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Ser o Ser Humano
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Resumo:
Ser o Ser Humano é uma das coisas mais difíceis de se fazer

Quando admirávamos as paisagens existentes no nosso mundo, víamos algo deslumbrante. De certa forma a natureza agia no florescer de nossos olhos, era como se ela fosse uma lente para que enxergássemos tudo o que ela criará. Mas não nos importamos com o principal recado dela, ela gritava e agonizava pra nós, dizendo que tudo isso não era nosso e nem era o nosso lugar. As melhores espécies se adaptam ao meio. Talvez o ser humano não tenho um meio adequado a ele, afinal destruímos e sucumbimos quaisquer paisagem. As muralhas que assistíamos de longe, as grandes rochas e as florestas com enormes arvores, arvores que sobreviveram anos e anos, e que com apenas um maquina cortante e ríspida retiravam e ceifavam a vida dessas guerrilheiras. Tratávamos o tempo como se fosse algo nosso, algo que pudéssemos colocar no bolso quando não necessitávamos do mesmo, e o retirávamos quando precisávamos dele, mas o fato é que não conseguíamos perceber que mesmo no nosso bolso, o ponteiro não parava de girar e ainda assim continuávamos vendo o mundo com a lente humana, a lente do egoísmo, antipatia e autoritária. O ponteiro gira. Nosso tempo se esgotou, e isso já era algo previsto, mais de sete bilhões de pessoas cometendo os mesmo erros diários, sem muitas vezes nem percebe-los. Acabou. Toda a matéria construída pela perfeição, pelas mãos delicadas e lisas da natureza, serramos essas mãos; onde havia delicadeza e perfeição deixamos sangue e muita rispidez. A serramos com a ignorância e a prepotência humana. Mesmo errando, persistíamos em colocar a culpa na criadora, se acontecia uma enchente a culpa era dela, ou daquele que todos acreditavam que estará no controle absoluto, Deus. Nenhuma força é maior do que a ignorância de sete bilhões de pessoas, nem o poder do ser que acreditávamos ser mais poderoso a ponto de vencer um anjo caído, nos tornamos um pessoas cuja nossa única fraqueza, era nada menos do que nos mesmos. Todo e quaisquer ser que preserva sua vida, a ama, e tínhamos muita dificuldade de enxergar isso, principalmente quando nos alimentávamos de seres que amavam suas vidas. Acabou. Diferente, nós nos afundávamos com um rancor a magoa tremenda, uma magoa que partia de um lugar desconhecido, não preservávamos nossas vidas, ao contrario nós simplesmente a destruíamos a cada dia. Cigarro, bebida e outros derivados das mãos humanos que foram criados para a auto destruição, nosso suicídio diário. Já não se pode mais ver as altas rochas, agora só o que resta são rochas vagantes no espaço, fomos a segunda geração da Era Mesozoica, no entanto os que foram instintos não pediram por isso, fora atingidos por um meteoro de forma inesperada, nós fomos nosso próprio meteoro. Refletir e enxergar a verdade nunca foi nosso maior ponto, sempre levávamos a arrogância dentro de nós, como se fossemos seres supremos e “os mais racionais do mundo”, classificávamos os seres em ‘ seres vivos’ e ‘seres humanos’, aí está a primeira amostra grátis da nossa arrogância. Não é filosofar, mas sim enxergar o obvio, algo que estava como um espirito impregnado ao nosso lado, mas que sempre pegávamos a nossa cruz para espanta-lo. Ficamos tão fixados com o impossível, querendo alcançar a tecnologia de ponta e a cura para todas as doenças sem nem ao menos reparar que todos nós estávamos doentes, um câncer incurável chamado “ser humano”. Enxergar o obvio e o básico era mais complicado do que criar um protótipo de inteligência artificial, e isso nos engoliu de forma inconfortável. O que fazer agora? Bom, esse câncer se iniciou no cérebro e provavelmente já está circulando em toda nossa corrente sanguínea, o que tem a se fazer agora é esperar a natureza ter piedade e acabar com tudo ou apenas definharmos até o ultimo encher dos pulmões.


Biografia:
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