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HORA DO CONTO E SUA RELAÇÃO COM APRENDIZAGEM DA CRIANÇA
Fabieli Trevisol

HORA DO CONTO E SUA RELAÇÃO COM A APRENDIZAGEM DA CRIANÇA

A leitura faz parte da vida das pessoas e para que se forme o indivíduo leitor precisa-se da participação da família, do professor e toda a equipe escolar.
     A leitura faz parte da vida da criança desde o seu nascimento, através da voz, das canções de ninar, dos sons, e após essa fase passa para as cantigas de roda, as narrativas, as lendas, as fábulas entre outras. É de fundamental importância que a criança ouça histórias desde cedo, pois é nesse primeiro encontro que já consegue se visualizar o interesse da criança pelas histórias através da forma como elas se expressam seja batendo palmas, sorrindo ou até mesmo imitando personagens.
Para que o gosto pela leitura seja efetivado é necessário que pais e professores criem formas e meios para despertar o interesse da criança pela leitura. Também é importante adequar à leitura a idade da criança para que a mesma desperte a magia, a curiosidade e o prazer por ler.
     Através da leitura ampliamos nosso conhecimento, mexemos com as emoções e com a imaginação, por isso é de grande importância ela sempre estar presente no nosso dia-a-dia em sala de aula.
Desde que a criança nasce precisa ser estimulada para que se desenvolva em sua plenitude, necessita de liberdade de movimentos, segurança e acima de tudo que possibilitem sua socialização com o mundo e com as pessoas que a cercam. Sabe-se como é importante para a formação de qualquer criança ouvir histórias, e escutá-las é o início da aprendizagem para ser um bom leitor.
Os contos de encantamento possibilitam fluir o imaginário e levar a criança a ter curiosidade, a penetrar no espaço lúdico, de encantar e de descobrir o mundo de imensos impasses e soluções que todos vivem e atravessam. Sendo que através do real e do imaginário a criança cria laços de afetividade com os colegas dessa forma possibilita a construção de novas habilidades que ajudarão a desenvolver a aprendizagem e o processo de alfabetização. A criança possui uma mentalidade fértil, fantasiosa e egocêntrica. A fantasia e a realidade se confundem. É uma fase essencialmente simbólica onde a criança, com a ajuda de diversos recursos, entre eles a literatura, desenvolve sua linguagem, socialização, percepção e raciocínio lógico.
Os contos de encantamento exercem papel fundamental nestas construções; através dele, a criança aprende o mundo e a linguagem. As histórias contadas são o primeiro contato com o mundo literário, através dele o educando forma novas ideias, conhece novos lugares e constrói novos conhecimentos. Como a criança é totalmente simbólica, as histórias vêm ao encontro de suas necessidades e é através dela que a criança começa a questionar comparar e principalmente resolver e elaborar conflitos. Os sentimentos de amor, inveja, morte, medo, perda e coragem são vividos diariamente pela criança, porém ela não consegue expressá-los e é através da história quando a criança se projeta nos personagens, que ocorre a identificação e a elaboração dessas situações. Outro aspecto importante refere-se à construção da linguagem. Quando o educador lê a história está mostrando modelo de linguagem, sequência lógica de fatos, enfim, auxilia a criança na organização do pensamento.
Por meio da leitura em voz alta e do movimento das ilustrações que acompanham as narrativas, é possível recontar histórias conhecidas com as próprias palavras e criar novas, que nunca serão contadas da mesma maneira. É assim que se formam leitores autônomos, críticos e pensantes, e não com leitura passiva de histórias contadas e recontadas sempre da mesma maneira, que acabam priorizando a leitura como uma simples decodificação de códigos.
A criança através do educador precisa ser bem estimulada, deve-se manter um relacionamento aberto a perguntas, à troca de comentários sobre o texto exposto, fazer relações entre a história contada com outras já conhecidas pela criança, a fim de estabelecer relações entre esses saberes. É importante o professor observar os comentários dos alunos, pois muitas vezes esses nos dão outra visão sobre os textos.
Ler histórias para crianças é suscitar o imaginário, é despertar emoções, é rir, é chorar é poder trocar ideias, é poder fazer com que se entre num espaço de forma lúdica que na qual também faz parte da formação da criança e por saber que é a base das vivências preferidas das crianças.


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