lucas, sou Lucas.
   - Ele eu já vi por ai, muleque andeijo não fica quieto, sempre a aprontar, mais você garota, sei lá, você me parece tão familiar.
   - Eu, não vim de longe de outro estado.
   - De qual?
   - Mato Grosso.
   - Do norte?
   - Sim.
   - Bem, olha, não tem cara e nem jeito de bugre.
   - Meus pais são daqui deste estado, foram para lá ainda jovem.
   - Sei, quem é a sua mãe?
   - Ela morreu a pouco tempo.
   - Sério, como se chamava?
   - Diva.
   - Sei, olha, vou te dizer, eu tenho uma prima que é bem parecida contigo, ela fugiu com um cara ai e sumiu no mundo.

                     091123..................





          Glória sente seu interior gelar pois lembrara remotamente em uma das crises de bebidas de Natal ter contado algo um tanto parecido sobre uma prima de sua mãe.
   - O que foi garota, esta passando mau?
   - Não, eu estou bem.
   Felipa se adianta se despedidndo da madrinha.
   - Para onde agora?
   - Vamos para a avenida.
   A madrinha olha para a garota com certa repreenssão mais logo assovia um garoto todo sujo de borra de carvão corre até sumir num trieiro de colonhão, logo retorna numa charrete.
   - Vá com o mudinho, ele é de confiança, essa garota é doidivanas, acha, ir a pé até a avenida.
   - É muito longe?
   - Um bocado menina.
   Andando ali pela estrada do Tibiriça, Glória ouve história e músicas que Felipa lhe diz, quase 15 minutos e estão no centro da cidade, com ajuda dos garotos e Glória, Felipa é colocada na cadeira de rodas e eles andam pela avenida sempre sendo parados por um ou outro que cumprimenta e manda recados para a mãe de Felipa por intermédio dela.
   Eles andam por algumas quadras até que de longe ouvem um grande barulho de falas, risos, música alta, vários carros, bicicletas e poucas motos.
   - Chegamos, ali é o trabalho da minha mãe.
   - Ali?
   - Sim.
   Glória sente um forte ardor por dentro como que se tivesse brasas no peito e Felipa fica tão contente que grita pela mãe ainda ali do outro lado da rua.
   - Mãe, oi.
   A mulher sai de uma roda de mesas cheia de homens de várias idades e traz no rosto um semblante cansado que logo vai mudando a cada passo em direção a filha.
   - Ficou louca, o que veio fazer aqui?
   - Vim te apresentar minha amiga.
   - Amiga, que amiga, pare de sandices Felipa.
   - Oi, sou Glória.
   A mulher olha parada ali como que se visse um fantasma a sua frente, estende a mão e cumprimenta Glória.
   - Sou Nádia, prazer, olha me desculpe ser tão direta, mais você não é filha ou caso do velho Vicente?
   - Não, eu não morava aqui.
   - Ai que bom, por um breve eu achei que fosse, muito bonita você viu.
   - Obrigada.
   Nádia olha com tanta curiosidade para Glória que só depois percebe a presença dos garotos ali.
   - Vejo que ja conhece o mudinho, ele é bem legal, só tome cuidado com dinheiro, ele pega e sai correndo.
   - Mãe.   Felipa repreende de leve Nádia que lhe sorri.
   - E eu estou mentindo, outra noite deixei minha bolsa por ali e ele a visitou.
   O garoto sai de perto delas e fica a olhar para o carrinho onde estão a assar espetinhos.
   - Sabia, com este olhar morno já quer comer, o filho da gota.
   Nádia grita ao dono que vem logo com dois pratos, um de carne e outro de acompanhentos.
   - Sabia, é batata, é só vir aqui e ver minha mãe que ganho este belo banquete.
   Terminado ali o sol começa a ir embora, Nádia olha com certa severidade para Felipa que entende a situação.
   - Vou ficar no seu Moisés.
   - Tudo bem, diga a ele que depois eu vou paga-lo.
   - Certo mãe, te amo.
   - Eu também minha querida.
   Assim Felipa aponta uma pensão perto dali e eles seguem para lá, mudinho leva a charrete para trás desta e alimenta os cavalos e lhes dá água soltando-os.
   Glória ainda querendo entender melhor tudo aquilo, por que teve ali a sua frente a mulher que deu luz a ela, a pôs no mundo mais a qual ela sabe muito pouco ou nada.
   Segundo o que ouvira de Natal assim que Glória nasceu eles tiveram uma briga e a mãe foi embora.
   - Por que teve de ser assim?
   Sem ter a resposta ouve de Felipa que o jantar dali já esta sendo preparado.
   - Felipa, quando você fica lá na sua casa, você come o quê?
   - Bem, meus amigos, os pescadores e outras pessoas me levam doces, salgados, minha mãe ás vezes deixa comida pronta no fogão lá fora á lenha, sempre que posso também vou para a minha madrinha e como por lá.

                    101123.....................


Biografia:
amo ler e escrever mais ainda sempre
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