Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Nadando de braçada
Rafael da Silva Claro



A cada desembarque de Bolsonaro a molecada carregava, nos ombros, o deputado, chamava-o de “mito” e, entre palavras de ordem, cantavam: “1, 2, 3, 4, 5, mil, queremos Bolsonaro, presidente do Brasil”. Eu apenas ria, achando que a garotada curtia, tirando selfies para postar no Facebook. Afinal, o capitão que brigava com a irritante Maria do Rosário era retratado como alguém truculento, no mínimo folclórico.

O tempo passou, ele foi sendo ouvido e conhecido, quando veio a quase fatídica facada. O bolsonarismo já era uma realidade, aí já não adiantava a velha imprensa tentar demonizá-lo. O fenômeno cresceu tanto, que inclusive figurinhas manjadas da política e os aspirantes a alguma relevância surfaram nessa onda. João Doria, que sempre foi capaz de acender uma vela pra Deus, outra vela pro Diabo, vislumbrou aí sua tábua de salvação para ascender ao governo do Estado de São Paulo. Ele foi capaz de tudo: fazer arminha com o dedo, adotar o ridículo nome “Bolsodoria”, arriscar algumas flexões e aparecer como “papagaio de pirata” do capitão.

Assim que eleito, Doria fingiu que nem o conhecia. Normal. Ele já tentou ser o “pai” da cloroquina. Como julgou ter feito a manobra errada, fingiu que fomos lobotomizados e voltou atrás. Tudo, absolutamente qualquer coisa de ruim que acontece, é atribuído ao presidente. Essa narrativa, completamente desesperada, já caiu em descrédito junto à população, porque é falsa.

Mesmo quem é a favor da privatização é contra a maneira açodada com que “Ditadoria” quer porque quer, segundo suas palavras, “vender São Paulo para os chineses”. Essa vacina chinesa tem que ser aplicada no máximo possível de brasileiros. A insanidade do governador para cumprir esse objetivo, evidencia inconfessáveis interesses já acordados.

No feriado do Ano-novo, Bolsonaro esteve na Praia Grande, no litoral paulista, foi ovacionado pelos brasileiros, que não caem na narrativa negativa que tentam atribuir a Jair todos os males que assolam o Brasil. É normal que um presidente cometa erros; para uns, mais, para outros, menos, mas estão exagerando. Acusá-lo de comer ou nadar sem máscara é ir contra a lógica e chamar o cidadão de burro. Nem a oposição declarada joga tão sujo.

João Doria não conseguiu fugir para Miami e ainda foi xingado na Praia Grande; Jair Bolsonaro, nadando de braçada, foi ovacionado na Praia Grande. Doria pôs a culpa pelos xingamentos, é claro, no Bolsonaro. Para o governador, “o mar não está pra peixe”.


Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
Número de vezes que este texto foi lido: 159


Outros títulos do mesmo autor

Crônicas É só dobrar o pescoço Rafael da Silva Claro
Releases Brasil Paralelo Rafael da Silva Claro
Crônicas A bela e a fera Rafael da Silva Claro
Crônicas A placa avisou Rafael da Silva Claro
Crônicas Até tu! Rafael da Silva Claro
Crônicas Fogo no Parquinho Rafael da Silva Claro
Crônicas O Último Carnaval Rafael da Silva Claro
Ensaios Sai, coisa Rafael da Silva Claro
Ensaios Leite condensado de direita Rafael da Silva Claro
Crônicas Crônica de Gelo e Fogo * Rafael da Silva Claro

Páginas: Próxima Última

Publicações de número 1 até 10 de um total de 96.

  Envie este texto por e-mail
Digite seu nome:
Digite seu endereço de e-mail:
Digite o nome do destinatário do e-mail:
Digite o endereço de e-mail do destinatário:

escrita@komedi.com.br © 2021
 
  Textos mais lidos
viramundo vai a frança - 76106 Visitas
Sem - ANDERSON CARMONA DOMINGUES DE OLIVEIRA 62050 Visitas
NÃO ERA NADA - Alexsandre Soares de Lima 50298 Visitas
O Trenzinho - Carlos Vagner de Camargo 50062 Visitas
Os Morcegos - Nato Matos 49619 Visitas
Pensamento 21 - Luca Schneersohn 49285 Visitas
A TRISTEZA E O SIM DA VIDA - Alexsandre Soares de Lima 48994 Visitas
MILA, A MENINA QUE MORAVA DENTRO DE UM COGUMELO - Saulo Piva Romero 48819 Visitas
Solidão que nada - Morgana Bellazzi de Oliveira Carvalho 48795 Visitas
Um dia - Luca Schneersohn 48242 Visitas

Páginas: Próxima Última