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DONA MARIQUINHA
Saulo Piva Romero

ERA UMA VEZ A HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE AMAVA VIVER INTENSAMENTE A SUA VIDA. DONA MARIA, MULHER HUMILDE, BONDOSA E AMOROSA. ELA TINHA UM ESPÍRITO AVENTUREIRO DESDE MOÇA.  ELA PASSOU GRANDE PARTE DA SUA INFÂNCIA E JUVENTUDE EM CONTATO COM A NATUREZA, POIS, VIVEU MUITOS ANOS NUM SÍTIO COM SEUS PAIS NO INTERIOR DE SÃO PAULO.  DONA MARIQUINHA ERA A SIMPLICIDADE EM PESSOA. DONA DE UMA SABEDORIA EXTRAORDINÁRIA.  ELA FEZ DE TUDO NESSA VIDA.  ELA MOROU NA CIDADE, NO INTERIOR E NO LITORAL TAMBÉM.
DONA MARIQUINHA TAMBÉM ERA APAIXONADA PELOS ANIMAIS, POIS TINHA UM PAPAGAIO MUITO BRAVO E CIUMENTO QUE ATACAVA E BICAVA QUEM SE ATREVESSE A SE APROXIMAR DELA.
ELA TAMBÉM TINHA UMA CABRA QUE ERA MUITO BRAVA E NINGUÉM CONSEGUIA DOMÁ-LÁ.
DONA MARIQUINHA ERA A ÚNICA PESSOA QUE CONSEGUIA ACALMAR A CABRA REBELDE COM SEU JEITO MEIGO E AMOROSO DE TRATAR A FERINHA QUE ERA A GUARDIÃ DE SUA CASA DE PRAIA.
ELA TAMBÉM FOI FEIRANTE NO TEMPO EM QUE MORAVA NO LITORAL. NO SEU QUINTAL ELA CRIAVA VÁRIAS GALINHAS E SEUS PINTINHOS.
BONS TEMPOS ESSES EM QUE ELA MOROU NA CASA DA PRAIA, POIS, MUITAS CRIANÇAS E JOVENS SE DIVERTIAM NESSE QUINTAL DE GRAMA, POIS, DONA MARIQUINHA TINHA UM PERU QUE ERA MUITO BIRUTA, POIS, QUEM SE APROXIMASSE DELE ESTAVA MUITO ENCRENCADO, POIS, ESSE PERU LOGO COLOCAVA TODOS PARA CORREREM SEM DÓ E NEM PIEDADE. ELE SÓ OBEDECIA A DONA MARIQUINHA EXECETO QUANDO ELA COLOCAVA SUA BLUSA VERMELHA E ISSO FAZIA COM QUE O PERU DOIDO FICASSE FURIOSA AO VÊ-LA VESTIDA COM A FAMOSA BLUSA VERMELHA E ELA SABENDO QUE O SEU PERU FICAVA EXTREMAMENTE NERVOSO FAZIA COM QUE O PERU FICASSE TOREANDO COM ELE POR MUITO TEMPO ATÉ ELE DESISTIR DE PERSEGUÍ-LA DE TÃO EXASTO QUE FICAVA.
HOUVE TAMBÉM UM TEMPO EM QUE DONA MARIQUINHA MORAVA EM UMA PEQUENA TRAVESSA ONDE TAMBÉM VIVEU MUITAS AVENTURAS ENGRAÇADAS.
NESSA TRAVESSA ELA TINHA UM VIZINHO LELÉ DA CUCA. ERA UM ALEMÃO MUITO MALVADO QUE VIVIA BRIGANDO COM TODAS AS CRIANÇAS QUE SE APROXIMAVAM DA SUA CASA.
CERTO DIA, UM SOBRINHO DA DONA MARIQUINHA FOI PASSAR O FIM DE SEMANA NA CASA DELA PORQUE SEUS PAIS FORAM VIAJAR.  ESSE SOBRINHO SEM QUERER ENCOSTOU-SE AO PORTÃO DA CASA DO ALEMÃO MALVADO QUE FURIOSO COM O FATO DE O MENINO ESTAR ALI E NUM ACESSO DE RAIVA, ELE O EMPURROU COM MUITA FORÇA E O SOBRINHO DE DONA MARIQUINHA ACABOU BATENDO COM A CABEÇA NO POSTE QUE FICAVA NA CALÇADA QUE LIGAVA A CASA DA DONA MARIQUINHA COM A DO VELHO ALEMÃO. ENTÃO, ELA QUE SAÍA NAQUELE MOMENTO VIU TODA A CENA.
ASSIM ELA IMEDIATAMENTE PEGOU UMA VASOURA E SAIU CORRENDO ATRÁS DO VELHO ALEMÃO ACERTANDO VÁRIAS VASOURADAS NO LOMBO DO ALEMÃO.
DONA MARIQUINHA ALÉM DE MUITO SÁBIA ERA UMA MULHER GUERREIRA QUANDO DEFENDIA OS QUE ELA AMAVA.
QUANDO ELA MORAVA NA CIDADE DE ELDORADO, TODOS OS DOMINGOS, ELA E SUA FAMÍLIA CARREGAVAM A CAMINHONETE COM TUDO O QUE UMA BOA PESCARIA EXIGE.
A PESCARIA ERA UM DOS PASSATEMPOS FAVORITOS DA DONA MARIQUINHA. NESSE TEMPO A SAÚDE DELA ESTAVA MUITO DEBILITADA E ESSES PESCARIAS A ENCHIA DE FELICIDADE, POIS, ASSIM COMO O JOÃO PESCADOR, SEU IRMÃO QUE ELA MUITO AMAVA, ELA TAMBÉM ERA UMA EXCELENTE PESCADORA.
NAQUELE DOMINGO ENSOLARADO, ENQUANTO SEUS FILHOS E NETOS PESCAVAM APENAS PEIXES PEQUENOS, ELA SENTADA TRANQUILAMENTE NA BEIRA DO RIO SEGURANDO A SUA VARINHA NAS MÃOS, SENTIU QUE A VARA COMEÇOU A PESAR REPENTINAMENTE FAZENDO COM QUE TODOS PARASSEM O QUE ESTAVAM FAZENDO E FICASSEM ADMIRADOS COM O QUE OS SEUS OLHOS ESTAVAM VENDO.
DONA MARIQUINHA HAVIA FISGADO UM BAGRE ENORME QUE PESAVA MUITOS QUILOS E POR ESSE MOTIVO DONA MARIQUINHA NÃO CONSEGUIA PUXÁ- LO PARA FORA DO RIO E ASSIM FORAM MUITAS AS TENTATIVAS PARA CAPTURÁ-LO, MAS O BAGRÃO ERA MAIS LISO QUE UM SABONETE E DE TANTO SE DEBATER CONSEGUIA SE DESVENCILHAR DO ANZOL.
ENTÃO, SEU GENRO SÉRGIO VENDO A LUTA DA DONA MARIQUINHA PARA JOGAR O BAGRÃO PARA FORA DO RIO, IMEDIATAMENTE PULOU NO RIO PARA PEGAR O BAGRÃO TEIMOSO PELO RABO. MAS O SERGINHO QUE ERA BOM DE GARFO BEM QUE TENTOU MAIS COM SEUS QUILINHOS A MAIS LOGO CANSOU E PERDEU O BAGRÃO DE VISTA. ESSA CENA FEZ COM QUE A DONA MARIQUINHA COMEÇASSE A GARGALHAR DE TANTO RIR ENQUANTO QUE O SERGINHO JÁ QUASE SEM FÔLEGO FICASSE ESBRAVEJANDO DE RAIVA DENTRO DO RIO.
ASSIM QUANDO O SÉRGIO SAIU DO RIO TODO ENSOPADO DE ÁGUA, ELA LHE DEU UM LONGO ABRAÇO. ESSE FOI UM ABRAÇO MARAVILHOSO E ELA RIA DE FELICIDADE.
ESSAS FORAM ALGUMAS DAS DIVERTIDAS HISTÓRIAS DA DONA MARIQUINHA.
ASSIM COMO O JOÃO PESCADOR, MEU PAI, A DONA MARIQUINHA, MINHA QUERIDA TIA TAMBÉM ESTÁ PESCANDO AS ESTRELAS NO CÉU E TOREANDO O SEU PERU DE ESTIMAÇÃO EM VOLTA DA LUA E VOANDO COMO UM ANJO NA COMPANHIA DO SEU QUERIDO PAPAGAIO ARISCO E CIUMENTO.


Biografia:
Saulo Piva Romero, professor de Língua Portuguesa e Poeta, 46 anos. Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1972. Começou a escrever poesias aos 18 anos. É formado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga com Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura.Em 2000 publicou seu primeiro livro Vida, amor e esperança.
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