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VIVER É VIVER - A.M FOSSATTI
Texto registrado na Biblioteca Nacional
Augusto Moura Fossatti

E se sentisse sono, e não quisesse dormir?
E se sentisse frio, e não quisesse vestir?
E se o vinho não tem mais gosto,
A ponto de não querer mais engolir?

Se a vida é ilusão, ou apenas ilustração?
Nossa mente cria tudo, cria o céu e o coração,
nada pode ter sentido, nada irá ter sentido,
desde sua voz, até sua própria criação.

Não me sinto só, apenas sem ninguém,
não me sinto triste, apenas infeliz,
nada pode me curar, nada pode mudar,
essa incrível mudança de vida, que deixa cicatriz.

E se minha vida não tem mais convicção?
Se tudo aqui já está tão automático
sistematizado e perdido, no mundo indomável,
talvez não passe de um conto dramático.

Por que tudo parece ser tão fútil?
Por que o doce perdeu seu sabor?
Com pouca vida será normal ser tão...
Tão displicente, a todo louvor?

Não posso estar vivendo como igual,
diferente, só posso ser deficiente,
sou único, incomum, abrangente,
não posso mais ser sorridente.

Teoria sim, digo à todos,
velha, e Horácio dizia para colher o momento,
mas na prática tudo é tão desigual,
preciso libertar-me do terrível tormento.

E se não quero mais viver?
Então vou deixar de ser tudo que imaginei?
Nada então fará sentido,
nem mesmo tudo o que sonhei?

Acho que estou perdido neste mundo,
no mundo cheio de tristes lamentos,
E está cada vez mais difícil,
colher aqueles eternos momentos.

Onde está mesmo esse tal de Jesus?
Em um sinal, perdido, escondido,
nesse mundo grandes homens são detidos,
e logo morrem, como grandes esquecidos.

Minhas dúvidas nunca acabam,
Newton que dizia da sabedoria,
mas será tão verdade na prática?
Cada vez acredito menos nessa teoria.

Não posso mais segurar essa vida,
por mais nova, ignorada ao incrível,
acabei perdendo minhas almas,
e todo o meu ponto de equilíbrio.

Se este é desabafo... É tão idiota,
tenho cada vez mais medo,
de desistir, de não querer mais nada,
desejar a verdade, e partir tão cedo.

Mas ainda creio que possa continuar,
e me tornar titular, controlar,
parar de ser tão teimoso,
tentar mais viver do que chorar.

Pois viver é o sentido da vida,
e ninguém pode entender mais que vida,
tudo que existe é conjectura...
a vida, é uma simples figura.

Se todos nós temos que partir,
então na minha hora, querei ir,
não esquecendo do quão certo,
fui, homem querido, homem esperto.

Obrigado aos tantos que me ajudaram,
com suas doces palavras derramadas como mel,
palavras são tão importantes para a vida,
como são os giros para um carrossel.


Biografia:
ACESSE: www.tordosazuis.com para mais!!! Augusto Fossatti tem 22 anos e vive em São Paulo, SP, cidade onde nasceu, cresceu e passou a maior parte de sua vida. Filho de um representante comercial e de uma professora formada pelo antigo sistema do Magistério (e posteriormente graduada em Pedagogia), aprendeu a ler entre os quatro e cinco anos de idade, dando início assim a suas aventuras pelos livros e quase que de imediato as suas primeiras criações literárias. Altamente interessado por textos complexos, aproximou-se mais da filosofia e dos grandes clássicos poéticos como "A Divina Comédia" e "Ilíada" do que dos best-sellers populares, ainda que precise admitir uma queda pelas séries Harry Potter e Sherlock Holmes. Amante da filosofia, leu seu primeiro texto filosófico aos treze anos, "Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens", de J.J Rousseau, e desde então nunca mais parou de consumir este tipo de literatura, indo de Platão a Kant, Schopenhauer e Nietzsche. Atualmente leciona música em um projeto social para crianças carentes, e no Espaço Dançarte fundado por sua irmã, Amanda Fossatti, na Zona Norte de São Paulo. Música foi matéria que assim como a literatura, sempre esteve presente em sua vida. Aprendeu a tocar violão com cinco anos, participou do Projeto Guri e posteriormente estudou na Escola Municipal de Música de São Paulo. Seu estilo literário preferido para a escrita tem sido a poesia desde a metade da adolescência quando passou por conturbações emocionais e psicológicas. O motivo da escolha foi a liberdade de expressão sentimental que o verso proporciona, assim como as grandes possibilidades de invadir tanto a metafísica quanto o profundo metaforismo para descrever a realidade.
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